quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

Artigo do Jornal Expresso Ilustrado - 10 de fevereiro de 2016 - A prisão



Link: http://expressoilustrado.com.br/opiniao/a-prisao

A prisão

É ótima a prisão em que você se esconde por sua própria vontade. Mas a felicidade da solidão tem prazo de validade, limitado, que vence rapidinho.

Quando se está sozinho, quieto, os pensamentos surgem aos bilhões. Eles vão de um lado para o outro, do amor ao amigo, dos parentes aos filhos. Com o passar das horas, o maior desejo que se tem é o retorno dos barulhos de humanidade, que se opõe às balbúrdias da memória.

A prisão por determinação da justiça deve ser algo terrível! Não poder ir e vir, sendo jogado numa jaula, de cama dura, banheiro imundo e péssimas condições de higiene. Aliado a isso, a companhia forçada, de pessoas que não conhece e que diuturnamente podem cometer outros níveis de violência.

Esse é um dos maiores medos de qualquer cidadão – ser preso – desde que ele não esteja influenciado por duas variantes que criam uma cortina de ilusões. A primeira é a prisão da vida; da falta de educação e do crescimento no meio da criminalidade, tornando a violência algo tão usual, que já não assusta mais. Existem aqueles que assaltam por fome, mas têm humanos maus, com personalidades construídas com o minério da raiva. A segunda é a prisão da impunidade. Essa, somente atinge os grandes marginais, de muito dinheiro e alto grau de instrução, mas com a mesma falta de educação. São os politiqueiros, os corruptos, os grandes chefes de quadrilhas organizadas.


A prisão do medo de ir para a prisão, transforma patéticos mascarados em Pablo(s) Escobar(es) brasileiros. Faz-se de tudo para corromper os fatos, para que a mentira seja a chave de uma falsa liberdade.
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