quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Artigo Jornal Expresso Ilustrado - País de dores Anônimas (Parte II)

Publicado no Jornal Expresso Ilustrado: 25 de novembro de 2016


País de dores anônimas
A intelectualidade gaúcha (Parte 2)


A diferença entre o Brasil e a Finlândia não se resume em educação, mas na nossa falta de ética. Contudo, a ética somente é construída pela educação. Desde antes da Independência do Brasil, na época de Colônia, edificamos um país de poucos privilegiados. Privilégios que criaram dois tipos de justiça Tupiniquim: a dos pobres e a dos ricos (poderosos). Aqui, um indivíduo pode passar anos na cadeia, por exemplo, somente pelo furto de alimentos para sobreviver; mas consegue escapar ileso, ao assassinar indiretamente milhares de pessoas, quando desvia milhões da saúde pública. Onde está o problema? O dinheiro abala a ética. O poder corrompe a moral. E a falta dessa ética, destruindo as regras morais, está estampada em toda a nossa sociedade, em desprovidos e milionários. A corrupção não está arraigada somente na classe política, simples representação da sociedade. Ela está na atitude de uma menina de 9 anos, rebolando seminua, para engravidar aos 11; na falta da percepção coletiva de que as forças de segurança, principalmente a polícia, são essenciais para a preservação do direito à cidadania. A falta de ética está em boa parte das famílias, onde os pais decidiram “não envelhecer mais”, sendo apenas amiguinhos dos filhos, esquivando-se da responsabilidade de desvelar os limites sociais, para humanizar os filhos, em diálogos educativos. Agir eticamente, engloba assumir princípios e valores morais, onde a interação não irá prejudicar o(s) outro(s), favorecendo uma justiça social. Ser ético impede o levar vantagem indevida; mas somos otários-ignorantes que propagamos o famoso “jeitinho brasileiro”. (Continua).

Artigo Jornal Expresso Ilustrado - País de dores anônimas - Parte 1


Publicado no Jornal Expresso Ilustrado: 18 de novembro de 2016

País de dores anônimas
A intelectualidade gaúcha (Parte I)


Pedi aos amigos do Expresso o espaço para essa série de 5 a 7 artigos. O texto pode ser lido no todo e/ou em partes, tendo por objetivo a (auto)reflexão. Será publicado como artigo único, posteriormente, no Letras Santiaguenses.

Na minha concepção, a intelectualidade de um ser humano pode ser desenvolvida (ou não). Ela é fruto de esforço, exercitando-se o “músculo” mais importante: o cérebro. Só que intelectualidade não é sinônimo de sabedoria e nem de educação. No RS e no Brasil, a intelectualidade está um tanto perdida em “gabinetes-clausuras”, dentro e fora das universidades, distanciando a teoria da prática. Oswald de Andrade, escritor modernista, no seu Manifesto Antropófago (1928), escreveu que ‘somos um país de dores anônimas e de doutores anônimos’. A crítica foi direcionada para a “elite intelectual” do país, que era alienada e não se posicionava – com sabedoria – diante das elites financeiras e políticas da nação. Muitos anos depois, isso ainda permanece. A intelectualidade gaúcha, de maneira geral, se mantém submissa aos interesses político-financeiros dos diversos governos (federal, estadual e municipal). Também somos dominados pelo estrangeiro, principalmente pelo sudeste do país, por europeus e norte-americanos, a quem endeusamos e fazemos reverência.


Santiago e o RS possuem intelectuais independentes? Diga-me você, leitor que acompanha esta coluna. (Continua)

sábado, 12 de novembro de 2016

Comenda Personalidade Literária 2016 - Porto Alegre, RS

Amanhã, 20h, estarei recebendo a Comenda Personalidade Literária 2016, no City Hotel - Rua José Montaury, nº 20 - Porto Alegre, RS.
Agradeço a Academia Internacional de Artes, Letras e Ciências pela honrosa premiação!
Haverá um jantar por adesão, R$ 40,00... quem quiser, reservar inbox comigo.
Todos os amigos estão convidados!


quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Hoje - palestra de despedida de Santa Maria - convido a todos!

Hoje, 09 de novembro, 18h30min, na SUCV, em Santa Maria.

A belíssima CAPOSM proporcionando a oportunidade de uma fala de despedida. Será muito bom!
Entrada - um quilo de alimento não perecível!
Aguardo os amigos...


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