sábado, 31 de outubro de 2015

Filosofia barata de quem tenta ser escritor...

Não tenha medo do que falam pelas suas costas.

Quando isso ocorre, com certeza a origem está fundamentada em dois motivos:
1. Pode faltar coragem, por parte de quem está falando, de chegar até você e expor o pensamento; ou
2. Pode existir a maldade, tão comum ao nosso mundo.

Ora, partindo-se do princípio que todos erramos - ninguém é perfeito ao ponto de se sentir soberano. Afinal, até reis e imperadores tiveram o seu próprio "Brutus". Errar é necessário, pois fundamenta os passos da existência.

Errar com coragem e sem maldade.

O olhar para frente - caminhar é preciso - e buscar manter a tranquilidade de travesseiro. Amar a melhor parte do ser humano. Esquecer o que é detrito.

Programa Santa Maria Argumentos - 16 de Julho de 2015 - Adelmo Simas Genro


TEMA: Um pouco da história do escritor, advogado, professor Adelmo Simas Genro

MEDIADOR: Rafael Friedrich
PARTICIPANTES: João Marcos Adede y Castro e Giovani Pasini

quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Artigo jornal A RAZÃO - O ENEM E AS IDEOLOGIAS - 29 de outubro de 2015



O ENEM e as ideologias
Giovani Pasini (professor e escritor)
E-mail: professorpasini@gmail.com

O que me assusta, principalmente nas redes sociais, é a radicalização de ideias e a ridicularização de posicionamentos. A sociedade brasileira caminha na contramão da história civilizada.
A ideologia, quando fanatizada, é uma doença. O ruim é que boa parte de nós, brasileiros, adoramos romantizar ou fanatizar pessoas, fatos e coisas: ídolos, religiões, futebol, política, entre tantos.
Tenho ressalvas com a atual democracia brasileira, pois ela realmente não existe, na sua plenitude. A atualidade demonstra que não sabemos trabalhar com a diversidade. A imensa maioria do povo brasileiro não é politizada, sendo uma coletividade “gangorra”, influenciada por gente lesada, que propaga o ódio e a divergência entre classes sociais. Por exemplo, no século XXI, quando se falar em opressor ou oprimido, nunca esqueça da palavra “momento”. No jogo de forças sociais contemporâneas, existem momentos que somos opressores e, outros, oprimidos. Só que eu e você – nós brasileiros – independentemente do capital de giro que cada um carregue no banco, seremos usualmente reprimidos.
A diversidade deveria colocar o respeito sobrepondo a tolerância; pois a respeitabilidade está num nível acima, na medida que tolerar é aguentar algo ou alguém, por apenas algum tempo. A democracia plena predispõe que toda a tese possua a sua anti-tese (antítese). Não quero que você concorde totalmente comigo, mas respeite o meu posicionamento.
Que a ‘postura colonizadora’ não nos pareça fantasiosa, pois ela realmente existe: quando um país se sobrepõe ao outro; quando uma cultura fagocita a outra; quando um grupo acha que seus costumes são melhores que o de outros; quando apenas uma ideologia é vista como a correta, sem respeitar a visão oposta; quando um professor tenta convencer o aluno, ou melhor, quando tenta vencer o aluno e não ‘vencer com’; quando não é aceita a autonomia e a individualidade de pensar, agir e contrapor.
Uma pergunta vai esclarecer o que escrevo. Quem foi mais importante para o Brasil, o Marechal Castelo Branco, ou Luís Inácio Lula da Silva? A resposta dependerá – unicamente – de você. Não dos nomes que estão no questionamento lançado. A solução à pergunta está amarrada a sua concepção de mundo, ao seu ponto de vista, a sua ideologia. Eu não tenho dúvida alguma qual dos dois foi mais importante. Isso importa? Claro que importa, mas não quero te convencer.
Quero dizer ao leitor que a vida é feita de escolhas e de individualidades. Augusto Cury já dizia que só não podemos escolher a vida e a fuga da morte - o resto são opções.

sexta-feira, 23 de outubro de 2015

Comentários do leitor - Leo Jorgelewicz - sobre o artigo "Dragões sem Cabeça"

"Querido amigo, Giovani! Você me levou, com seu texto, a um passeio pela literatura, pela filosofia, psicologia e pela milenar cultura chinesa que tanto aprecio! Enquanto lia, sentia você falando e para mim! Acredito que outros leitores também tiveram essa rica experiência. Parabéns, parabéns."


