sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Artigo do Jornal Expresso Ilustrado - 21 de dezembro de 2012 - O vendedor de Picolés - Parte final - por Giovani Pasini


O vendedor de picolés – Parte final

“Picolé! Sorvete! – Picolé! Sorvete!” As minhas aventuras de “picolezeiro”, junto com os amigos Volnei e Robson Polga, duraram um bom tempo, encerrando-se perto do Natal de 1988. Dentro de nossos sonhos de liberdade, buscávamos guardar os lucros. Lembro que fui ao antigo Banco Meridional e o meu primo Borjão abriu uma conta poupança para mim. Quase um ano depois, eu já tinha um bom dinheiro. Mais importante que isso era o valor sentimental que eu dava para ele, pois fora obtido com muito suor. Atualmente, toda vez que escuto um “Picolé! Sorvete!”, eu giro a cabeça para olhar quem carrega a caixa de isopor. O jovem que trabalha dessa forma deve se orgulhar! Pode até ser que fique cansado, agora, mas no futuro terá ótimas lembranças e diversas façanhas para contar. No meu caso, por exemplo, quando chega o verão, recordo aquele passado feliz, desbravando as ruelas de Santiago. Abandonei o ofício, no final de 1988, para estudar no Colégio Militar de Porto Alegre. Saí daqui chorando, naquele ônibus da meia-noite, rumo à capital gaúcha. Quando o veículo passava pelo trevo, olhando para as luzes da cidade, eu pensei: “Ainda volto para a minha Santiago...”. O desejo seria realizado dez anos depois, como oficial do Exército Brasileiro, vindo a servir no 19º Grupo de Artilharia de Campanha. Já era o ano de 1998 e eu estava muito feliz...

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