terça-feira, 8 de janeiro de 2013

10 dicas para parecer um intelectual, no Brasil da atualidade - por Giovani Pasini

(Brincadeira - Ironia)

A seguir, faço uma brincadeira onde apresento 10 dicas para se parecer um intelectual, no Brasil da atualidade:

1. Apareça e bata fotos em livrarias, museus e galerias de arte. Afinal, um intelectual deve frequentar esse tipo de ambiente.
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2. Tenha um blog. Se possível lance opiniões contundentes e generalistas. Procure ofender diversas pessoas, sem citar nomes, com poucas palavras. Caso seja possível, faça postagens com pensamentos em espanhol, inglês ou francês. A língua não importa, desde que ela seja outra. Lembre-se: para parecer um intelectual, você deve conhecer outras línguas! Além disso, o pensamento deve ser ofensivo, pois você tem opinião!
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3. Seja contra qualquer erro de Língua Portuguesa, mesmo os de digitação. Caso você cometa um erro, culpe a editora ou a gráfica. Um intelectual não pode errar!
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4. Critique diversos autores e obras. Você tem vasto conhecimento e deve mostrá-lo! Para ser parecido com um intelectual, você deve demonstrar a sua capacidade intelectiva a cada momento. Você deve pensar que poucos são os que possuem a capacidade de escrever. Bando de ineptos! Massacre os iniciantes, assim que puder! Pise em cima deles! Quando puder, também, critique os escritores renomados. Não o faça com os consagrados, como Machado de Assis. Critique os que estão em voga na mídia da atualidade e que outros intelectuais já tenham criticado (não seja insano de atacar sozinho... Faça-o se outros diversos já o tenham feito. Esteja com a maioria, somente nesse caso).
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5. Transite pela rua de sua cidade, por várias vezes, com diversos livros nas mãos. O povo deve saber o que você está lendo. Lembre-se: um dos livros, no mínimo, deve ser de filosofia.
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6. Participe de reuniões, mesmo que não decidam nada, para debater o futuro de sua comunidade. Um intelectual que se confunda com um verdadeiro é aquele que participa da história de sua sociedade e conduz o futuro dos outros. Afinal, um sábio é um leão e o povo é um carneiro. Fique igual ao leão!
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7. Sempre que escrever, mesmo sem fundamento algum, cite diversos outros escritores. Não importa estarem num contexto... O que importa é a citação. O falso intelectual sabe que o povo não o entenderá, mas respeitará o "citador" como um mago que conhece os poderes da magia das letras. Se puder, escreva coisas tão difíceis que você mesmo não entenda!
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8. Quando puder - mesmo em reuniões da boemia (copo de uísque ou cerveja) - trate de filosofia. Não existe intelectual, no mundo, que não conheça Sócrates, Platão, Sartre, Camus, Nietzsche, Marx, Engels, Kant etc. Compre um manual resumido de filosofia e saiba um pouco de tudo... De Nietzsche ao existencialismo.
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9. Seja um revolucionário. Caso possível, não participe de agremiações ou grupos que se unem para difundir a cultura. O único grupo que serve para o (pseudo)intelectual é o que faz a pregação da anarquia. Toda revolução defende uma prévia destruição, para uma futura reconstrução. Não é o caso em questão. Um intelectual de espelho, "às avessas", utiliza os outros como escada e destrói sempre. Sempre!
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10. Seja mau humorado e fale pouco. Falar pouco não demonstrará qualquer ignorância, apesar de tê-la. Para alguns que o observam, também, o mau humor será sinônimo de sabedoria. Você é um mestre e todos os outros sempre serão os aprendizes! Fique quieto, tenha poucos amigos e crie rugas na testa. Lembre-se disso... Lembre!

4 comentários:

  1. Falou e disse, Pasinão!

    Abraços castrenses.

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  2. Eu não concordo. rsrsrsrsrs
    Beijos!!

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  3. Obrigado Matias e Janice!

    Janice...Como eu disse - é apenas uma brincadeira.

    Toda ironia possui um excesso, uma caricatura da realidade.

    Não leve tão a sério.

    Abraços

    ResponderExcluir

Obrigado por deixar o seu comentário neste blog.
Agradeço o tempo investido nesta comunicação.

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