sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Artigo do Jornal Expresso Ilustrado - 23 de novembro de 2012 - O "mundo" entre aspas - Intercultura e estranhamento


O “mundo” entre aspas
(Educação & Interculturalidade)
Parte III: Intercultura e estranhamento

Tudo o que é novo, na nossa vida, causa um sentimento de “estranho”. Assustar-se com o “nunca visto” reside no fato de que a maioria dos conhecimentos está fora da gente. Por mais estudioso que um humano seja, por mais que se esforçe em aprender, ele sempre será surpreendido pelo desconhecido: nesse momento, a sensação que sentimos, nos conceitos da educação intercultural, é denominada como “estranhamento”. Em virtude de eu ser militar, do Exército Brasileiro, tive a oportunidade de conhecer um pouco do nosso país. Já percorri todas as cinco regiões (Norte, Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste e Sul). Passei por cidades grandes como Belo Horizonte, Brasília, Fortaleza, Natal, Recife, Rio de Janeiro, São Paulo e outras tantas pequenas. As dimensões geográficas do país produzem hábitos distintos, culturas específicas, o que nos faz enaltecer o fato de termos permanecidos unidos, como uma nação única, no decorrer da história. Essa pluralidade provoca, entre os patrícios, situações de “estranhamento”. Esse, quando ocorrer, deverá ser encarado como um processo natural, pois não estamos acostumados a tudo. A intercultura, por assim dizer, refere-se a um campo complexo de relacionamentos, onde interagem múltiplos sujeitos, de perspectivas variadas e diversos contextos (sociais, históricos, geográficos etc.). A intercultura, sob o foco da educação, permite que possamos respeitar todas as sociedades e indivíduos. Não existirá, nessa ótica, uma relação unidirecional. Não teremos o melhor e o pior, somente o outro - que será, geralmente, diferente.

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