sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

Artigo jornal A RAZÃO - 22 de janeiro de 2016 - Salvem os professores!



Salvem os professores!
Giovani Pasini (professor e escritor)
E-mail: professorpasini@gmail.com

O jornal é um excelente veículo para a formação de opiniões e o assunto é importantíssimo. Temos que perceber a situação caótica – de maneira geral – que passam os docentes de nosso Brasil. Como chegamos a esse estágio de falência social? Vários são os motivos, alguns poucos serão comentados neste artigo.
O primeiro fato se acerca da necessidade de conscientização do dever educativo dos pais e responsáveis, ou seja, da família. A família, instituição perene, é que possui a principal tarefa de educar o cidadão. Ela é a base da contribuição ao caráter do indivíduo. Não é a escola a responsável pela educação, mas pela ‘escolarização’ (Mário Sérgio Cortella).
Se nós sentimos a dificuldade de educar uma ou duas crianças (filhos), como podemos repassar a função para um professor que trabalha com cerca de trinta alunos? Esquecemos que os mestres são humanos? A desculpa de que os pais trabalham fora é coisa do século passado. Já tivemos cerca de quatro décadas, desde a independência da mulher, para nos adaptar. É hora da família reassumir as rédeas da educação e voltar ao passado, onde os valores importavam muito. A balança está pesada demais para o lado errado...
A solução? Salvemos os professores! Defendo a necessidade de um maior reconhecimento por parte da sociedade, em relação ao trabalho dos docentes. Infelizmente, ainda estamos na realidade de uma coletividade que massacra uma das profissões mais importantes; aquela que inicia todo o diálogo de conhecimentos, para qualquer carreira – a licenciatura.
A verdade é que nós, pais e responsáveis, geralmente pensamos no professor somente quando algo dá errado! Colocamos a armadura, o elmo, pegamos a lança e o escudo; então vamos à escola “combater” em prol de nossa cria. Algumas vezes estamos certos, a maioria não!
Da mesma forma, para ser docente, é necessário doar mais do que receber. Esse é o sacerdócio do ofício. O professor não ganha dinheiro; não fica rico. A sua fortuna está na contribuição utópica (Paulo Freire) para a construção do mundo; a maior felicidade de um professor está no feedback do carinho de seus alunos.
Portanto, temos que conhecer (e reconhecer) a “doação” que é feita, de forma silente, pelos mestres. Essa dedicação vai além do expediente: conteúdos estudados, aulas montadas, provas corrigidas e preparação intelectiva para a aula seguinte. O trabalho começa antes, permanece durante e continua depois.
A maior parte de nós, adultos, fomos influenciados positivamente, no passado, por uma professora ou professor. Basta lembrarmos! Somos alguns daqueles alunos que os olhos brilham até hoje! Que o futuro faísque a alma dos adultos, pequenos alunos do passado; e que o respeito à magia da docência seja algo inevitável. Vamos erguer uma bandeira na defesa da educação?

Caso positivo, podemos começar por nossos filhos.

Artigo Jornal Expresso Ilustrado - 22 de janeiro de 2016 - Deus é Brasileiro

Deus é brasileiro

Fiquei pensando: se eu fosse Deus, o que faria com o mundo? O que faria com esse bando de humanos sem miolos que cultuam o fanatismo, o ódio e a violência? O que instituiria aos corruptos salafrários, que desviam dinheiro para adquirir bens materiais; que usurpam o direito dos necessitados à saúde pública adequada, em prol de altas cifras de vigarice?

Se eu fosse um deus, a primeira coisa que executaria seria acabar com o capitalismo, mais especificamente com o objeto ‘dinheiro’. O pagamento das contas seria efetuado em elevada taxas de abraços, ou com grande quantia das palavras ‘perdão’, ‘desculpa’ e ‘te amo’.

A segunda ação seria terminar com os excessos cometidos em meu nome (deus). O inferno teria um local especial para os religiosos fanáticos, para aqueles que acham que não pecam e gostam de julgar os outros. Um deus inteligente não gostaria de ter um fiel que estratifica a expressão ‘respeito’.

A terceira coisa que eu iria findar, com certeza, seria essa bobagem chamada de ‘revolução’. As únicas revoluções permitidas seriam aquelas que não pudessem se utilizar de armas e violência, ou seja, uma evolução.


