sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Artigo do Jornal Expresso Ilustrado - 08 de agosto de 2013 - Francesco - por Giovani Pasini

Francesco


A vinda do Papa Francisco, para a 28ª Jornada Mundial da Juventude, foi bastante positiva, independentemente da crença do leitor. Para os cristãos convictos, aqueles realmente praticantes, o líder católico serviu de importante estímulo. Aos que simpatizam com a religião romana, mas não são fiéis regulares, a humildade do Papa reviveu a intenção “Tenho que ir mais à Igreja...”. Os agnósticos, ou os ateus, com certeza respeitaram o destacado carisma do chefe da Igreja de Pedro. A realidade é que o Papa Francesco, como se diz na Itália, cativou a maioria (a infinita maioria) dos telespectadores que acompanharam a sua peregrinação pelo Brasil. Está de volta o carinho que existia no olhar de João Paulo II. Melhor ainda, a Igreja recebe, novamente, o “sorriso” de Karol Wojtyla (João Paulo II - o Papa dos jovens), só que agora nos lábios de um argentino. Quem diria! Ah! A nossa vizinha Argentina, terra dos pampas, de Buenos Aires e de Messi. Agora, os hermanos têm um Papa. O único sacerdote jesuíta que participava do conclave, tornou-se Francisco I. Um a zero para eles. Aliado a isso, ele soube conquistar o coração dos brasileiros e das mais variadas nações do mundo. Dois a zero para eles. Além do mais, ele teve uma postura realmente centrada, digna da política pregada por João Paulo II, um dos principais responsáveis pela abertura, no final da Guerra Fria. Raríssimas vezes, vimos um líder se portar de forma tão adequada, como se tivesse calculado cada um de seus mínimos passos, com base na coerência. Segurança, para quê? Deus proverá. Distância, por qual motivo? Todos somos iguais. Julgar, sobre qual pretexto? Jesus deu a outra face. Esse, já é o meu Papa. “Tu sei mio papà.”

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