quarta-feira, 1 de maio de 2013

Artigo do Jornal Expresso Ilustrado - 26 de abril de 2013 - Guaipeca Bartolomeu - por Giovani Pasini





Guaipeca Bartolomeu


Quando eu era menino, tive bastante guaipecas. Sempre gostei de cachorros e nunca me aproximei dos gatos. A verdade é que o preconceito foi criado, contra os felinos, pela superstição do “gato preto” (dá azar!). Na infância, dizia a gurizada “Olha, os gatos são animais das bruxas...” Perdi a conta de quantos cães a minha família teve – grandes, pequenos; alguns de raça – e não tivemos um gato! Confesso, que ainda não simpatizo com eles. O cachorro me parece bem mais leal, independentemente da posição que o dono ocupe e da comida que lhe dê. Dos diversos tipos que tive, o que mais me agradou foi o boxer. Atualmente, já é o terceiro que tenho. O nome dado para ele, por meus familiares, é muito estranho: Bartolomeu. O “Bartô”, para economizar, é um grande amigo que possuo. A lealdade está estampada nos seus olhos caninos e, por mais que eu cometa qualquer erro, ele não faz julgamentos. Julgar é atributo dos homens (pensar, analisar e emitir pareceres). O Bartolomeu é bastante sincero; ele salta quase na altura de meus ombros, quando me enxerga. Posso assegurar que, lá em casa, sou o animal que ele mais gosta. O “Bartô” também é muito feliz; penso que a sua alegria está na simplicidade. Parafraseando Rubem Alves: “gosto do meu cachorro, pois ele sorri à toa. Sorri com o rabo.” O meu boxer é simples, fica alegre por quase nada e, também, não se preocupa com as imperfeições humanas. Como amigo fiel, o Bartô sabe que a perfeição está na companhia, no encanto do olhar e na beleza da alma. Uma coisa, caro leitor, você pode ter certeza: existe sinceridade na raiva e no carinho dos caninos. Eles é que possuem humanidade.

2 comentários:

  1. Olá Carlos.Este artigo finaliza da melhor maneira como inicia.A experiência que tiveste em pequeno leva-te a dizer o que no final escreves.

    Quando me dizem que os seres caninos, entre outros, não têm inteligência nem alma,apetece-me dizer a quem o diz;"se tivesses tu inteligência e alma,não dirias tal barbaridade.Com esta poderei estar a exagerar,contudo defino bem o que sinto por estes seres.Também convivi e convivo com um ser maravilhoso.Os já idos me fizeram feliz,quanto ao de agora não existe palavras...para o que ela,sim porque é uma ela,me faz.Há poucos dias me sentia em baixo e Luna,seu nome,apercebeu-se disso.Então tudo fez para que eu me animasse,dando-me lambidelas,oferecendo seu brinquedo para que eu brincasse e esquecesse o que me atormentava.Mas melhor ainda,é quando tenho dores ciática,nas costas,e tenho que a levar à rua.Cheio de dores que mal me deixam andar,ela simplesmente abranda seus passos,sendo ela ainda adolescente e por isso com enorme energia,para que ambos possamos desfrutar dos diários passeios.Como pode um animal se aperceber de que seu "dono" está com dores ou outros tormentos?

    Só pode ter alma e inteligência.Eles,os caninos,só pedem três coisas;atenção,comida e água,o resto deixemos com eles.

    Obrigado Carlos por tamanho testemunho.
    Abraço

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    Respostas
    1. Grande Antonio Santos!

      Como está a bela Portugal?

      Um dos meus sonhos é conhecer Lisboa...

      Espero realizar! (O meu próximo artigo do jornal fala sobre isso).

      Bem...

      Realmente, os caninos são leais e, pelo olhar (encontro de olhares - nossos e deles) - o cachorro percebe quando estamos bem ou mal.

      Eles são excelentes amigos!

      Agradeço a tua participação no meu blog.

      Abraço!

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Agradeço o tempo investido nesta comunicação.

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