sexta-feira, 31 de maio de 2013

Outro debatedor da Semana Literária - Breno Serafini - Como efervescer a literatura santiaguense?

Breno Serafini

Como efervescer a literatura santiaguense? 

Para falarmos de cultura, temos que tomar como parâmetro o que já existe. Nesse sentido, os diversos órgãos de Cultura de Santiago deveriam dar as mãos para construir uma política cultural que abordasse desde as questões da periferia até as que hoje conformam a Cidade enquanto Educadora e/ou Terra dos Poetas.
Dessa forma, respeitando as diferenças e preservando a autonomia de cada uma das entidades, dever-se-ia investir na construção de canais que expressassem as múltiplas visões de sociedade, as prioridades de cada um, na intenção de, sem se iludir com consensos, realmente galgar alguns passos para potencializar essa caminhada. Acredito eu, Santiago tem capital humano suficiente para conduzir essa questão, o que é atestado, inclusive pela própria realização deste evento, que não é o único exemplo dessa atuação.
Outras estruturas passam pela política do Município em relação à escola, valorizando a leitura e fomentando as ações culturais. Nesse sentido, por exemplo, a Feira do Livro poderia ser a culminância de um processo cultural construído ao longo do ano, com a inclusão de obras de autores convidados à Feira no currículo escolar e com a construção de pontes com outras instituições da região (Santa Maria, p. ex.) e mesmo de fora, para aquecer e agitar a cidade. Na verdade, a Feira deveria ser o espelho do que é produzido ao longo do ano... tanto institucionalmente quanto dos vários grupos que pesquisam e/ou produzem cultura.
Questões simples, como o convite de pesquisadores, professores, artistas em geral, a construção de oficinas, deveriam passar por uma corrente articulada entre as diversas instituições, dividindo responsabilidades e objetivos. Pode parecer idealismo, e um pouco o é, mas sem a atuação do Poder Público, que deve fomentar as questões, inclusive disponibilizando verbas, isso é quase impossível. Na verdade, é uma tarefa de toda a sociedade, o que inclui a mídia local, os empresários, a universidade, etc. e especialmente dos que pensam a cultura.


Breno Serafini

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Na VI SEMANA LITERÁRIA o Breno Serafini lançará o seu livro: "Millôres dias virão", no sábado 15 de junho. Convidamos para que participem!



Quer saber mais sobre a SEMANA LITERÁRIA? Clique em MAIS INFORMAÇÕES.

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Comentários publicados (Postagem "Um pouco de TEORIA LITERÁRIA)

ANTONIO SANTOS - PORTUGAL

Antonio Santos deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Um pouco de TEORIA LITERÁRIA. O que é literatura?": 


Olá Carlos!
Excelente aula de literatura. Simplesmente adorei, principalmente onde escreves;"dentro de uma História, o autor é Deus,Eu sou o Deus da minha Literatura....",é dessa forma que eu escrevo,como Deus. Conhecimento transformado em frases,delas saem Amor.Um Deus não teme, pelo que pensam,ajuíza e partilha o conhecimento de si mesmo.
Obrigado Carlos, pela inspiratória aula, ao meu Deus.
Abraço 
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GUILHERME CARVALHO - São Paulo - Brasil

Guilherme Carvalho deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Um pouco de TEORIA LITERÁRIA. O que é literatura?": 

ótima postagem :D 

domingo, 26 de maio de 2013

E-mail recebido: Concurso de Poesia - para conhecimento

ASSOCIAÇÃO DE ESCRITORES DE BRAGANÇA PAULISTA - ASES
III PRÊMIO LITERÁRIO CIDADE POESIA

Com o objetivo de revelar e divulgar novos valores literários e, ao mesmo tempo, sedimentar a perífrase Cidade Poesia do município de Bragança Paulista,  a ASSOCIAÇÃO DE ESCRITORES DE BRAGANÇA PAULISTA- ASES -  em parceria com a Prefeitura Municipal de Bragança Paulista, por intermédio da  SECRETARIA MUNICIPAL DE CULTURA E TURISMO DE BRAGANÇA PAULISTA -  promove o III PRÊMIO LITERÁRIO CIDADE POESIA, o qual no presente ano prestigiará a modalidade POESIA.

