quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Espelho para o futuro - 27 de fevereiro de 2013


Espelho para o futuro

Em determinados momentos, para alguns cristãos, a fé parece querer fugir da inteligência. A emoção nocauteia a compreensão e, com os olhos mareados, duvidamos da existência de qualquer autoridade que se faça Divina. A desilusão pode causar, caro leitor, um barulho ensurdecedor dentro da alma. O que é ter fé? Responda-me quem souber. Melhor ainda, convença-me de que a sua crença é sincera; que não é fruto de uma simples alucinação transplantada de forma coletiva. Ter uma fé verdadeira não passa pela dúvida? Quem crê e não questiona é um bom fiel? Convença-me, portanto, a manter uma adoração cega, que te seguirei por todo o universo, combatendo os pecadores e os demônios. Aliás, não seremos nós, os homens, aqueles famigerados anjos caídos, destinados ao sofrimento eterno? As dúvidas surgem, as perguntas saltam: por quê? Qual o motivo de tamanha amargura? As nossas torres também caíram; o nosso setembro será sempre em janeiro. Desculpe-me se o artigo parece pessimista, mas, na verdade, ele não é. Surge à memória um simples exemplo: o velho derruba uma pedra do alto do penhasco e ela cai em cima da cabeça da jovem. A culpa é do penhasco? Do velho? Da pedra? Da cabeça da jovem? O culpado é Deus? Responda com as suas convicções, relembrando o livre arbítrio. O espelho para o futuro é manter o passado dentro do presente, mas pelas boas lembranças. A cicatriz é uma marca que já faz parte do corpo. Como diz o poeta: por sobre as nuvens negras da chuva, o sol continuará a brilhar. A força surge da força. 

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Cafezinho poético no Colégio Militar de Santa Maria


O  Cafezinho Poético do Colégio Militar de Santa Maria - reiniciado no ano de 2013 - contou com a participação dos amigos (aluno Thales Henrique e Alexandre), na primeira reunião desse ano.

Na atividade discutimos textos de Fernando Pessoa, Carlos Drummond, Cecília Meireles, entre outros.

Um "cafezinho poético" pode ser feito com duas pessoas, onde existe a partilha do conhecimento. Esse, especificamente, foi fantástico!

Abraços ao Thales e Alexandre.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Três dicas básicas de liderança...

Diariamente, devemos nos esforçar para atingir um nível aceitável de liderança. 

Durante esses poucos anos de vida - na carreira militar - fiz enormes leituras sobre o assunto. Principalmente, caro leitor, pelo fato de ter que tomar decisões, sempre em prol de um grupo. Além do motivo de que a empatia nunca foi uma característica inata à minha personalidade.

Resumindo, a seguir coloco algumas dicas rápidas para a liderança (empresarial ou de qualquer grupo). Sempre tento seguir essas dicas, mas, como todo humano, algumas vezes falhamos.

Vamos lá!

1. NUNCA faça a correção ou uma crítica a um funcionário/colaborador em público. Dois são os motivos: primeiro é que dificilmente alguém aceitará a crítica - é natural o humano buscar desculpas para o erro; segundo, além de não aceitar a sua tentativa de correção, o que você ganhará é um desafeto, principalmente se utilizar de suas ferramentes de poder. Todo indivíduo tem uma reputação a zelar...

2. Não "fale de", mas "fale com". Se tiver que conversar o faça em particular, quando tiver que acertar os ponteiros, "não fale de outra pessoa para um terceiro". Entretanto, "fale com o terceiro". A lealdade é uma via dupla, do funcionário/colaborador com o empregador. Pior ainda, nunca grite com ninguém!  Esse é um grande erro de liderança.

3. Quando um funcionário/colaborador errar alguma coisa, analise o DOLO ou a CULPA. Os erros por culpa, ou seja, sem intenção, ocorrem diariamente, mesmo que seja por desatenção e devem ser melhor recebidos. Faça a correção da seguinte forma: "Nesse item, nós erramos..." - Isso aumentará o espírito de equipe e não ofenderá o indivíduo.

