quarta-feira, 22 de maio de 2013

I Salão de Debates Culturais. Opinião de outro debatedor: Giovani Pasini

Como efervescer a literatura santiaguense? 

Como promover a mobilidade pensativa? 
Como um "debate cultural conciso" poderá contribuir para a educação intercultural?


Giovani Pasini
A arte imita a vida, ou a vida imita a arte?
Se um autor escreve um texto – a arte imita a vida.
Se um leitor "enxerga "um texto e se modifica – a vida imita a arte.

Qualquer debate literário é promissor ao favorecer a oportunidade de exposição de convicções, por debatedores (por si só) e, talvez, contribuir para a aprendizagem da plateia (que o assiste). Somente o questionamento “efervescer” já é válido na sua proposta, pois alguns seres humanos poderão refletir sobre o que é literatura e se ela é significativa para o município.
Aliás, existe uma “literatura santiaguense”?
É claro que existe, pois senão não existiria uma “Literatura Brasileira” e vice-versa! O micro representa o macro. O contexto social, histórico, individual, intertextual (etc.) de nossa sociedade “Terra dos Poetas” também influi nos textos que produzimos.
Volto-me para as teorias da Antropofagia Cultural (Oswald de Andrade) e Educação Intercultural (Canclini, Maturana, Paulo Freire, Bhabha etc). Antropofagia é o ato de “comer carne humana”. Penso que nós temos que “mastigar” os conceitos de literatura como forma de obter o poder... 
Temos que cuspir a maioria das “verdades” que construímos, em torno de relações falsas e mesquinhas. Incluo-me na cusparada. Educação Intercultural é o respeitar à cultura diferente e as variantes da educação "entre-lugares". Não existe uma verdade, mas inúmeras “verdades”, sob óticas distintas.
A literatura do século XXI está baseada no entretenimento! (Prazer...meu amigo... prazer!)
Nós somos mestres em estabelecer julgamentos: bom; ruim, péssimo, quer aparecer, não serve... Falar de pessoas é a nossa maestria (algo que nos torna totalmente passadistas). Caímos no defeito de analisar a literatura pela pessoa. Ora, sabemos que a literatura produzida é bem melhor do que o autor... 
((Essa não é uma crítica às ideias do Júlio Prates ou do Alessandro Reiffer, até por que esse texto já estava escrito, mas a constatação de que somos (eles e eu) a representação do povo santiaguense: cidade pequena – todos conhecemos todos. Isso é péssimo). Analisamos a literatura como um espelho de intenções... Esse não é um erro "costumaz" da história?)) 

Temos que combater ideias, não pessoas.
Quem de nós ama a literatura? Um, dois ou todos?
Particularmente, continuarei a escrever enquanto existir um único motivo. Hoje, os motores de meus textos, talvez, estejam se distanciando do Boqueirão; mas eles ainda existem!
Enfim, a prolixidade é a uma grande inimiga; a concisão também não é aliada. Ser breve com maestria é um dom... Ainda não o tenho. Debate literário, cafezinho poético – exercícios de lógica e, principalmente, de analogias – são essenciais para a (auto)construção.
É por isso tudo que essa “bagunça de ideias e ideais” do dia 14 de junho será válida!
Participe!

.........................
Quer saber mais? (Clique em "Mais informações")


A "VI SEMANA LITERÁRIA DE SANTIAGO" ocorrerá nos dias 14 e 15 de junho de 2013 (sexta e sábado), na Câmara dos Vereadores de Santiago. 

A atividade fornecerá um certificado de 25 (vinte e cinco) horas e terá o tema geral: "A Cidade Educadora e a Educação Intercultural"


CLIQUE NA FIGURA QUE ELA AUMENTA
PROGRAMAÇÃO




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