domingo, 27 de janeiro de 2013

Luto por Santa Maria


O Brasil inteiro está de luto por Santa Maria, RS.

Sem palavras para superar tamanha dor, ao ver jovens partirem dessa forma. 

Espero que os familiares tenham força para superar tal tragédia. 

Nesse momento, somente Deus e o carinho confortam os entes que sofrem.

Energias positivas, reikianas, além de orações para todos - principalmente para os pais e mães das vítimas.


sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Artigo do Jornal Expresso Ilustrado - 25 de Janeiro de 2012 - SINAIS - PARTE FINAL - por Giovani Pasini


Sinais – parte final

A vida é um caso muito sério. Ela merece ser vivida, até o último segundo, independentemente dos problemas que tivermos, na sua transposição. No momento em que escrevo esse artigo (terça), estou num quarto de hotel, em Brasília-DF. Vim para a capital de nosso país, com o objetivo de participar de um congresso do sistema Uno-Internacional. Do meu lado, um saquinho de castanha de caju e uma latinha de cerveja. Bebo com moderação, somente para aliviar os músculos, cansados da viagem. Aguardo a atividade que será amanhã (quarta) e quinta. Estou feliz, em silêncio. Penso que só a cervejinha e a castanha, já são excelentes motivos para estarmos vivos. Anteontem, andando pela Av. Medianeira, em Santa Maria, encontrei o marido da professora Sofia. Nossa conversa cordial, amistosa, encerrou depois de alguns minutos. Esse bate-papo, com amigos, já é suficiente para ultrapassarmos o grande Oscar Niemeyer. Na despedida, olhei para um pequeno cascalho. Somente uma dessas pedras azuladas, já é pretexto para continuarmos na luta. A fé, para os crentes; o futebol, para os peladeiros; o brinquedo, para as crianças; a canção, para os seresteiros e tantos outros sinais que nos abraçam a cada dia. Quando o mundo parece feio, não é o mundo: somos nós. Como os passarinhos que cantam por hábito e se alegram por ofício, podemos exercitar o bom humor. No meu caso, a cerveja acabou, mas a felicidade permanece e relembra um grande amigo. A cada dia, quando eu lhe perguntava “Como está?” ele respondia “Cada vez melhor!”. Enfim, quando estiver triste, grite ou cante “Cada vez melhor!”. Observe alguns dos sinais...

sábado, 19 de janeiro de 2013

Forças Armadas - Plano Geral de Convocação 2014 - para os nascidos em 1995


Comparecimento até 28 de junho

SERVIÇO MILITAR

 19 Jan 2013
O Ministério da Defesa (MD) publicou, no Diário Oficial da União da última terça-feira, o Plano Geral de Convocação para 2014. De acordo com a norma, todos os jovens brasileiros, do sexo masculino, nascidos no ano de 1995, devem comparecer à Junta de Serviço Militar mais próxima de casa até 28 de junho. O Plano regula o serviço militar inicial, obrigatório para aqueles que completam 18 anos em 2013. Em 2012, cerca de 1,9 milhão de homens se alistaram. Desses, 100 mil acabaram incorporados em organizações militares da Marinha, do Exército e da Força Aérea.
O processo seletivo deve ocorrer ainda este ano e, caso os candidatos sejam selecionados, serão incorporados no próximo em 2014 para servir em uma das Forças Armadas. Ao se apresentar, os jovens devem levar os seguintes documentos originais: comprovante de residência, foto 3x4, Certidão de Nascimento e registro de casamento — se for o caso —, além de algum documento de identidade, como Carteira Nacional de Habilitação (CNH), Carteira de Trabalho, RG, entre outros. Caso tenha filhos, as Certidões de Nascimento das crianças devem ser apresentadas. Pessoas com deficiência física precisam levar atestado médico.
Quem perder o prazo terá de pagar uma multa, cujo valor vai variar de acordo com os dias de atraso. Caso isso ocorra, os candidatos devem se cadastrar entre 1º de julho e 31 de dezembro. A triagem desse grupo será feita em 2014 e a incorporação ao serviço militar, apenas em 2015. Os endereços das Juntas de Serviço Militar podem ser conferidos pelo link https://www.sermilweb.eb.mil. br/sermilweb/jsm.action.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Artigo do Jornal Expresso Ilustrado - 18 de janeiro de 2013 - Sinais - Parte I - por Giovani Pasini


Sinais – Parte I

A vida é um caso muito sério. Ela é desperdiçada, por alguns, ao ficarem hipnotizados pelos problemas diários. Não existe dificuldade que não possa ser transposta! Dois grandes obstáculos, para o ser humano: a perda de um ente querido e, também, as agruras da falta saúde. A experiência nos faz perceber que não há nada melhor do que estarmos todos saudáveis. Uma das coisas que mais nos angustia são os crucifixos à beira das rodovias. Esses sinais representam a dor de muitas pessoas (famigerados desastres automobilísticos). Em Santa Maria, por exemplo, existe um projeto em que são pintadas “borboletas brancas”, no chão das ruas, nos locais onde ocorreram mortes por acidente de trânsito, principalmente atropelamentos. Na segunda passada, ao dirigir o meu carro por uma grande ladeira daquela cidade, pensei: “Esse lugar é propício para um desastre”. Dito e feito... Lá estava mais uma borboleta, outra marca que me entristeceu. Qual a finalidade desse artigo? A presente reflexão serve para ressaltar que o dinheiro, os bens materiais, tudo isso é somente acessório. Relembro, portanto, a ideologia arcádica do “carpe diem”, que significa “viva o dia”. Aproveite a natureza, a espiritualidade, a paixão; faça o que você mais gosta; tente não arrumar tantos inimigos; coloque chá de camomila no chimarrão; abrace seus pais; beije os filhos e cheire os cabelinhos; se puder, perdoe o que parece imperdoável e revogue o irrevogável. Felicidade é sinônimo serenidade. Sereno é o humano de índole pacífica. Paz é sinal de plenitude. Pleno, somente o amor. A vida é um caso muito sério. (Continua).