Leo Jorgelewicz - Fisioterapeuta - sobre o artigo "Dragões Sem Cabeça"

quarta-feira, 21 de outubro de 2015

Artigo do Jornal A RAZÃO - 21 de outubro de 2015 - Dragões sem cabeça




Dragões sem cabeça
Giovani Pasini (professor e escritor)
E-mail: professorpasini@gmail.com

Na obra Ovelhas Negras, de Caio Fernando Abreu, existe um pensamento do I Ching que julgo bastante interessante. Em nossa vida “(...) aparece uma revoada de dragões sem cabeça”. Tal afirmação leva a uma reflexão básica: a maioria de nossos problemas não está do lado de fora, mas dentro de nosso cérebro. São os imaginários “dragões sem cabeça” que atormentam bem mais, do que realmente fazem mal.
Na interação entre as pessoas existem, pelo menos, três mundos paralelos: o que imaginamos, o que o outro imagina e o que poderia ser o real. Só que o mundo real também não existe de forma pura, verdadeiramente.
Equívocos. Distrações. Distorções.
Algumas vezes, na falha de comunicação, atuamos de forma errada. Erros, erros e mais erros. Não é por mal, mas acontece. Aos que falam de menos, a ofensa realizada parece maior, em virtude do que não foi dito e poderia ter sido. Os que dizem para mais, as palavras que voam da boca percorrem o espaço feito adagas cortantes. Magoamos e somos magoados.
Temos olhares e gestos convencionados; apresentamos cumprimentos e respostas definidas. O sorriso, a testa enrugada, o abanar de mãos, o gesticular de cabeça. O determinismo de meio (local em que se vive) e de momento (tempo histórico) definem parte do caráter do indivíduo. A coletividade (real e virtual) influencia nas escolhas que fazemos, por intermédio da internet, da televisão, do cinema, da música, da leitura, dos amigos e tanto mais.
Certa época de minha vida – há pouco tempo – pensei em desistir de nós, seres humanos. Numa introspecção profunda, agarrado aos livros, preferia o silêncio do que as conversas difusas, coletivas. As letras escritas me pareciam mais fáceis do que as palavras faladas. Penso que vários leitores também já tenham se sentido assim. Mais adiante, contudo, percebi que os diálogos eram essenciais para a constituição da própria humanidade. O problema poderia não estar nos outros.
Quero dizer, ainda continuo agarrado nos livros; apenas questão de opção.
Mas, constantemente, busco tirar os “grilos” da minha imaginação. Vou onde quero ir; penso no que desejo ponderar; agrado a quem julgo essencial. Isso estabilizou a minha calma e afastou diversos dragões indesejados; principalmente aqueles “sem cabeça”.



quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Artigo Jornal A RAZÃO - 14 de outubro de 2010 - O Vendedor de Picolés




O vendedor de picolés
Giovani Pasini (professor e escritor)
E-mail: professorpasini@gmail.com