 REGULAMENTO

DA PARTICIPAÇÃO:
1. Poderão participar escritores brasileiros ou não, desde que os trabalhos sejam apresentados em Língua Portuguesa;

2. O tema será livre;

3. Cada participante deverá apresentar uma única poesia absolutamente inédita, assim considerada a poesia não divulgada por quaisquer meios, seja em livro único do participante ou em coletânea de vários autores, pela internet ou premiada em outro concurso literário;

4. Estão impedidos de participar os sócios da ASES (efetivos e correspondentes) e os funcionários da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo de Bragança Paulista;


DAS INSCRIÇÕES:

5. A inscrição deverá ser feita exclusivamente pelo endereço eletrônico asescidadepoesia@gmail.com  No campo assunto, deverá constar III Prêmio Literário Cidade Poesia;

6. A inscrição deverá ser encaminhada em dois arquivos (anexos):

6.1 - ANEXO I: contendo a poesia, com no máximo 40 (quarenta) versos (linhas) digitados em Word, com título e pseudônimo, sem identificação do autor;

6.2 - ANEXO  II – contendo os dados pessoais do participante, a saber:

a)      título da poesia;
b)      pseudônimo;
c)      nome do autor;
d)     número do RG e do CPF;
e)      endereço completo (rua, cidade, estado, país, CEP (imprescindível), telefone e e-mail para contatos;
f)       breve currículo do participante.

7. Os escritores nascidos ou residentes em Bragança Paulista deverão constar no corpo do e-mail a expressão: ESCRITOR BRAGANTINO, no caso de desejarem concorrer nessa categoria;

8. Prazo final para a  inscrição: 31de julho de 2013.


DAS PREMIAÇÕES:

9. A ASES indicará uma comissão de reconhecida capacidade intelectual e idoneidade para julgamento dos trabalhos, cuja decisão será irrevogável, não cabendo nenhum tipo de recurso;
10. Serão selecionadas quarenta poesias.

11. Os três primeiros colocados serão premiados da seguinte forma:

1° lugar: R$ 2.000,00 (dois mil reais), troféu Cidade Poesia, certificado e 10 (dez) exemplares da antologia;

2° lugar: R$ 1.000,00 (mil reais), certificado e 5 (cinco) exemplares da antologia;

3° lugar: R$ 500,00 (quinhentos reais), certificado e 5 (cinco)  exemplares da antologia;

12. Aos classificados do 4° ao 10° colocados serão atribuídas Menções Honrosas, além de 3 (três) exemplares da antologia.

13. Os demais classificados receberão 3 (três) exemplares da antologia.

14. Os participantes de Bragança Paulista concorrerão em faixa especial, desde que especifiquem no corpo do e-mail essa condição, com a seguinte premiação:Melhor poesia de autor bragantino: R$ 500,00 (quinhentos reais), troféu e 10 (dez) exemplares da antologia;

15. Os prêmios serão atribuídos em sessão solene em data e horário que serão divulgados posteriormente pelo site da ASES (www.asesbp.com.br) e e-mails aos classificados;


DEMAIS INFORMAÇÕES:

16. Casos de plágio comprovados, bem como a comprovação do não-ineditismo da poesia,  são de inteira responsabilidade do concorrente, sendo este automaticamente excluído da seleção com as sanções legais cabíveis;

17. Os concorrentes classificados serão notificados por e-mail sobre o resultado do concurso, o qual também estará disponível no site da Associação de Escritores de Bragança Paulista www.asesbp.com.br, a partir do dia 10 de outubro de 2013;

18. O simples envio da poesia implica na aceitação total deste regulamento;

19. Informações complementares poderão ser obtidas no site: www.asesbp.com.br ou  pelo e-mail asesbp@gmail.com ou, ainda, com Cida Moreira (11) 4032-7163, appmoreira@yahoo.com.br  Henriette (11) 4033-3609, henriette2007@terra.com.br e Lyrss (11) 4032-0266,  lyrss@uol.com.br

20. Os casos omissos serão resolvidos pela Diretoria Executiva da ASES.

                                               Bragança Paulista, 17 de maio de 2013


                                  
APPARECIDA MOREIRA PEREIRA
Presidente da Associação de Escritores de Bragança Paulista

Poema recebido - (pó)EMA Original - de Oswald Santiago

Só posso dizer o seguinte: há! há! há!
Mais um...

Há! Há! Há!