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

E-mail recebido: Quadrinha do Oracy Dornelles

Oracy Dornelles


Pasini, os moradores da Vila Itu e Vila Nova se reuniram para debater e descobrir os segredos dos estranhos tremores de terra desses bairros de Santiago. Resolvido o mistério. Aqui o descrevo numa quadrinha:

       Tremores  na Vila Itu --
       Em reunião o caso encerra:
       Foi briga embaixo da terra
       De gigantesco tatu!  
                           
(Oracy Dornelles)

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Artigo do Jornal Expresso Ilustrado - 11 de janeiro de 2013 - Anátema e Histrião - Parte Final - por Giovani Pasini


Anátema e Histrião – parte final

A vida é respeito, mas, também, é embate. Uma demonstração de superioridade, para o ser humano, é a fuga da materialidade e de qualquer opressão (feita ou recebida). Fugir ao combate atroz, aquele da lida diária, a maioria das vezes não é covardia, mas sabedoria. O atributo essencial ao “homo sapiens”, para avançar como sociedade, é o respeito ao outro. Os limites dos homens (meteoros em colisão) são facilmente transpostos, principalmente quando não temos a noção de interculturalidade. A intercultura busca compreender os diversos contextos, de cada um dos interlocutores e de todas as sociedades. Qualquer fanatismo é prejudicial, por excluir algo. O fanatismo religioso, o político, o literário e tantos outros. Escrever, com erros ou não; ler, compreendendo ou não; falar, com propriedade ou não; tudo isso é fruto da liberdade democrática – desde que não se ofenda os direitos do outro. Nós, caro leitor, buscamos pensar o mundo; realizamos um protesto metafísico contra a morte e uma rebelião à mesmice da realidade, ou seja, cultivamos a característica inerente à nossa raça: desbravar os caminhos desconhecidos. Aos mestres que tivemos (carne e/ou papel) só temos a agradecer. Independentemente de qualquer ideologia, devemos defender que toda leitura ou escrita é salutar. A evolução ocorre do momento em que nascemos até o último instante da vida. Errar é humano, perdoar é divino. Enfim, esperamos que o silêncio encerre um artigo que seria interminável.

Glossário:
Anátema – do latim “anáthema” – maldição, oferenda maldita.
Histrião – do latim “histrio, -onis” – Comediante, bobo da corte.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Para refletir: Náusea - Arnaldo Jabor - O Estado de São Paulo