Por falar em costumes antigos, alguém lembra o quanto era moda vender picolés? Parece que não faz muito tempo, mas a mocidade de hoje, na maioria, nem sabe o que é isso. Costume perdido, que era tão usual para os jovens da década de 80 e 90.
***
Eu tinha 12 anos de idade. Era 1987. Comecei a vender picolé de uma sorveteria que tinha na rua Osvaldo Aranha, em Santiago. Na verdade, os vendedores de picolé eram três: eu, o meu amigo Volnei Polga e seu irmão Robson Polga. O nosso sonho era ficarmos ricos!
Pegávamos as caixas de isopor e "Shhhisp", saíamos quase que correndo rumo às vendas. Lembro que competíamos para ver quem comercializava mais. Os famosos gritos: "- Picolé, sorvete!" nas ruas de paralelepípedos azuis, com o sol escaldante e a esperança de uma boa vendagem. A cada casa, em toda residência, imaginávamos tesouros escondidos, prontos para serem entregues em troca de um saboroso picolé. Éramos negociadores, vendedores, autônomos e, principalmente, livres.
Entretanto, nem tudo eram flores. Como todo jovem, eu tinha imensa vergonha da possibilidade de algum colega de escola me ver vendendo picolé. Ai, ai, ai! Pior ainda se o colega fosse uma menina! Aconteceu uma vez, apenas uma vez. Eu observei a colega, de nome Isabel, e dei meia-volta, quase saí correndo em disparada. Passadas largas, coração saltitando. A minha mãe me disse, naquela época: "- Vergonha é roubar e não poder carregar!" Velho adágio popular. Fácil falar! Difícil era incutir isso na cabeça de um pré-adolescente. Lembro que no dia seguinte, a Isabel me perguntou: “- Era tu que estava vendendo picolé?”
Vocês acham que eu neguei ou falei a verdade?
***
Certa feita, numa tarde de calor infernal, um homem perguntou: “- Você tem picolé de cachaça?”. Envergonhado e inocente, respondi que não. Então ele me disse: “- Quero comprar todos os picolés de sua caixa, mas escolha um para você!” Instantes depois, eu voltava para a sorveteria, com um picolé de morango cremoso e com a caixa vazia.
Quase um ano depois, eu já tinha um bom dinheiro. Mais importante do que isso, era o valor sentimental que eu dava para ele, pois havia sido obtido com muito suor. Suor.
***
Atualmente, toda vez que escuto os raríssimos “- Picolé! Sorvete!”, eu giro a cabeça para olhar quem carrega a caixa de isopor. O jovem que trabalha dessa forma deve se orgulhar! Pode até ser que fique cansado agora, mas no futuro terá ótimas lembranças e diversas façanhas para contar. No meu caso, por exemplo, quando chega o verão, recordo aquele passado feliz, desbravando as ruelas de uma cidadezinha do interior. "- Picolé, sorvete!"

(Republicando um texto do passado!)

quinta-feira, 8 de outubro de 2015

Coluna semanal do Jornal A RAZÃO - Democracia: forma degenerada da organização política


Democracia: forma degenerada da organização política
Giovani Pasini (professor e escritor)
E-mail: professorpasini@gmail.com