Por fim, acho que permaneceria brasileiro. Afinal, com a politicagem, a economia fajuta e os péssimos serviços públicos que possuímos, seguidamente nos dão um tapa na cara – e ainda oferecemos a outra face. 

segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Artigo do Jornal A Razão - 15 de janeiro de 2015 - A GUERRA DA SÍRIA É AQUI




A guerra da Síria é aqui
Giovani Pasini (professor e escritor)
E-mail: professorpasini@gmail.com

Vou escrever um pouco sobre o mundo contemporâneo. Melhor ainda, sobre o mundo ocidental contemporâneo, especialmente o Brasil.
A humanidade parece ter altos e baixos, com momentos culturais e artísticos destacados, depois outros de extrema violência, que nos distanciam da palavra “humano”. Parece-me que, uns e outros, estamos regredindo para meados do século XX ou para a época das Cruzadas, com guerras santas que só levavam ao sacrifício.
Reflita comigo: esse negócio de ‘esquerda’ e ‘direita’ é coisa do passado; não é algo que deve voltar ao topo das paradas, em pleno século XXI. Ao tempo que o homem está mais globalizado, as classes naturalmente tendem a se dissipar e o viés político deve acompanhar a fluidez social. Não acredito na luta de classes, da forma como se propaga na atualidade. A realidade é que todos temos momentos de opressores e de oprimidos. A solução (freireana) é escaparmos o máximo possível de qualquer uma dessas posições – opressor ou oprimido.
Cabe conjecturar que a coletividade pode animalizar o ser humano e causar crimes que individualmente não seriam cometidos. Observe-se algumas torcidas organizadas de futebol ou grupos de manifestantes mascarados. As redes sociais também têm essa configuração de grupal e isso é fato. Os discursos de ódio que se polarizam na internet só nos mostram o quanto somos “ideólogos” e não intelectuais. Quando existe um fanatismo na ideologia (política, religião, futebol, gêneros etc.), ocorre a falta de conceituação e da prática do termo respeito, essencial para a verdadeira intelectualidade.
Pensar diversamente é uma característica do ser humano, independentemente da formação que ele possua. Não importa o grau de estudo, nem a alfabetização. Entretanto, não respeitamos o direito de raciocinar, de vivenciar e de concluir. Tentamos convencer o outro por intermédio da imposição e do ódio. Leonardo Boff, um autor considerado de esquerda, escreveu uma frase interessante: “Todo ponto de vista é a vista de um ponto”. Devemos aceitar a diversidade de condições, opções, indecisões ou decisões. Essa é a minha opinião!
A guerra da Síria é aqui. Morrem mais de 50.000 brasileiros por ano, somente por homicídio, ou seja, diariamente são assassinadas mais de 130 pessoas. Você pode me responder com dados estatísticos de equivalência de população entre o Brasil e a Síria. Tudo bem. Mas, a violência brasileira está sistematizada pela propulsão originária no desrespeito que já se tornou um costume, tanto na vida real, quanto na virtual.
Possivelmente, poucos darão o feedback para esse texto, pois é um assunto que não interessa a maioria dos leitores. Mas, se o leitor quiser me enviar uma mensagem, mesmo que de oposição, adoraria refletir um pouco mais sobre toda essa questão. Enfim, no espaço que me resta, gostaria que todos nós brigássemos com ideias e não com pessoas.

Comentários de uma leitora - Jornal Expresso Ilustrado

Recebi um comentário no artigo CURTA, do Jornal Expresso Ilustrado. Trata-se de um texto da grande escritora Maria Rita Py Dutra, doutoranda em educação, grande ativista do movimento negro.
Maria Rita Py Dutra - Fonte: google imagens

A Maria Rita é uma grande intelectual de Santa Maria e tal comentário afaga o meu ego. Agradeço ao texto da nobre pensadora.
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Legal! A vida é curta e bela. E no afã de vencermos, muitas vezes, não a vemos passar!
Parabéns articulista Giovani Pasini.
Maria Rita Py Dutra

sábado, 23 de janeiro de 2016

Artigo do Jornal Expresso Ilustrado - 15 de janeiro de 2016 - Curta




Curta

A vida é muito curta para perdermos tempo com bobagens. Nós, adultos, já temos tantos incômodos reais – verdadeiros – que se torna uma idiotice investirmos segundos preciosos com problemas fantasiosos. Imaginação: imagem em ação. Por isso, tenha cuidado com a “criação destrutiva”.