NÁUSEA
Arnaldo Jabor
O Estado de S.Paulo
 O grande Cole Porter tem uma letra de música que diz: "Conflicting questions rise around my brain/ Should I order cyanide or order champagne?" ("Questões conflitantes rondam minha cabeça/ devo pedir cianureto ou champagne?") 
Sinto-me assim, como articulista. Para que escrever? Nada adianta, nada. E como meu trabalho é ver o mal do mundo, um dia a depressão bate.
A náusea - não a do Sartre, mas a minha. Não aguento mais ver a cara do Lula, o homem que não sabe de nada, talvez nem conheça a Rosemary, não aguento mais ver o Sarney mandando no País, transformando-nos num grande "Maranhão", com o PT no bolso do jaquetão de teflon, enquanto comunistas e fascistas discutem para ver quem é mais de "esquerda" ou de "direita", com o Estado loteado por pelegos sem emprego, não suporto a dúvida impotente dos tucanos sem projeto; não dá mais para ouvir quantos campos de futebol foram destruídos por mês nas queimadas da Amazônia, enquanto ecochatos correm nus na Europa, fazendo ridículos protestos contra o efeito estufa;
Não aguento mais contar quantos foram assassinados por dia, com secretários de segurança falando em "forças-tarefas" diante de presídios que nem conseguem bloquear celulares, não suporto a polêmica nacionalismo-pelego x liberalismo tucano,  tenho enjoo de vagabundos inúteis falando em "utopias", bispos dizendo bobagens sobre economia, acadêmicos decepcionados com os 'cumpanheiros' sindicalistas, mas secretamente fiéis à velha esquerda, que só pensa em acabar com a mídia livre, tremo ao ver a República tratada no passado, nostalgias masoquistas de tortura, indenizações para moleques, heranças malditas, ossadas do Araguaia e nenhuma reforma no Estado paralítico e patrimonialista.
Não tolero mais a falta de imaginação ideológica dos homens de bem, comparada com a imaginação dos canalhas, o que nos leva à retórica de impossibilidades como nosso destino fatal e vejo que a única coisa que acontece é que não acontece nada, apesar dos bilhões em propaganda para acharmos que algo acontece.
Odeio a dúvida de Dilma, querendo fazer uma política modernizante, mas batendo cabeça para o PT, esse partido peronista de direita. Não aturo a dúvida ridícula que assola a reflexão política: paralisia x voluntarismo, processo x solução, continuidade x ruptura; deprimo quando vejo a militância dos ignorantes, a burrice com fome de sentido, balas perdidas sempre acertando em crianças, imagens do Rio São Francisco com obras paradas e secas sem fim, o trem-bala de bilhões atropelando escolas e hospitais falidos, filas de doentes no SUS, caixas de banco abertas à dinamite, declarações de pobres conformados com sua desgraça na TV;
Tenho engulhos ao ver a mísera liberdade como produto de mercado, êxtases volúveis de 'descolados' dentro de um chiqueirinho de irrelevâncias, buscando ideais como a bunda perfeita, bundas ambiciosas querendo subir na vida, bundas com vida própria, mais importantes que suas donas,
Odeio recordes sexuais, próteses de silicone, pênis voadores, sucesso sem trabalho, a troca do mérito pela fama, não suporto mais anúncio de cerveja com louras burras, abomino mulheres divididas entre a 'piranhagem' e a 'peruice', repugnam-me os sorrisos luminosos de celebridades bregas, passos de ganso de manequim, notícias sobre quem come quem,
Horroriza-me sermos um bando de patetas de consumo, rebolando em shoppings assaltados, enquanto os homens-bomba explodem no Oriente e Ocidente, desovando cadáveres na Palestina e em Ramos, ônibus em fogo no Jacarezinho e Heliópolis, a cara dos boçais do Hamas querendo jogar Israel no mar e o repulsivo Bibi invadindo a Cisjordânia, o assassino pescoçudo Assad eliminando o próprio povo, enquanto formigueiros de fiéis bárbaros no Islã recitam o Alcorão com os rabos para cima, xiitas sangrando, sunitas chorando, tudo no tão mal começado século 21, século 8.º para eles ainda, não aguento ver que a pior violência é nosso convívio cético com a violência, o mal banalizado e o bem como um charme burguês,
Não quero mais ouvir falar de "globalização", enquanto meninos miseráveis fazem malabarismo nos sinais de trânsito, cariocas de porre falam de política e paulistas de porre falam de mercado, museus pós-modernos em forma de retorcidos bombardeios em vez da leveza perdida de Niemeyer, espaços culturais sem arte nenhuma para botar dentro, a não ser sinistras instalações com sangue de porco ou latinhas de cocô de picaretas vestidos de "contemporâneos",
Não aguento chuvas em São Paulo e desabamentos no Rio, enquanto a Igreja Universal constrói templos de mármore com dinheiro arrancado dos ignorantes sem pagar Imposto de Renda, festas de celebridades com cascata de camarão, matéria paga com casais em bodas de prata, políticos se defendendo de roubalheira falando em "honra ilibada", conselhos de ética formado por ladrões, suplentes cabeludos e suplentes carecas ocultando os crimes, anúncios de celulares que fazem de tudo, até "boquete";
Dá-me repulsa ver mulheres-bomba tirando foto com os filhinhos antes de explodir e subir aos céus dos imbecis, odeio o prazer suicida com que falamos sem agir sobre o derretimento das calotas polares, polêmicas sobre casamento gay, racismo pedindo leis contra o racismo, odeio a pedofilia perdoada na Igreja,
Vomito ao ver aquele rato do Irã falando que não houve Holocausto, cercados pelas caras barbudas da boçal sabedoria de aiatolás, repugnam-me as bochechas da Cristina Kirchner destruindo a Argentina, a barriga fascista do Chávez, Maluf negando nossa existência, eternamente impune, confrange-me o papa rezando contra a violência com seus olhinhos violentos,
Não suporto Cúpulas do G20 lamentando a miséria para nada, tenho medo de tudo, inclusive da minha renitente depressão, estou de saco cheio de mim mesmo, desta minha esperançazinha démodé e iluminista de articulista do "bem", impotente diante do cinismo vencedor de criminosos políticos.
Daí, faço minha a dúvida de Cole Porter: devo pedir ao garçom uma pílula de cianureto ou uma "flute" de champagne rosé?

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

E-mail recebido: Luis Fernando Veríssimo - Sem sexo até 2015

SEM SEXO ATÉ 2015

Luis Fernando Veríssimo

Eu nunca havia entendido por que as necessidades sexuais dos homens e das mulheres são tão diferentes. Nunca tinha entendido isso de 'Marte e Vênus'. E nunca tinha entendido por que os homens pensam com a cabeça e as mulheres com o coração.

Uma noite, na semana passada, minha mulher e eu estávamos indo para a cama. Bem, começamos a ficar à vontade, fazer carinhos, provocações, o maior TESÃO e, nesse momento, ela parou e me disse:


- Acho que agora não quero, só quero que você me abrace...

Eu falei: - O QUEEE???

Ela falou: - Você não sabe se conectar com as minhas necessidades emocionais como mulher.

Comecei a pensar no que podia ter falhado... No final, assumi que aquela noite não ia rolar nada, virei e dormi.

No dia seguinte, fomos ao shopping. Entramos em uma grande loja de departamentos. Fui dar uma volta, enquanto ela experimentava três modelitos caríssimos. Como estava difícil escolher entre um ou outro, falei para comprar os três. Então, ela me falou que precisava de uns sapatos que combinassem a R$ 200,00 cada par. Respondi que tudo bem. Depois, fomos a uma seção de joalheria, onde gostou de uns brincos de diamantes e eu concordei que comprasse. Estava tão emocionada!!! Deveria estar pensando que fiquei louco. Acho até que estava me testando quando pediu uma raquete de tênis, porque nem tênis ela joga. Acredito que acabei com seus esquemas e paradigmas quando falei que sim. Ela estava quase excitada sexualmente depois de tudo isso. Vocês tinham que ver a carinha dela, toda feliz! Quando ela falou:



- Vamos passar no caixa para pagar, amor? 