=====
"(...) Pasini, fiz esse poema. 
Publica no teu blog... 
Mas peço que seja com o Pseudônimo Oswald Santiago.
Estamos contigo."


                  (pó)EMA Original

Meu
      Pó
          EMA
é virginal...

Escrevo só
                 netos
Sem igual!

Critíco os outros
Sou
     poet(a)normal.

Minhas es
               ca
                  das-poesia
São formas
de forma
“original”?

Diz o cio nário
Relicário
Robotizário
Tábua de ferro 
              incerebral

Nietzsche e Sartre
Paraguaiam
os meus textos...
Sem igual!

Meu PÓ ema
É origiAnal!

Uau.Uau.


Versos do mau;
                      do mal.

sexta-feira, 24 de maio de 2013

Camus é que tinha razão!

CAMUS É QUE TINHA RAZÃO!


A proposição lógica de ideias deve seguir uma sequência que não seja impulsiva, numa construção racional de itens, pelos quais se está disposto a pelejar.

Depois das besteiras que ironizei, na postagem anterior (10 dicas para parecer um intelectual - republicada), faço questão de apresentar alguns tópicos, elaborados na maior frieza de pensamentos.

Para alguns não adiantará em quase nada, pois como refere Mário de Andrade, no Prefácio Interessantíssimo, um dos marcos do modernismo brasileiro, na obra Pauliceia Desvairada:

Está fundado o Desvairismo.
Este prefácio, apesar de interessante, inútil.
Alguns dados. Nem todos. Sem conclusões. Para quem me aceita são inúteis ambos. Os curiosos terão o prazer em descobrir minhas conclusões, confrontando obra e dados. Para quem me rejeita trabalho perdido explicar o que, antes de ler, já não aceitou.

Portanto, vamos por partes – ou seja – apresento a minha linha de raciocínio por itens e subitens, mesmo que antecipadamente não seja aceito, por quem me rejeita:

1.   A teoria de que um escritor, obrigatoriamente, deve estar FORMADO na Língua Portuguesa é a maior besteira que alguém pode escrever. Essa premissa é uma “falácia”, que beira a imbecilidade. Vamos provar isso pela própria Literatura Brasileira.
a. A aprendizagem ocorre por toda a vida, ou seja, sempre estaremos aprendendo e, algumas vezes, desaprendendo. O Graciliano Ramos de 40 anos não era igual ao mesmo autor, quando esse tinha 20 anos de idade. Pequenos erros de digitação e de gramática são normais, para os mais renomados artistas.
2.   Agora, imaginem se Rachel de Queiroz, que nasceu em 1910 e lançou a sua obra-prima em 1930, sob o título “O Quinze” (que referia sobre a seca de 1915), esperasse um pouco mais e não lançasse sua obra aos vinte anos, somente pelo fato de cometer erros de português. O que aconteceria com Álvares de Azevedo (morto aos 20 anos); com a epifania de Clarice Lispector, que publicou, em 1943, o seu primeiro romance “Perto de um Coração Selvagem”, sendo que ela tinha somente 19 anos! Errar gramaticalmente é usual, o que não é a mesma coisa que “errar grosseiramente”, sinal de falta do conhecimento básico ou banalização da língua-mater. O escritor, bom ou ruim, tem que se preocupar com o conteúdo e, obviamente, não esquecer a forma (melhor correção possível).
b. Passemos, então, para o inigualável Machado de Assis. Acabo de ler o lindo “Quincas Borba”, mas o seu melhor livro (sem dúvida) é Memórias Póstumas de Brás Cubas. Saiba, caro leitor, que Machado de Assis cometeu diversos erros de português, o que já é fato, na sua biografia, como atestam diversas teses de literatura. Ele chegou a tomar aulas de caligrafia e de português, quando era adulto, para melhorar a sua escrita (naquela época era tudo manuscrito).
c.  Alguns poucos escritores santiaguenses, talvez um único, ainda estão no início do século passado, antes da década de 20. Um passadista, bem mais atrasado que os passadistas. Vamos, agora, para o MODERNISMO BRASILEIRO, defender essa afirmação:
- a 1ª Geração Modernista (1922-1930) foi radical ao combater os parnasianos (que adoravam a métrica e a rima) e estabeleceu conquistas, tais como: o verso livre, mistura de prosa e poesia, blague (poema piada), a utilização de linguagem coloquial. Veja esse poema de Oswald de Andrade:

Erro de português

Quando o português chegou
Debaixo duma bruta chuva
Vestiu o índio
Que pena!
Fosse uma manhã de sol
O índio tinha despido
O português
Oswald de Andrade

Existe a ironia no “Erro de português”. Qual? A ideia de dominação cultural, tão combatida pela antropofagia (movimento do mesmo autor) onde os europeus introduziram a sua cultura, goela abaixo, nos povos indígenas – e a sua ironia no verso, com erro gramatical “O índio tinha despido”, que estaria mais adequado com o “O índio teria despido”.
- a 2ª Geração Modernista (1930-1945) foi mais amena. Dela destaco o “poeta maior” da literatura brasileira, Carlos Drummond de Andrade, que chocou o público com o texto “No meio do Caminho”, colocado algumas postagens atrás, que modifiquei em homenagem intencional. Carlos Drummond foi fantástico, ao defender que o autor teria a liberdade de escolha ao produzir o seu texto, ou seja, da forma mais similar ao clássico (parnasiano), ou de um modo mais livre (moderno).
- Apesar da 3ª Geração Modernista (1945-1960) se opor à primeira, quero dizer, retornando ao culto da escrita mais elaborada (João Cabral de Melo Neto, por exemplo), a Literatura Brasileira nunca mais foi a mesma, após a Semana de Arte Moderna.
- Portanto, temos que pesquisar mais sobre a evolução de nossa literatura e, até mesmo, de teorias mais contemporâneas, como as  variações linguísticas.
e. Sobre as variações linguísticas, cabe destacar que uma das diversas modificações de linguagem está relacionada com a plateia e com a forma de se irá apresentar os textos para esse público. Obviamente, o coloquial pode ser aplicado ao blog, pois ele é uma interface que não possui a seriedade de um livro. Por isso, meu leitor mais assíduo, não faço tantas revisões no meu blog (ah, detalhe, o correto é blogue. Quem defende tanto o “correto”, não pode cometer qualquer erro). Num BLOG não é necessário se fazer tantas correções, visto que as redes sociais são interfaces que não sugerem isso.
f. Além disso, recebi certas “críticas” (é verdade!) por estar, algumas vezes, dificultando a minha escrita e, até mesmo, a fala. Alguns dos meus poucos leitores já acusaram que eu devo cuidar, para não cair no péssimo defeito de um certo colunista santiaguense, que escreve palavras que nem ele mesmo entende. Apesar das minhas limitações em Língua Portuguesa, confesso, sempre busco aperfeiçoar o hábito da redação. Fiz uma faculdade de Letras, estou sempre consultando o dicionário, sou um leitor assíduo etc. Aprender a “última flor do Lácio” (Olavo Bilac) não é nada fácil... Contudo, tentamos!
3.   Quem corrige erros de português, caro leitor, não é o escritor. Existe um profissional em TODAS as editoras (ou mais de um!), que se preocupa em corrigir pequenas falhas. Aliás, ele recebe dinheiro para isso. Aqui em Santiago, temos o Froilam de Oliveira, o qual ressalto a maior qualidade: CORRETOR ORTOGRÁFICO. Sugiro para ele, quando se aposentar, que invista o seu precioso tempo para se tornar um etimólogo, por profissão.
4.   Gostaria, nesse momento, de reforçar o convite, enviado por e-mail e não respondido pelo Froilam, para que participe do I Salão de Debates Culturais. Vamos lá, Froilam? Vamos debater ideias? (Ainda há tempo, nós divulgaremos a sua inclusão. Achei que tivesse "denegado" o convite...)
5.   Por fim, Sartre tentou aproximar o existencialismo do comunismo, buscando justificar a violência “pelo mal menor”, ou seja, as necessidades do estado poderiam, em determinados momentos, justificar a violência. A liberdade de escolha estava "limitada" pelos próprios limites do homem. Contudo, Sartre ficou chocado quando soube dos campos de concentração russos, os quais o filósofo não conseguiu justificar (milhares de mortos). Realmente, aproximo-me mais do "ex-amigo de Sartre", o escritor Albert Camus, que era não era favorável a qualquer tipo de violência (“O Homem Revoltado”), o que mais se aproxima de Paulo Freire, um dos teóricos que sigo. 
  Sugiro a leitura da seguinte obra, uma das minhas, de cabeceira:




Ah! O pior defeito de um “(pseudo)intelectual” é achar que, no mundo, somente ele realiza leituras. Faça-me o favor!