Bom... se algum leitor gostar, posso continuar, até para reavivar a memória, senão ficarei por aqui mesmo.

(Fonte principal - que me lembro - o livro "Como fazer amigos e conquistar pessoas" de Dale Carnegie)  

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Artigo do jornal Expresso Ilustrado - 22 Fev 13 - Alegria e a Tristeza - por Giovani Pasini


Alegria e Tristeza

O andarilho era tão feliz, mas tão feliz, que o apelidaram de “Seu Alegria”. Passeava pela cidade, caminhando pelas ruelas, sem preocupação alguma, a não ser conseguir o alimento do dia. A fome era a sua única inimiga. Não arrumava brigas com a higiene, nem esquentava a cabeça com a aparência. O que mais gostava era andar pelas ruas e analisar os monumentos de livros e penas. Diversas vezes, atravessara a praça central, olhando a cara “bronzeada” do Getúlio e abanando à padroeira. As sombras das árvores eram o seu refresco para uma cochilada. Nas noites de verão, apreciava as estrelas; os olhos brilhavam, refletindo o céu imenso. “Seu Alegria” era livre, sozinho, mas completo. A pessoa que o visse, a qualquer hora do dia, recebia um largo sorriso. Para ele, independentemente da história, todo humano era um parente. Isso não era uma questão religiosa, mas ideológica. Como não tinha familiares, seu carinho era distribuído a todos. É bem verdade que “Seu Alegria” tinha um estranho hábito: ele atacava os “despachos”, nas estradas e rios. A galinha era para comer; a cachaça, para beber e as velas para ler, de noite, os jornais velhos. Não se preocupava com os deuses e nem os deuses tinham tempo para ficar com raiva dele. Sim, apesar de mendigo, “Seu Alegria” sabia ler. Além disso, enxergava muito bem. Certa feita, deitado nas estrelas, observou uma senhora rica, de sapato alto e vestido longo. Ao encostar o carrão, em frente ao banco, ela nem notara o fétido mendigo. A mulher sacou dinheiro, aos prantos, para corromper mais um abraço. Os dois estavam sós, mas para ele, restavam incontáveis riquezas.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Vídeo recebido - dia de campo familiar - terrível exemplo

video

Depois o humano reclama, não entendendo os motivos da violência entre os jovens.

Esse vídeo me foi enviado pelo escritor Nijair Pinto, lá do nordeste. Segundo ele, trata de um grupo de norte-americanos.

Somente para a reflexão...

Todos - por Oracy Dornelles

 
TODOS
 
 
todos os ílios
com os  fólios
 
 
coloridos
 
 
 
todas as fôlhas 
com as pulhas
desbotadas
 
 
todos os blogues
com capricho
 
 
de bolicho encachaçado
 
 
 
todas as tintas
com os dribles
sobre fintas
 
 
todas  as bestas
que desprestam
bisbilhotam
entre frestas
 
todo o calheiro
que se bate  com astúcia
caça gatos de pelúcia
 
 
 
todo o  bento
que se presa
renuncia muitas vezes: 16

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Artigo do Jornal Expresso Ilustrado- 08 de fevereiro de 2013 - Labirinto - Parte I


