sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Artigo do Jornal Expresso Ilustrado - 16 de novembro de 2012 - O "mundo" entre aspas - (Educação & Interculturalidade) - Parte II: Entre-lugares

O “mundo” entre aspas
(Educação & Interculturalidade)
Parte II: Entre-lugares

No último artigo conversamos sobre o tempo, o espaço e como eles se confundem, na atualidade. O jovem de hoje consegue visitar a Itália, o Japão, a Grécia e tantos outros locais, sem sair do quarto. Melhor ainda, pode praticar qualquer idioma, se quiser, contatando virtualmente outras pessoas. Isso facilitou um afastamento das singularidades de pequenas cidades, como Santiago. Quero dizer, o “bairrismo”, que há pouco era comum em nosso município, tende a ser extinto. Lembro que li, nos blogues de nossa região, sobre uma discussão a respeito de um indivíduo que não era nativo (santiaguense) ser desmerecedor de participar das decisões municipais. Sobre o fato: despropósito que se esvazia, como o passado. Tempo e espaço. O que é crucial, na contemporaneidade, é que a identidade humana extrapola as antigas sociedades hermeticamente fechadas, pois elas já quase não existem. A educação intercultural propõe a criação de sujeitos “entre-lugares”, ou seja, que respeitam todos os tipos de culturas, independentemente de suas diferenças. A aldeia indígena incomunicável, no meio do Amazonas, não é pior ou melhor que a brasileira. As duas sociedades são distintas, mas similares em importância. A diversidade cultural, entretanto, é maior no resto do Brasil, somente pelo fato de termos contato com vários hábitos, de distintos países. A tendência do futuro é termos cidadãos multiculturais, abertos, transitando por inúmeras localidades, sem preconceitos com os outros. A inteligência do futuro começará com a palavra “intercâmbio”. A sociedade desse milênio será o mundo.

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