O que existe realmente? O que é verdadeiro? O que se torna essencial? Não sei responder tais perguntas e, talvez, você também não saiba. O peso do mundo entontece os raciocínios básicos e tudo – as bobagens – parecem indispensáveis. É claro que muitas coisas têm prioridade, mas não serei um mentiroso a dizer que sou perfeito em priorizar.

Entretanto, passados 40 anos de minha vida, chegando perto dos 2/3 de minha existência (sem contar com fatalidades), penso que a maturidade começa a brotar na minha personalidade.

O que dizer para o leitor, nessas linhas que me restam? Bom... Se eu pudesse dar uma dica às pessoas que mais amo no mundo, eu diria: curta o facebook, mas curta principalmente a vida; esqueça as besteiras que são inúteis e que às vezes estragam o dia; saiba que ser verdadeiro é conhecer os próprios limites e somente ultrapassá-los quando não acarretar em ofensas aos outros (educação); e, especialmente, ficar calado quando der aquela vontade natural de propagar a maledicência. A vida é a palavra positiva; o negativo, esse já é o prelúdio da morte. Curta a vida! Curta, a vida.

Texto do Leitor - Astúrias - Espanha

Mensagem recebida, do professor e escritor espanhol José Ramon Santana Vazquez, a quem não tenho o prazer de conhecer, no artigo "Adão e Ador", do Jornal A Razão.
José Ramon, pelo que descobri no perfil do autor, é de Astúrias, Espanha, e ocupa a seguinte função:
Coordinador de Aula de Paz Director de la revista Camin de Mieres (Principado de Asturias)ESPAÑA.


Leia a mensagem:

Escelente documentacion que compartes con todos, recibe desde mis horas rotas saludos.jr.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

Artigo do Jornal A Razão - 08 de janeiro de 2015 - ADÃO E ADOR



Adão e Ador
Dedico aos desesperados, atingidos pela mágoa contemporânea
Giovani Pasini (professor e escritor)
E-mail: professorpasini@gmail.com

Adão era um pecador bastante conhecido pelos estudiosos bíblicos. Já Ador, seu irmão, era um anônimo na história de toda humanidade. Enquanto Adão havia sido o primogênito, personagem famoso, acompanhado por Eva, em todas as adorações e traições; Ador tinha a imagem escondida, pouco explorada pelo cidadão contemporâneo.
Ador era forte na ideologia, tinha variadas palavras ofensivas e, por mais que alguém tentasse falar vocábulos de amor, Ador era quase que insuportável. Tinha sempre a razão, na sua arrogância muito peculiar. Ador escondia a fragilidade de sua personalidade, utilizando de armas, bombas e tiros de metralhadora.
Adão teve diversos filhos, entre eles Cain e Abel. Cain, o invejoso, acabou matando Abel.
Ador teve duas filhas: a Capital e a Social. Cain casou com a Capital e Abel desposou a Social. Mas, após a morte do irmão, foi Cain que teve inúmeros filhos tanto com a Social, quanto com a Capital. Essas duas eram difíceis, pois ambas cultuavam a violência. A Capital gostava de oprimir, em virtude de sua riqueza; a jovem Social, por sua vez, adorava revolucionar, derrubando os burgueses e os enforcando. A Social matava e a Capital fazia morrer.
Ador, Capital e Social tiveram inúmeros descendentes, entre netos, bisnetos, tataranetos, dentre os quais, a maioria de nós.
Ador era gigante na sua religião. Prevalecia sobre os pobres e os ricos, principalmente nos que tinham a predisposição de agir com aquela ‘fraqueza’ chamada de respeito, ou a ‘imbecilidade’ denominada de humildade.
Adão, apesar de ser o mais célebre, de ter desobedecido as ordens divinas, não tinha tanta influência nos costumes. É verdade que tinha “traído” a confiança de Deus, mas isso não importava, pois Deus não poderia ser traído, uma vez que era onipresente e onisciente.
Ador era muito maior do que isso. Estava presente na política e em toda a nossa sociedade fuleira, principalmente no vazio intercultural.
Adão comeu a maçã, seduzido por Eva.
Ador engoliu a paz, encantado por Ideologia, outra nefasta, a amante mais desejada; irmã mais próxima do corrupto Poder. Ador matou qualquer esperança de um mundo melhor, sem violência. Tornou-se Rei na Terra da Idiotice, uma jihadista árabe, descendente de católicos que combateram nas Cruzadas. Há alguns meses, Ador encomendou centenas de aviões franceses, para lançar mísseis nas crianças-bomba da Terra Prometida. Ador era a vingança.