Labirinto – parte I

Vamos mudar o mundo? Vamos mudar o mundo! Nesse ano, um bom começo seria iniciarmos por nós mesmos; quem sabe por nossa família. O leitor já pode ter ouvido aquele ditado “A palavra convence, o exemplo arrasta”. Um pensamento bastante conhecido, mas que necessita ser melhor aplicado por todos. De maneira geral, o brasileiro não gosta de ler livros. Digo dessa forma, pois estamos na época que mais se lê em toda a história da humanidade (internet). Isso é terrível! Muita informação, pouca profundidade. A maioria dos adultos não gostam de ler (livros) e nosso povo é viciado em TV. Esses dois fatos supracitados, prenúncios de uma calaminade, são o atual labirinto educacional de nossa nação. (Tem grande chances de você ter um espeto de pau e cobrar uma casa de ferreiro). Detalhe: não sou um opositor da televisão e de certos programas televisivos, pelo contrário, ou seja, não estamos indo na contramão da história. Qualquer droga, se usada com fins medicinais, possui efeitos positivos. Palavras trágicas? Trágico é observar alguns humanos lobotomizados por um aparelho eletrônico. A TV se torna uma droga e o mesmo ocorre com o computador e internet, se utilizados de modo excessivo. Um bom exemplo é levar o seu filho (aluno) a uma livraria... Diga, caro leitor, que existe um livro escrito só para ele; basta apenas ele encontrá-lo. Se o jovem não gostar do primeiro, que desista da leitura. Que passe para o segundo e, talvez, para o terceiro. Quando ele descobrir o “livro ideal” – você terá criado um bom leitor. Lembre-se: quem sobe o degrau com Harry Potter, geralmente chega a Dom Casmurro. O caminho inverso é mais difícil. Vamos mudar o mundo?

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Baixa produção literária

Desculpe-me, caro leitor, a falta de produção textual.

Ainda estou abalado com a história.

Dentro de alguns dias recomeçaremos a nossa vida...

domingo, 3 de fevereiro de 2013

E-mail do escritor Márcio Brasil sobre o artigo "Luto por Santa Maria"

Recebi o e-mail abaixo do amigo Márcio Brasil.
Confesso que fiquei muito feliz com as palavras carinhosas...
O artigo foi doloroso e sincero.
Difícil viver em Santa Maria e não se abalar...
Agradeço ao Márcio, um grande irmão.


"...foi o que pensei quando terminei de ler a tua última coluna, Luto por Santa Maria. Tu foi de uma sensibilidade, de uma minúcia, de um controle com as palavras realmente cativante, emocionante e, por fim, edificante.


Inspirador! Soberbo! Magnífico!!

Acabo de elegê-lo como a tua melhor coluna em todos os tempos. Vou postar no Nova Pauta!



Abraço, meu irmão!!!



Márcio"

sábado, 2 de fevereiro de 2013

Artigo do Jornal Expresso Ilustrado - 01 de fevereiro de 2013 - Luto por Santa Maria - por Giovani Pasini

Luto por Santa Maria

Lutar: verbo de ação. Travar luta, combater, pelejar. Esforçar-se, empenhar-se. Trabalhar com afinco, confrontar. Apesar do duplo sentido, no título do artigo, lutar não é o significado desse texto. Não é a nossa luta, mas o nosso luto. Luto: sentimento de pesar pela morte de alguém (ou alguns). Período após o falecimento de outrem, onde se usa um traje que limita comportamentos; sofrimento, desgosto. A dor, às vezes, é um espelho para a lembrança. Estarmos com o peito doído, em pedaços, não é o resultado de uma peleja corajosa, mas o fruto da incapacidade. Somos incapazes com o passado, com o imutável. Quem não gostaria de estar com uma marreta, na Rua dos Andradas, nº 1925, na madrugada do dia 27 de janeiro? Quem não se arriscaria para retirar as outras pessoas do escuro? A vida não é a eternidade. A vida é o agora. Ela se resume em ações e reações. A história é a metáfora da existência: celulares sobre sonhos; dinheiro sufocando saídas. Quem não teria doado, para os donos da “Kiss”, um forro de isolamento acústico adequado? Qual o pai que não faria essa dádiva, mesmo que tivesse que dividi-la em 234 prestações? Todos nós morremos um pouco, naquela ladeira de Santa Maria. Nossos filhos já não são mais os mesmos... Os que foram e os que ficaram. Nossos olhos já não brilham como antes. A única luta que ainda persiste, no silêncio das vozes, é a certeza de que as batidas daquelas marretas sempre ecoarão – no passado, no presente e no futuro – dentro da garganta passageira e do cérebro que não esquece. Esquecer? Como? Se nossa biografia é piegas, como qualquer palavra que possamos dizer. Luto, sem lutar, só isso. Luto por Santa Maria.
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