quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Espelho para o futuro - 27 de fevereiro de 2013


Espelho para o futuro

Em determinados momentos, para alguns cristãos, a fé parece querer fugir da inteligência. A emoção nocauteia a compreensão e, com os olhos mareados, duvidamos da existência de qualquer autoridade que se faça Divina. A desilusão pode causar, caro leitor, um barulho ensurdecedor dentro da alma. O que é ter fé? Responda-me quem souber. Melhor ainda, convença-me de que a sua crença é sincera; que não é fruto de uma simples alucinação transplantada de forma coletiva. Ter uma fé verdadeira não passa pela dúvida? Quem crê e não questiona é um bom fiel? Convença-me, portanto, a manter uma adoração cega, que te seguirei por todo o universo, combatendo os pecadores e os demônios. Aliás, não seremos nós, os homens, aqueles famigerados anjos caídos, destinados ao sofrimento eterno? As dúvidas surgem, as perguntas saltam: por quê? Qual o motivo de tamanha amargura? As nossas torres também caíram; o nosso setembro será sempre em janeiro. Desculpe-me se o artigo parece pessimista, mas, na verdade, ele não é. Surge à memória um simples exemplo: o velho derruba uma pedra do alto do penhasco e ela cai em cima da cabeça da jovem. A culpa é do penhasco? Do velho? Da pedra? Da cabeça da jovem? O culpado é Deus? Responda com as suas convicções, relembrando o livre arbítrio. O espelho para o futuro é manter o passado dentro do presente, mas pelas boas lembranças. A cicatriz é uma marca que já faz parte do corpo. Como diz o poeta: por sobre as nuvens negras da chuva, o sol continuará a brilhar. A força surge da força. 

Um comentário:

  1. Há algum tempo que Deus, fé, divindade, autoridade divina ... são palavras, conceitos ... que vagueiam sem rumo e sem resposta em minha mente.

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