E Adão? Adão voltou ao paraíso, para assistir ao filme Star Wars, deixando-nos Ador ignorante, do lado de cá da Força. 

quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

Artigo do Jornal Expresso Ilustrado - 08 de janeiro de 2016 - Falar e ouvir






Falar e ouvir

Na semana em que Santiago completou os 132 anos, não poderia deixar de cumprimentar os munícipes. É motivo de orgulho ser um santiaguense, assim como foi Caio Fernando Abreu, um dos maiores escritores brasileiros. Em meus pensamentos diários, Caio em Santiago e reflito sobre a nossa terra que – tanto quanto os seus humanos – possui qualidades e defeitos.

As falhas todos conhecemos. Talvez, quem sabe, pudéssemos diminuir a fofoca, passando a cuidar mais da própria vida. Deveríamos evitar o julgamento e, principalmente, o exagero nas críticas. Aliás, adoramos um “arranca-rabo”, resquícios das revoluções. Temos dificuldades em pedir desculpas e somos donos em aderir aos dogmas do “eu acho” (onde opinião se transforma em fato).


Mas... Quais seriam as qualidades? Olha, os predicados são muitos: temos a honestidade do interior, ainda presente no caráter, momento em que os valores importam muito. Trazemos integridade e autenticidade. Sim, somos autênticos em palavras e pensamentos. Daí surge a nossa arte – poesia, prosa, escultura, música, pintura, cinema, teatro... – Nós somos originais! Além disso, no coração de cada santiaguense existe uma força telúrica, nativa, que eleva esse pedaço de solo à importância de uma parte do próprio corpo. Eu daria 132 motivos positivos, mas irei ouvir em vez de falar. Pois bem... Fala santiaguense! Por que gosta de teu chão?

Artigo do Jornal Expresso Ilustrado - 31 de dezembro de 2015 - Feliz Nova Vida



Feliz nova vida

Desejamos Feliz Ano Novo para muitos e também para nós mesmos, mas o que fazemos para mudar? Pouca coisa. As palavras elevam a alma, mas, algumas vezes, também empobrecem o espírito. Estamos com uma sociedade aos pedaços! Vemos demonstrações claras de intolerância, tendo uma crise social, política e econômica sem precedentes, que ameaça acabar com 2016. Além disso, somos simplórios: mandamos mensagens prontas, numa corrente preguiçosa de carinho superficial. O que fazer?

Penso que 2016 não virá negativo. O ano novo será uma contraposição explícita ao que eu disse antes (isso é Raul?). Temos que modificar o ambiente que nos cerca, com ações positivas, numa corrente que deve extrapolar o racional. Buscar a liberdade da opressão televisiva, que insiste em nos dizer que o Brasil é corrupto. Os brasileiros – nós todos – somos pessoas falíveis, mas apesar da maldade realmente existir, de maneira geral constituímos uma boa índole. Se o mundo nos parece errado, que pelo menos não seja o ‘nosso mundo’. Afinal, a palavra “réveillon” é um estrangeirismo que vem do francês e significa acordar, despertar, reanimar. Reanime-se e acorde. Aproveite o abraço de quem te ama.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

Projeto LABIRINTOS lança site


ACESSE O SITE - CLIQUE NA IMAGEM

O Projeto Cultural LABIRINTOS tem o objetivo geral de promover a CULTURA - em todos os seus aspectos - no interior do Rio Grande do Sul, com a intenção de revelar novos talentos, na LITERATURA, na TELEVISÃO, no CINEMA, na  PESQUISA CIENTÍFICA, realizando PALESTRAS e CURSOS de treinamento. O nome do projeto está relacionado com a  eterna busca do humano para encontrar os melhores caminhos.

Nós, do projeto, pensamos que o melhor caminho é o da ARTE.

O projeto é coordenado por Giovani Pasini.


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