sexta-feira, 3 de maio de 2013

Artigo do Jornal Expresso - 03 de maio de 2013 - Viajar para... - por Giovani Pasini


Viajar para...


Nunca sonhei em ir para os Estados Unidos. A minha visão de “sonho”, para o turismo internacional, sempre esteve na Europa, em países com outras línguas, não a inglesa: Lisboa, da mãe Portugal; Madri, da elegante Espanha; Roma, da calorosa Itália; Paris, da requintada França; e Berlim, da forte Alemanha. Contudo, quis o destino que a profissão me enviasse para um Congresso Internacional de Educação, na cidade de Orlando, a terra da Disney. Uma oportunidade única, graças ao Colégio Militar. Depois de muitas horas de voo, de São Paulo para Dallas, caí num país com uma língua que não domino. Aliás, amigos leitores, confesso que gosto do Espanhol. Tenho habilitação pelo Exército, mas a verdade é que arranho um portunhol. Só que, naquele dia, teria que me virar e emendar um portunhês. Passei quase três horas, do lado de um bancário dos EUA, que viajava de Dallas para Orlando. Nesse trajeto, tentei aprender um pouco mais de inglês. Resultado: ele saiu falando bem o português. Em Orlando, terra de brasileiros, foi bem mais fácil. Cheguei num vendedor e tentei, novamente, arranhar o portunhês. No meio da conversa ele afirmou: “Você é brasileiro, né!”, pelo que respondi “sou!”. O vendedor continuou: “Pois, então, vamos falar em português!”. Começamos a falar, utilizando a “última flor do Lácio, inculta e bela”. Fiquei espantado como ele falava bem a nossa língua... Até que não aguentei: “Cara! Você fala  português muito bem! Sem sotaque!” Ele respondeu: “Claro, sou de São Paulo. Estou apenas trabalhando aqui, em Orlando”. O mundo é pequeno... Os EUA serão o quintal do Brasil?

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