Daí eu disse:

- Acho que agora não quero mais comprar tudo isso, meu bem... Só quero que você me abrace.

Ela ficou pálida. No momento em que começou a ficar com cara de querer me matar, falei: 

- Você não sabe se conectar com as minhas necessidades financeiras de homem...

Vinguei-me! Mas acredito que o sexo acabou pra mim até o Natal de 2015.

Artigo do Gen Ex José Carlos Leite filho - publicado no "O Jornal de hoje" - Natal/RN

 NOVO ANO, NOVOS TEMPOS, NOVOS SONHOS
 
      O cidadão tem direitos e deveres. Usarei um pouco daqueles a fim de expressar inconformismo com o modus faciendi da política brasileira.
     Enfatizo, desde logo, a importância que atribuo à política, destacando a sua acepção de “arte de bem governar”, que, como qualquer atividade humana, requer pessoas vocacionadas, dotadas de espírito público e capazes de a ela se dedicar agrupando-se em partidos políticos, entidades legítimas para almejar o poder e assim governar em benefício do bem comum. Evidentemente, a resultante desse raciocínio deveria ser a permanente existência de programas de governo adequados e elaborados oportunamente por pessoas capacitadas, visando a sua implementação, sem delongas, na ocasião própria.
     Triste é saber que na prática isso é substituído pela improvisação, consequência lógica do predomínio de motivações distantes do bem comum, sendo fácil constatar também a escassez de projetos nas casas legislativas enquanto abundam discursos sem consistência, acusações e  tempo perdido sem que aflorem aperfeiçoamento na legislação existente nem melhorias na qualidade de vida da população.
     Que dizer, nos tempos atuais de crescimento urbano e de avanços tecnológicos, de um Código de Telecomunicações elaborado há meio século e de um Código Penal com mais de setenta anos?
     Que dizer da despreocupação perene com a infraestutura  do país de dimensões continentais, mas sem dispor de um sistema de transporte adequado em termos de ferrovias e de cabotagem?
     Que dizer de um sistema de saúde pública reverenciado pela sua amplitude, lembrado nos orçamentos e nos palanques, atemorizante no dia-a-dia e evitado pelas autoridades por ele responsáveis?
     Que dizer de um fantasioso e enganador sistema de cotas raciais para a distribuição de direitos capaz de vulnerar a unidade nacional, incentivar a mediocridade e eliminar a meritocracia como estímulo ao desenvolvimento do país?
     Que dizer da tão falada reforma política, além de outras, tida como indispensável, mas intocada há mais de duas décadas?
     Que dizer do direito de greve nas atividades essenciais à espera de regulamentação há quase vinte e cinco anos?
     Só não erra quem não pensa e nada faz, mas a minha cidadania me impulsiona sempre a imaginar e tornar pública a ideia de que o Brasil necessita de modernização capaz de valorizar a qualidade de vida de sua população. Essa óbvia constatação não se coaduna com o vergonhoso aparelhamento das instituições, sabidamente oneroso e apenas favorável a uma minoria de militantes privilegiados. Inchar o número de ministérios e dispor de 22.000 cargos comissionados de livre nomeação é evidência de atraso e carência de espírito público.
     O Brasil, em especial os seus políticos, tem de se conscientizar que já estamos no século XXI!  A população tem que saber repudiar privilégios já que “todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza” e, assim, não aceitar promessas vãs, inação, nem engodos tais como um salário mínimo aumentado miseravelmente enquanto os parlamentares, em todos os níveis, elevam as suas remunerações como se fossem sultões, sem discussão e em questão de instantes, evidenciando que o orçamento não é obstáculo.
 
 (Gen Ex José Carlos Leite Filho -linsleite@supercabo.com.br- 03/01/13)
 (Publicado em “O Jornal de Hoje”- Natal-RN – 03/01/13)

Dica de texto da professora Iara Peixoto: Eternas são as nuvens

Recebi um e-mail da professora Iara Peixoto, que apresenta um texto magnífico sobre as nuvens. 
*****
Esse texto me fez lembrar as amigas  Fátima Friedriczweski, a Lígia Rosso e a própria professora Iara, que gostam muito de energias positivas.
*****
A professora está de parabéns por ter indicado esse texto, de Hilda Lucas, conforme o e-mail abaixo:


"IARA PEIXOTO enviou o link de um blog para você: 

Amei esse texto pela sua lucidez e, ao mesmo tempo, poesia. 

Blog: MINÚCIAS & (IN)CONFIDÊNCIAS 
Postagem: ETERNAS SÃO AS NUVENS 

ETERNAS SÃO AS NUVENS

Hilda Lucas

     Os relacionamentos acabam, mas tudo o que você viveu com a outra pessoa não. E para onde vai esse acervo afetivo? Para onde vai o conhecimento intransferível que se tinha do outro? Ah, vai para o weCloud, uma nuvem etérea que armazena o sumo da absoluta intimidade que vocês tiveram.
  