“Nós que consideramos a democracia não só como uma forma degenerada da organização política, mas como uma forma decadente e diminuída da humanidade, que ela reduz à mediocridade, onde colocaremos a nossa esperança? ”
Calma. Calma. Essa declaração não é minha. Foi feita há algum tempo, por Friedrich Nietzsche. Apesar de parecer totalitária, a intenção do filósofo era que pensássemos sobre a democracia, nossa condição, e se ela realmente ocorre. Para ele, a falsa alegação de “igualdade” destrói a democracia, em virtude de ela não existir verdadeiramente. Nietzsche critica a “qualidade” do voto, pois independentemente da condição do votante, cada voto vale um. A democracia é “quantitativa”, tornando-se limitada, desigual e mentirosa.
Segundo Nietzsche, a degeneração ocorre na medida que um voto de uma pessoa despreparada, conduzida por outros, tem o mesmo valor do voto de um indivíduo mais qualificado, consciente da sua posição no mundo. Como existem mais pessoas desinformadas, a democracia privilegiará sempre o que é ruim. Ele se pergunta: a quem interessará isso?
***
Apesar da filosofia nietzschiana ser dura e atacar o conceito da revolução francesa de igualdade (égalité), cabe uma boa reflexão, que trago para nosso país. Somos realmente iguais em direitos e deveres? Quem de nós é votante qualificado? Então, como diminuir a degeneração da democracia brasileira? Qual seria a oposição ao pensamento de Nietzsche?
A única barreira à degeneração da democracia é a educação democrática. Digo isso, pois a lógica da matemática é exata; nós, humanos, seremos sempre inexatos. Não há fórmula de soma (ou multiplicação) para se construir um bom caráter/cidadão.
Paulo Freire idealizava que o humano deveria assumir-se como um ser social e histórico. Como? Tudo passa pela construção de um olhar crítico, de uma consciência “eu-mundo”; de uma cidadania que surge num “insight” libertador. Do nada (nonada), numa manhã qualquer de nascimento empírico, ve(re)mos que não somos passageiros de decisões alheias; que também intervimos na sociedade. Nasce(re)mos maduros, enquanto outros passarão pela vida sendo adultos placebos, carneiros de lamentações.
A democracia brasileira somente irá se regenerar – do carcinoma da corrupção – quando o voto for algo consciente e, mais do que isso, no tempo em que for valorizado como ato único. Essa égalité deveria iniciar na escola, berço das utopias possíveis. Não com a venda de ideologias prontas, mas simplesmente ensinando o aluno a pensar. Afinal, ser democrata é ter paciência, até quase o vômito; e brigar somente se for em busca da utopia de um povo com voto mais qualificado.

Auri Sudati - ASSUME UMA CADEIRA NA ALPAS 21

Auri Sudati em trabalho com crianças

Extrato do e-mail recebido do Auri:

"Giovani (...) És um INCENTIVADOR de meus livros e de minha carreira literária, por isso, te agradeço "de coração"!
   PARABÉNS a ti pelo belíssimo trabalho realizado esta tarde, na 8ª Feira Livro na Mão, com relação à Literatura Infantil, foi um trabalho MARAVILHOSO, acho que todos gostaram!"
________________________________
Recentemente o amigo Auri Sudati foi eleito para uma cadeira na Academia Literária Internacional ALPAS 21, de CRUZ ALTA.
O Auri é um dos grandes escritores da região, pessoa muito admirável; um baita amigo.
Esse reconhecimento é merecido, pois além de ter um caráter exemplar, irrepreensível, é um cidadão que serve de exemplo a todos nós.
Com uma ligação forte com Santiago, onde foi docente por vários anos, o Auri é um professor/escritor nato.
Sucesso ao amigo pela posse na ALPAS 21.
Parabéns ao escritor!

quarta-feira, 7 de outubro de 2015

VIII Feira do Livro na mão - CASA DO POETA DE SANTA MARIA - 7 e 8 de outubro de 2015


Hoje e amanhã (7 e 8 de outubro de 2015) ocorre a VIII Feira do Livro na Mão, organizada pela Casa do Poeta de Santa Maria, na AABB de Santa Maria. A atividade é feita para crianças até o 5º ano do Ensino Fundamental.
Tive a grata satisfação de participar, hoje de tarde, com a palestra "O universo mágico da leitura". Foi bastante gratificante, ainda mais que estive em companhia de jovens leitores, amigo escritores e, especialmente, da minha filhota Amanda (representando a família....hehehe).

















Participando do 12º Cartucho - SESMA - Santa Maria - 3 de outubro de 2015

Participando do 12º Cartucho, na SESMA, em Santa Maria, no dia 3 de outubro de 2015. 
Lançamento do livro do amigo Breno Camargo Serafini​.
Conheci o cartunista Moa... Pessoa legal.
Encontrei com o amigo Byrata Lopes​.
As duas belas publicações já estão com meus filhos, para boa leitura.
Parabéns aos organizadores do 12º Cartucho e aos três amigos citados.





Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...