segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Comentário de Antonio Santos (ASantix - Portugal) - sobre ensaio de literatura


O amigo correspondente Antonio Santos - ASantix - lá de Portugal realizou um comentário interessante na minha postagem sobre o Ensaio de Literatura Brasileira (CLIQUE AQUI para ler o ensaio).

Achei tão interessante que o transcrevo, na íntegra, logo abaixo. Leia e veja uma opinião sincera sobre a arte literária.

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"Olá Carlos,um ensaio revelador de conhecimento da causa.

Esse drama filosófico, colocado a meio do texto, deixa de o ser quando adotado na escrita. Se alguém pretende escrever, que o faça, sem medos de debitar o que sente, num papel e confiar na caneta.Para mim o melhor de uma leitura é quando essa é influenciada num humilde intimo e renegamos todo um esquema organizativo, "obrigatório" e do sucesso. 

Em Portugal tivemos um grande poeta, António Aleixo, que não sabendo ler, usava a ironia e crítica Social nos seus valiosos versos. O seu semi-analfabetismo fez dele um dos maiores poetas da metade do século XX, deixando obras poéticas para o panorama literário Português.

Todo este panorama mudou. Assumiu-se um papel importante daqueles que sempre gostaram e desejavam expor os seu sentimentos. Conforme eu digo que "hoje qualquer um é cantor" no mesmo acrescento com a escrita. Existem milhares de blogues, redes sociais, book's on-line e muitos mais recursos para que possamos "debitar" o que Nos vai na alma.

Embora ainda se sinta no ar alguma relutância das instâncias do poder, sobre estas exposições literárias,certo é a coragem de quem pela crítica,verso,obra...enfrenta as barreiras daqueles que nos tentam calar e com isto se criou a guerra das palavras. Isto passa-se cá em Portugal e noutros Países. Quantos escritores são humilhados ou proibidos de partilharem os seus sentimentos? Quanta desinformação existe sobre algo que nos iria ajudar? São as guerras de palavras sem fim à vista.Os anónimos poetas neste quadro não entram,porque esses já são calados pela sua falta de organização literária. 

Com tudo isto e muito mais, este ensaio reflecte a mudança, literária, no rompimento de um passado rígido,onde era rei que detivesse uma super "veia" literária.

Mas hoje, o que é ter veia literária,é quem escreve e redige bem,ou é aquele que diz o que lhe vai na alma? 

Nós, opina-dores destas nobres filosofias teremos lugar nas prateleiras literárias?

Sei que há homens educados 
Que tiveram muito estudo. 
Mas esses não sabem tudo, 
Também vivem enganados; 
Depois dos dias contados 
Morrem quando a morte vem. 
Há muito quem se entretém 
A ler um bom dicionário... 
Mas tudo o que é necessário 
Calculo que ninguém tem. 
(António Aleixo)"

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