    Para onde vai tudo que se vive? Para onde vai a mágica de certos instantes? A comunhão que se viveu, a cumplicidade de dividir tempo, espaço, experiências inaugurais? Para onde vão o carinho, a parceria, a entrega? Para onde vai o conhecimento, pessoal e intransferível, que se tinha do outro? Para onde vai o que só vocês viram e experimentaram: o nascimento de um filho, a morte de um amigo, a noticia daquele emprego, o assalto, a compra da casa, o diagnóstico ameaçador, a noite no acampamento, aquele show em Londres? Para onde vai a consciência que você tinha de, com apenas um olhar, saber se ele estava feliz, deprimido ou ansioso?Para onde vai a absoluta intimidade que se teve com o outro?
   Acredito que isso tudo fica em algum lugar interno, como um site, uma espécie de nuvem onde armazenamos tudo o que vivemos. Tão reais e etéreos como oiCloud, temos os nossosweClouds, que podemos acessar ou que nos acessa, algo que fica preservado, e que, mais do que nos fazer lembrar coisas, nos acolhe e ratifica. O weCloud guarda o essencial, o que ficou depois da ruptura, da tempestade, o rescaldo de um tempo, um a dois permanente, que sobrevive aos acordos rompidos, às bênçãos desfeitas, às juras esquecidas. No weCloud, ficam o sumo, o substrato, a força do projeto um dia com partilhado. NoweCloud, ficam o afeto espontâneo, o registro das intenções sinceras, da vontade de acertar e de tudo o que foi verdadeiro.
   Os relacionamentos podem acabar, mas não o vivido. Não se trata de memória, nem de "detalhes tão pequenos de nós dois". Não se trata de viver no passado, nem de não aceitar os fatos. Não se trata de sublimar dores e porradas ou se refugiar num mundo alegrinho de autoajuda e negação. Não se trata de dourar a pílula e contar para si uma história diferente. Trata-se de vida bem vivida que não pode nem deve ser perdida. Tudo o que vivemos e sentimos vira acervo, fonte, ferramenta; é nosso para sempre.
  Quando estamos com alguém, somos, em alguma instância, uma pessoa única, que só aquele companheiro conhece. Maria é para João uma Maria que ela nunca será para Pedro, que é um Pedro para Maria que nunca será o mesmo para Ana. Maria poderá ser muito mais feliz com Pedro do que com João, mas ela terá sempre sido a Maria do João e haverá
sempre um lugar onde Maria e João se reconhecerão, mesmo que nunca mais se encontrem.
   Somos o que vivemos, e não podemos abrir mão disso. É fundamental que cuidemos da nossa história, que saibamos acolher nossas experiências com generosidade e entendamos que certas vivências, emoções e descobertas foram únicas e estarão sempre produzindo algum efeito em nós.
   Todo fim de relacionamento pede tempo. Tempo para o luto, para a saudade, para a cura, para o distanciamento, para a neutralidade, para o recomeço. Existe um caminho a percorrer que vai do fundo do poço ao fórum, do desespero, ao terapeuta, da perplexidade à aceitação, do abandono à libertação. Há que fazer faxinas: roupas, livros, fotos, palavras mal ditas, mágoas, decepções. Há que separar papéis, propriedades, planos, sonhos. Há que separar, acima de tudo, o trigo do joio, o passado do futuro, o extinto do eterno. Há que guardar as coisas que não cabem em malas nem cofres, aquilo que não se quantifica nem se elenca em formais de partilha e declarações de renda Há que "amar o perdido".
   Só quem tem passado tem futuro. Escolher a bagagem que se carrega é decisivo para seguir adiante. Entre fardo e combustível, asas e correntes, você decide. Entre salvar e deletar, você decide. Conjugar sem medo o pretérito imperfeito para viver o futuro do presente.
  Depois de um tempo, as dores passam ... Sim, elas se cansam de nós e, se somos saudáveis, nos cansamos delas também, seguimos em frente, voltamos para nós mesmas, dispensando o que não nos serve mais, garimpando minúsculas preciosidades, recolhendo luminosidades, cheias de preguiça de sofrer, prontas para recomeçar, de novo, mais uma vez. Um belo dia você se pega pensando naquele "nós", que deixou de existir, sem a fisgada de saudade, nem ressentimento, nem raiva Você pensa com serenidade. Você pensa não mais no "ex", mas no companheiro de vida: sai o "ex", fica o antigo.
   É quando você o abraça no velório do pai e sabe como ele está se sentindo e ele também sabe que você sabe como ele se sente, e isso é muito Íntimo e confortante e está lá, na tal nuvem, para sempre.
   É quando você recupera em DVD seus filmes em Super 8 e fitas em VHS, com todas as fases e faces queridas da sua vida, e faz uma cópia para ele, pois que sabe que aquilo tudo é parte da vida dele também, e você se sente grata por compartilhar,
   É quando você recebe um presente sem cartão: um disco de vinil de um show que você foi com um certo namorado. Pronto, lá está o para sempre: os anos 70, a avidez de descortinar o mundo, a lalica, a revolução, o incrível mundo das primeiras vezes, compartilhado com entrega e inocência. O cartão é desnecessário, pois só você e ele sabem quem vocês eram naquele dia-tempo e o que significou está ali naquele concerto de rock.
   É quando você encontra numa caixa esquecida rolhas de Champagne e sementes de romã, que fazem você lembrar quem você era e como você se sentia quando estava totalmente apaixonada por aquele cara na Itália.
   É quando você escreve um livro sobre maternidade e manda em primeira mão para o pai dos seus filhos, porque ninguém mais do que ele sabe como você ficava quando estava grávida, pois só ele viu seu estado de graça e, talvez, antes mesmo de você, ele viu você virar mãe.
    Lá estão vocês, no weCloud, sócios de experiências transformadoras, parceiros de sonhos, realizados ou não, amigos que cresceram juntos, cúmplices dos pequenos crimes contra o amor, vitimas dos mesmos desgastes da convivência, ungidos por bênçãos comuns, coautores e personagens do mesmo livro.
    Maria não é mais a mesma que foi com João, mas, para ser a Maria que está com Pedro, ela teve que ser a Maria do João, e João, para ser o companheiro de Ana, teve que ser antes o de Maria. Somos o que nascemos e o que escolhemos viver, somos o que ganhamos, o que perdemos, o que boicotamos e o que nunca alcançamos.
    É muito libertador fazer as pazes com nossa história. Do que nos serve ter rombos na linha do tempo? Negar, bloquear, tornar inacessíveis as lembranças, impossibilitar um resgate saudável do vivido? Do que nos serve chamar ex-companheiros de falecidos ou equívocos? É injusto conosco. É empobrecedor. Temos essa mania de achar que só o que dura para sempre é um sucesso. Durabilidade nunca foi sinônimo de segurança, assim como o efêmero não é sinônimo de fracasso. Uma jaula é segura e nem por isso um lugar feliz, da mesma forma que viagens são fugacidades maravilhosas que se perpetuam dentro de nós. Nenhuma história é vã. Nada é. Nossa alma-memória, aquela que nos identifica, define e referencia, é como uma colcha de retalhos; alguns retalhos são mais bonitos que outros, mas todos são necessár7ios.
   "Amar o perdido deixa confundido o coração" (Drummond) porque é amar o intangível, o que, não sendo mais, ainda resiste, insiste e ressignifica, o que antes tinha outro nome e valor. Amar o perdido é reconhecer que muito tempo, energia e as melhores intenções foram investidas, empenhadas e depositadas numa relação, num incrível voto de confiança no outro e na Vida. Sim, mesmo os grandes erros e as falências retumbantes têm histórias comoventes e belas. Amar o perdido é entender que nada se perde.
    Amar o perdido só é possível quando você volta para a casa dentro de você. Melhor que dar a volta por cima, é voltar para si mesma. Nessa hora você se sabe inteira, apaziguada, de bem com sua história. Aí, você entende oweCloud e lembra de Quintana dizendo: "eternas são as nuvens", e você se comove com a certeza de que um certo "para sempre" existirá, pois "as coisas findas, muito mais que lindas, essas ficarão" (CDA).
   É isso, não fica o que é lindo. Fica o que finda. Fica de um jeito real. Não fica lindo só porque finda. Fica, porque finda, e, quando finda, fica o que foi de verdade, o que nunca finda.
   As coisas findas ficam. Perdidas, talvez, mas para sempre nossas. Eternas, como só as nuvens podem ser. 

