sábado, 1 de junho de 2013

Artigo do Jornal Expresso Ilustrado - 31 de maio de 2013 - Linha Maginot - por Giovani Pasini

Linha Maginot


Antes da II Guerra Mundial, a França criou uma linha de defesa, a base de fortificações, com mais de 100 Km de extensão, chamada de “Linha Maginot”. A França estava acostumada com a “guerra de trincheiras”, um tipo de batalha estática, parada. Naquela época, a Alemanha inovou com a “Blitzkrieg”, ou “guerra relâmpago” que utilizava carros de combate, artilharia, infantaria e aviação. O movimento fez com que a Alemanha nazista conquistasse a França rapidamente. O mesmo ocorre em Santiago, na atualidade, mas só que na literatura. Não adianta tentar construir uma “Linha Maginot” para o novos autores, sob a falsa afirmação de que não existem textos de qualidade. Qualquer generalização deve ser bem pensada. Existe, sim, uma pilha de bons escritores na nossa cidade. Uma coisa tem que ficar bem clara: qualquer pessoa comete erros ortográficos, pois são raríssimas as exceções (não conheço nenhum) que não infringem a Língua Portuguesa. Machado de Assis, cometia erros ortográficos. Para revisar textos, toda editora conta com profissional especializado. É claro, alguém que pretende “redigir com arte” deve saber que terá que se empenhar muito. Contudo, o fato de cometer falhas não deve ser um fator desmotivador. Na verdade, tem que ser a mola-motriz de seu aperfeiçoamento, pois ninguém nasce pronto. Temos que amar a literatura e o ato de criar, com foco num bom conteúdo. Enfim, caso você queira ser um escritor, faça o seguinte: publique o seu livro. Se apenas um leitor gostar, já será o suficiente. Esqueça essa besteira de “Linha Maginot Literária”, pensamento estático, bem ultrapassado, de uma França que já foi invadida e ainda não avançou no tempo.

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