Você leitor, quer saber mais da Semana Literária? Clique em "Mais Informações".

10 dicas para parecer um intelectual (Ironia... Republicando)

1. Apareça e bata fotos em livrarias, museus e galerias de arte. Afinal, um intelectual deve frequentar esse tipo de ambiente.
*****
2. Tenha um blog. Se possível lance opiniões contundentes e generalistas. Procure ofender diversas pessoas, sem citar nomes, com poucas palavras. Caso seja possível, faça postagens com pensamentos em espanhol, inglês ou francês. A língua não importa, desde que ela seja outra. Lembre-se: para parecer um intelectual, você deve conhecer outras línguas! Além disso, o pensamento deve ser ofensivo, pois você tem opinião!
*****
3. Seja contra qualquer erro de Língua Portuguesa, mesmo os de digitação. Caso você cometa um erro, culpe a editora ou a gráfica. Um intelectual não pode errar! (Mesmo no blog, digo, blogue).
*****
4. Critique diversos autores e obras. Você tem vasto conhecimento e deve mostrá-lo! Para ser parecido com um intelectual, você deve demonstrar a sua capacidade intelectiva a cada momento. Você deve pensar que poucos são os que possuem a capacidade de escrever. Bando de ineptos! Massacre os iniciantes, assim que puder! Pise em cima deles! Quando puder, também, critique os escritores renomados. Não o faça com os consagrados, como Machado de Assis. Critique os que estão em voga na mídia da atualidade e que outros intelectuais já tenham criticado (não seja insano de atacar sozinho... Faça-o se outros diversos já o tenham feito. Esteja com a maioria, somente nesse caso).
*****
5. Transite pela rua de sua cidade, por várias vezes, com diversos livros nas mãos. O povo deve saber o que você está lendo. Lembre-se: um dos livros, no mínimo, deve ser de filosofia.
*****
6. Participe de reuniões, mesmo que não decidam nada, para debater o futuro de sua comunidade. Um intelectual que se confunda com um verdadeiro é aquele que participa da história de sua sociedade e conduz o futuro dos outros. Afinal, um sábio é um leão e o povo é um carneiro. Fique igual ao leão!
*****
7. Sempre que escrever, mesmo sem fundamento algum, cite diversos outros escritores. Não importa estarem num contexto... O que importa é a citação. O falso intelectual sabe que o povo não o entenderá, mas respeitará o "citador" como um mago que conhece os poderes da magia das letras. Se puder, escreva coisas tão difíceis que você mesmo não entenda!
*****
8. Quando puder - mesmo em reuniões da boemia (copo de uísque ou cerveja) - trate de filosofia. Não existe intelectual, no mundo, que não conheça Sócrates, Platão, Sartre, Camus, Nietzsche, Marx, Engels, Kant etc. Compre um manual resumido de filosofia e saiba um pouco de tudo... De Nietzsche ao existencialismo.
*****
9. Seja um revolucionário. Caso possível, não participe de agremiações ou grupos que se unem para difundir a cultura. O único grupo que serve para o (pseudo)intelectual é o que faz a pregação da anarquia. Toda revolução defende uma prévia destruição, para uma futura reconstrução. Não é o caso em questão. Um intelectual de espelho, "às avessas", utiliza os outros como escada e destrói sempre. Sempre!
*****
10. Seja mau humorado e fale pouco. Falar pouco não demonstrará qualquer ignorância, apesar de tê-la. Para alguns que o observam, também, o mau humor será sinônimo de sabedoria. Você é um mestre e todos os outros sempre serão os aprendizes! Fique quieto, tenha poucos amigos e crie rugas na testa. Lembre-se disso... Lembre!

quinta-feira, 23 de maio de 2013

NO MEIO DO CAMINHO... (Para Carlos Drummond)



No meio do caminho 
Para Carlos Drummond de Andrade

No meio do caminho tinha um poeta
tinha um poeta no meio do caminho
tinha um poeta
no meio do caminho tinha um poeta.

Nunca me esquecerei desse acontecimento
na minha vida de retinas tão fatigadas.
Nunca me esquecerei que no meio do caminho
tinha um poeta
tinha um poeta no meio do caminho
no meio do caminho tinha o POETA.