(Revista LOLA, outubro de 2012)

Fotopoesias de Nijair Araújo Pinto - poeta nordestino e amigo. Ótima ideia para a "Terra dos Poetas"




terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Folha de São Paulo: Aos 14 anos, estudante brasileiro é ouro em olimpíada de ciências no Irã



Fonte: CLIQUE AQUI

Com quase dois anos a menos que os 180 concorrentes de 28 países, Matheus Camacho, 14, foi à capital do Irã no início do mês passado para participar da Olimpíada Internacional de Ciências. Após dez dias de provas, voltou com a medalha de ouro por equipes na principal prova da competição, a prática.
Matheus foi o brasileiro mais novo que já participou da competição, que começou em 2004 e reúne principalmente estudantes com 15 anos. Muitos já têm quase 16.
"O resultado dele foi impressionante. Não tenho notícia de que haja outro medalhista tão novo", disse Márcio Martino, organizador da competição no Brasil.
"Gosto muito de estudar. E me esforcei. Acho que foi isso", afirmou Matheus, aluno bolsista do colégio Objetivo, na capital paulista.
O esforço significa que, de manhã, ele assiste às aulas regulares. À tarde, são mais quatro ou cinco horas, específicas para preparação de olimpíadas. E, em casa, mais uma ou duas horas.
"Não posso dizer que ele fica cansado. É o prazer dele", afirmou a mãe, Simone Camacho, 45, formada em direito e funcionária do Judiciário. O pai é coronel do Exército.
As outras diversões são cinema ("filmes de qualquer tipo"), videogame e música. Ouvindo os Beatles, aprendeu e ficou fluente em inglês.
A precocidade do estudante teve de ser compensada com a carga de estudos. Ele é do ensino fundamental. As provas são do nível do médio.
Até março, o jovem nunca tinha visto uma aula de física, e a primeira de química foi em abril. Em maio, ele já estava na primeira eliminatória nacional, que contou com cerca de 2.500 alunos e cobrou as duas disciplinas.
Ao final, Matheus e outros cinco foram escolhidos para representar o país na competição mundial, em Teerã.
A PROVA
A Olimpíada Internacional possui três etapas. Uma, de testes. Outra, de questões dissertativas. A terceira, com maior peso e mais importância, é a experimental.
Na edição 2012, o tema foi DNA. Em uma das frentes, eles tiveram de, a partir de sequências identificadas, descobrir quais eram as outras, comparando as informações entre os dois grupos.
Um dos trios brasileiros (que contava com Matheus e dois alunos de Fortaleza, do colégio Farias Brito) alcançou os 40 pontos possíveis.
A medalha de ouro foi inédita para o país. Na colocação geral, o país ficou em quinto, sua melhor posição. Taiwan foi o vencedor.
DESESTÍMULO
Por pouco, o talento de Matheus não se perdeu pelo sistema de ensino. Ele estudava em um colégio particular que tinha boas aulas regulares, mas poucas atividades extras. "Ele estava desestimulado, nem queria ir para a escola", afirmou a mãe.
Ao final de 2011, Matheus e a família tiveram a certeza de que o problema era a falta de desafios. Na nova escola, a chance de participar da Olimpíada impulsionou-o.
Agora, em plenas férias, Matheus segue em ritmo de estudos. Quer, no final do ano, ganhar uma medalha de ouro individual --no ano passado, foi prata.
Para isso, terá de participar em maio novamente da primeira eliminatória nacional. Quem quiser se inscrever deve acessar o site www.ijso.com.br, a partir do fim do mês.