Carlos Drummond - o "poeta maior"

Um pouco de TEORIA LITERÁRIA. O que é literatura?



Um pouco de TEORIA LITERÁRIA fará bem para nós, leigos...
Ah! Bastante IDEOLOGIA também.
===
O que define um texto ser literário?
A diferença fundamental está na sua relação com a realidade. (Não com conceitos esdrúxulos e subjetivos - de qualidade)
Texto não-literário: textos analíticos, informativos, instrucionais, que falam do mundo real, orientam ações, ou seja, possuem ideia de “utilitário”. Um bom exemplo: Ofício de uma empresa.
Texto literário: texto construído para servir o propósito de um autor, com característica ficcional, criativa e pretende promover uma reflexão. Nasce do desejo de um escritor (que escreve palavras!), o qual pretende apresentar sua visão de mundo (criada ou não!).

Portanto, quem utiliza a criatividade – está fazendo literatura – que é realmente uma arte.

A literatura diverte e provoca reflexão

A linguagem possui "funções" e "figuras".
Entre as figuras, a ironia é uma forma de “dizer-contradizendo”.
A grande maioria das charges, por exemplo, possuem a base na própria ironia.
Essa é entendida dentro de um contexto.
Por exemplo: “Minha Terra tem poetas, que só sabem PUETAR!” (O que o autor quis dizer com isso?)

A grande força da literatura do Século XXI, segundo Juremir Machado, é o prazer. Concordo com ele, visto que a literatura da atualidade deve divertir o leitor.
O costume da literatura fantástica (Harry Potter, Crepúsculo etc.) está calcado na diversão e no sonho.
Os leitores não estão errados! Eles estão lendo!!!!

A universalização da arte literária se baseia numa escada composta de inúmeros degraus. Portanto, leia o que você quiser, sabendo que nunca conseguirá ler tudo.
Leia o que você gostar e, principalmente, goste do que você lê - com prazer... Mas, mais importante que ler... é a reflexão do que é lido.
Não entendeu? Quantas vezes lemos e, por algumas páginas, não lembramos o que se passou na história? Isso é a falta da reflexão.
A literatura é diversão e reflexão.
A literatura é o liquidificador das almas. (Metáfora)
===
A literatura nos faz sonhar.

A literatura adquire, algumas vezes, uma forma de "fuga da realidade".
Na poesia existe a figura do "eu-lírico" que é o "eu" que fala no corpo do poema ou da prosa. Nem sempre o que está relatado no poema é a expressão da realidade, pois o escritor "incorpora" a sensação coletiva e transporta para as linhas.
O escritor Fernando Pessoa possuía inúmeros heterônimos, ou seja, personagens construídos, com histórias de vida (nascimento, características, morte etc). Dentre eles, os mais destacados são Alberto Caeiro, Ricardo Reis e Álvaro Campos.
O sonho é o que motiva o movimento do mundo (senso comum passado pela TV).
O que vem antes, a ideia ou a ação?
Isso me lembra a história do "Ovo de Colombo".
A fuga da realidade é a construção de inúmeras irrealidades. A criação de mundos paralelos, magníficos ou sinistros.
Dentro de uma história, o autor é deus.
Eu sou o deus da minha literatura. (Quer o leitor goste ou não!)
===

A literatura é a expressão da realidade.

Se vivemos numa sociedade mesquinha, a literatura também será.
Ninguém pode se denominar dono da escrita, pois esta é um bem universal. A leitura que é seletiva.
O avanço literário só acontece com a prática. Portanto, é importante o empenho, por parte de quem gosta de escrever.
A vida é retificação (Paulo Freire). A vida é ratificação. Sendo uma sucessão de retificações, acertos e erros, podemos gostar e, depois, odiar o que redigimos. Contudo, também podemos ratificar as nossas convicções.
A verdade é que antes de existir a novela (na TV), existia a literatura. Podemos citar as Novelas de Cavalaria, como a do Rei Arthur, que foram feitas no período denominado Trovadorismo.
===
Se vivemos numa sociedade mesquinha, a literatura também será.
Devemos, enfim, buscar o crescimento literário como uma fonte de entretenimento e, principalmente, de conhecimento.
O conhecimento é a informação internalizada; e o avanço é o transpor de barreiras.