10 dicas para parecer um intelectual, no Brasil da atualidade - por Giovani Pasini

(Brincadeira - Ironia)

A seguir, faço uma brincadeira onde apresento 10 dicas para se parecer um intelectual, no Brasil da atualidade:

1. Apareça e bata fotos em livrarias, museus e galerias de arte. Afinal, um intelectual deve frequentar esse tipo de ambiente.
*****
2. Tenha um blog. Se possível lance opiniões contundentes e generalistas. Procure ofender diversas pessoas, sem citar nomes, com poucas palavras. Caso seja possível, faça postagens com pensamentos em espanhol, inglês ou francês. A língua não importa, desde que ela seja outra. Lembre-se: para parecer um intelectual, você deve conhecer outras línguas! Além disso, o pensamento deve ser ofensivo, pois você tem opinião!
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3. Seja contra qualquer erro de Língua Portuguesa, mesmo os de digitação. Caso você cometa um erro, culpe a editora ou a gráfica. Um intelectual não pode errar!
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4. Critique diversos autores e obras. Você tem vasto conhecimento e deve mostrá-lo! Para ser parecido com um intelectual, você deve demonstrar a sua capacidade intelectiva a cada momento. Você deve pensar que poucos são os que possuem a capacidade de escrever. Bando de ineptos! Massacre os iniciantes, assim que puder! Pise em cima deles! Quando puder, também, critique os escritores renomados. Não o faça com os consagrados, como Machado de Assis. Critique os que estão em voga na mídia da atualidade e que outros intelectuais já tenham criticado (não seja insano de atacar sozinho... Faça-o se outros diversos já o tenham feito. Esteja com a maioria, somente nesse caso).
*****
5. Transite pela rua de sua cidade, por várias vezes, com diversos livros nas mãos. O povo deve saber o que você está lendo. Lembre-se: um dos livros, no mínimo, deve ser de filosofia.
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6. Participe de reuniões, mesmo que não decidam nada, para debater o futuro de sua comunidade. Um intelectual que se confunda com um verdadeiro é aquele que participa da história de sua sociedade e conduz o futuro dos outros. Afinal, um sábio é um leão e o povo é um carneiro. Fique igual ao leão!
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7. Sempre que escrever, mesmo sem fundamento algum, cite diversos outros escritores. Não importa estarem num contexto... O que importa é a citação. O falso intelectual sabe que o povo não o entenderá, mas respeitará o "citador" como um mago que conhece os poderes da magia das letras. Se puder, escreva coisas tão difíceis que você mesmo não entenda!
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8. Quando puder - mesmo em reuniões da boemia (copo de uísque ou cerveja) - trate de filosofia. Não existe intelectual, no mundo, que não conheça Sócrates, Platão, Sartre, Camus, Nietzsche, Marx, Engels, Kant etc. Compre um manual resumido de filosofia e saiba um pouco de tudo... De Nietzsche ao existencialismo.
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9. Seja um revolucionário. Caso possível, não participe de agremiações ou grupos que se unem para difundir a cultura. O único grupo que serve para o (pseudo)intelectual é o que faz a pregação da anarquia. Toda revolução defende uma prévia destruição, para uma futura reconstrução. Não é o caso em questão. Um intelectual de espelho, "às avessas", utiliza os outros como escada e destrói sempre. Sempre!
*****
10. Seja mau humorado e fale pouco. Falar pouco não demonstrará qualquer ignorância, apesar de tê-la. Para alguns que o observam, também, o mau humor será sinônimo de sabedoria. Você é um mestre e todos os outros sempre serão os aprendizes! Fique quieto, tenha poucos amigos e crie rugas na testa. Lembre-se disso... Lembre!

Para reflexão: Arnaldo Jabor - Brasileiro é um povo solidário. Mentira. - Brasileiro é babaca.

Arnaldo Jabor

Brasileiro é um povo solidário. Mentira. 

Brasileiro é babaca.


- Brasileiro é um povo solidário. Mentira. Brasileiro é babaca. 
Eleger para o cargo mais importante do Estado um sujeito que não tem escolaridade e preparo nem para ser gari, só porque tem uma história de vida sofrida; 
Pagar 40% de sua renda em tributos e ainda dar esmola para pobre na rua ao invés de cobrar do governo uma solução para pobreza; 
...Aceitar que ONG's de direitos humanos fiquem dando pitaco na forma como tratamos nossa criminalidade. .. 
Não protestar cada vez que o governo compra colchões para presidiários que queimaram os deles de propósito, não é coisa de gente solidária.
É coisa de gente otária.

- Brasileiro é um povo alegre. Mentira. Brasileiro é bobalhão.