A literatura constrói a nossa realidade

A literatura tem sido uma das formas mais importantes de transmissão do conhecimento.
Desde os livros didáticos até as obras universais, os costumes são transmitidos pelas letras.
A literatura mostra a "herança cultural" que se torna perene, ao inverso da carne.
Da mesma forma, ela é uma ferramenta de "mudança social", por intermédio do convencimento do povo e, melhor ainda, quando é feita pelo povo.
A construção da identidade também é feita pela literatura. 
O que lemos, influencia as nossas atitudes.
Nossas atitudes modificam o que escrevemos.
Uma simbiose que não possui início ou fim; apenas humanos.

Os temas mais abordados da literatura mundial são:

1º lugar - Amor
2º lugar - Natureza
3º lugar - Mulher
4º lugar - Morte
5º lugar - Pátria
6º lugar - Fazer Literário


(Fonte dos temas mais abordados: ABAURRE, Maria Luiza; ABAURRE, Maria Bernadete; PONTARA, Marcela. Português: Contexto, interlocução e sentido. São Paulo: Moderna, 2011. Pág 64)

QUER OUVIR MAIS SOBRE LITERATURA - CLIQUE EM "MAIS INFORMAÇÕES)

quarta-feira, 22 de maio de 2013

I Salão de Debates Culturais. Opinião de outro debatedor: Giovani Pasini

Como efervescer a literatura santiaguense? 

Como promover a mobilidade pensativa? 
Como um "debate cultural conciso" poderá contribuir para a educação intercultural?


Giovani Pasini
A arte imita a vida, ou a vida imita a arte?
Se um autor escreve um texto – a arte imita a vida.
Se um leitor "enxerga "um texto e se modifica – a vida imita a arte.

Qualquer debate literário é promissor ao favorecer a oportunidade de exposição de convicções, por debatedores (por si só) e, talvez, contribuir para a aprendizagem da plateia (que o assiste). Somente o questionamento “efervescer” já é válido na sua proposta, pois alguns seres humanos poderão refletir sobre o que é literatura e se ela é significativa para o município.
Aliás, existe uma “literatura santiaguense”?
É claro que existe, pois senão não existiria uma “Literatura Brasileira” e vice-versa! O micro representa o macro. O contexto social, histórico, individual, intertextual (etc.) de nossa sociedade “Terra dos Poetas” também influi nos textos que produzimos.
Volto-me para as teorias da Antropofagia Cultural (Oswald de Andrade) e Educação Intercultural (Canclini, Maturana, Paulo Freire, Bhabha etc). Antropofagia é o ato de “comer carne humana”. Penso que nós temos que “mastigar” os conceitos de literatura como forma de obter o poder... 
Temos que cuspir a maioria das “verdades” que construímos, em torno de relações falsas e mesquinhas. Incluo-me na cusparada. Educação Intercultural é o respeitar à cultura diferente e as variantes da educação "entre-lugares". Não existe uma verdade, mas inúmeras “verdades”, sob óticas distintas.
A literatura do século XXI está baseada no entretenimento! (Prazer...meu amigo... prazer!)
Nós somos mestres em estabelecer julgamentos: bom; ruim, péssimo, quer aparecer, não serve... Falar de pessoas é a nossa maestria (algo que nos torna totalmente passadistas). Caímos no defeito de analisar a literatura pela pessoa. Ora, sabemos que a literatura produzida é bem melhor do que o autor... 
((Essa não é uma crítica às ideias do Júlio Prates ou do Alessandro Reiffer, até por que esse texto já estava escrito, mas a constatação de que somos (eles e eu) a representação do povo santiaguense: cidade pequena – todos conhecemos todos. Isso é péssimo). Analisamos a literatura como um espelho de intenções... Esse não é um erro "costumaz" da história?)) 

Temos que combater ideias, não pessoas.
Quem de nós ama a literatura? Um, dois ou todos?
Particularmente, continuarei a escrever enquanto existir um único motivo. Hoje, os motores de meus textos, talvez, estejam se distanciando do Boqueirão; mas eles ainda existem!
Enfim, a prolixidade é a uma grande inimiga; a concisão também não é aliada. Ser breve com maestria é um dom... Ainda não o tenho. Debate literário, cafezinho poético – exercícios de lógica e, principalmente, de analogias – são essenciais para a (auto)construção.
É por isso tudo que essa “bagunça de ideias e ideais” do dia 14 de junho será válida!
Participe!

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Quer saber mais? (Clique em "Mais informações")
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