Fazer piadinha com as imundices que acompanhamos todo dia é o mesmo que tomar bofetada na cara e dar risada. 
Depois de um massacre que durou quatro dias em São Paulo, ouvir o José Simão fazer piadinha a respeito e achar graça, é o mesmo que contar piada no enterro do pai.
Brasileiro tem um sério problema.
Quando surge um escândalo, ao invés de protestar e tomar providências como cidadão, ri feito bobo.

- Brasileiro é um povo trabalhador. Mentira.

Brasileiro é vagabundo por excelência.
O brasileiro tenta se enganar, fingindo que os políticos que ocupam cargos públicos no país, surgiram de Marte e pousaram em seus cargos, quando na verdade, são oriundos do povo. 
O brasileiro, ao mesmo tempo em que fica indignado ao ver um deputado receber 20 mil por mês, para trabalhar 3 dias e coçar o saco o resto da semana, também sente inveja e sabe lá no fundo que se estivesse no lugar dele faria o mesmo. 
Um povo que se conforma em receber uma esmola do governo de 90 reais mensais para não fazer nada e não aproveita isso para alavancar sua vida (realidade da brutal maioria dos beneficiários do bolsa família) não pode ser adjetivado de outra coisa que não de vagabundo.

- Brasileiro é um povo honesto. Mentira.

Já foi; hoje é uma qualidade em baixa.
Se você oferecer 50 Euros a um policial europeu para ele não te autuar, provavelmente irá preso.
Não por medo de ser pego, mas porque ele sabe ser errado aceitar propinas. 
O brasileiro, ao mesmo tempo em que fica indignado com o mensalão, pensa intimamente o que faria se arrumasse uma boquinha dessas, quando na realidade isso sequer deveria passar por sua cabeça.


- 90% de quem vive na favela é gente honesta e trabalhadora. Mentira..

Já foi.
Historicamente, as favelas se iniciaram nos morros cariocas quando os negros e mulatos retornando da
Guerra do Paraguai ali se instalaram.
Naquela época quem morava lá era gente honesta, que não tinha outra alternativa e não concordava com o crime.
Hoje a realidade é diferente.
Muito pai de família sonha que o filho seja aceito como 'aviãozinho' do tráfico para ganhar uma grana legal.
Se a maioria da favela fosse honesta, já teriam existido condições de se tocar os bandidos de lá para fora, porque podem matar 2 ou 3 mas não milhares de pessoas.
Além disso, cooperariam com a polícia na identificação de criminosos, inibindo-os de montar suas bases de operação nas favelas.

- O Brasil é um pais democrático.. Mentira.

Num país democrático a vontade da maioria é Lei.
A maioria do povo acha que bandido bom é bandido morto, mas sucumbe a uma minoria barulhenta que se apressa em dizer que um bandido que foi morto numa troca de tiros, foi executado friamente. 
Num país onde todos têm direitos mas ninguém tem obrigações, não existe democracia e sim, anarquia.
Num país em que a maioria sucumbe bovinamente ante uma minoria barulhenta, não existe democracia, mas um simulacro hipócrita.
Se tirarmos o pano do politicamente correto, veremos que vivemos numa sociedade feudal: um rei que detém o poder central (presidente e suas MPs), seguido de duques, condes, arquiduques e senhores feudais (ministros, senadores, deputados, prefeitos, vereadores).
Todos sustentados pelo povo que paga tributos que têm como único fim, o pagamento dos privilégios do poder. E ainda somos obrigados a votar. 

Democracia isso? Pense!

O famoso jeitinho brasileiro.
Na minha opinião, um dos maiores responsáveis pelo caos que se tornou a política brasileira.
Brasileiro se acha malandro, muito esperto.
Faz um 'gato' puxando a TV a cabo do vizinho e acha que está botando pra quebrar. 
No outro dia o caixa da padaria erra no troco e devolve 6 reais a mais, caramba, silenciosamente ele sai de lá com a felicidade de ter ganhado na loto.... malandrões, esquecem que pagam a maior taxa de juros do planeta e o retorno é zero. Zero saúde, zero emprego, zero educação, mas e daí?
Afinal somos penta campeões do mundo né?
Grande coisa...

O Brasil é o país do futuro.
Caramba, meu avô dizia isso em 1950. Muitas vezes cheguei a imaginar em como seria a indignação e revolta dos meus avôs se ainda estivessem vivos.
Dessa vergonha eles se safaram...
Brasil, o país do futuro!?
Hoje o futuro chegou e tivemos uma das piores taxas de crescimento do mundo.

Deus é brasileiro.
Puxa, essa eu não vou nem comentar.

O que me deixa mais triste e inconformado é ver todos os dias nos jornais a manchete da vitória do governo mais sujo já visto em toda a história brasileira. 

Para finalizar tiro minha conclusão: 

O brasileiro merece! Como diz o ditado popular, é igual mulher de malandro, gosta de apanhar. Se você não é como o exemplo de brasileiro citado nesse e-mail, meus sentimentos amigo, continue fazendo sua parte, e que um dia pessoas de bem assumam o controle do país novamente.
Aí sim, teremos todas as chances de ser a maior potência do planeta.
Afinal aqui não tem terremoto, tsunami nem furacão.
Temos petróleo, álcool, bio-diesel, e sem dúvida nenhuma o mais importante: Água doce!

Só falta boa vontade, será que é tão difícil assim?




http://www.culturabrasil.org/brasileironaoesolidario.htm

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