sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Artigo do Jornal Expresso Ilustrado - 05 Outubro 2012 - O celeiro e a formiga - por Giovani Pasini


O celeiro e a formiga

Era uma vez um grande celeiro. O seu espantoso tamanho, de leste a oeste, de norte a sul, chamava a atenção de qualquer humano na face da terra. Nele, estavam depositadas as provisões futuras de um povo sofrido, cansado, desgastado; mas que se achava feliz. Certo dia, uma formiga percebeu que boa parte dos suprimentos, uma parcela alarmante, estava podre ou iniciava a se decompor. As dimensões daquela saúva, em comparação ao bossal armazém, poderiam causar gargalhadas em qualquer um. Entretanto, alheia ao possível cinismo, começou a transportar os alimentos bons para outro local: ergueu a cabeça, arregaçou as mangas, pegou a caixa de giz e foi trabalhar. Ela sabia que um alimento deteriorado estragaria o outro. De início, a sua ação não modificou nada... ou quase nada! A velocidade que as provisões apodreciam era bem maior que a de seu esforço para salvá-las. Contudo, ela não desistiu. Aquele celeiro não conseguiria imaginar o quanto ela, como formiga, possuía de força no coração. Agarrou o  caderno de chamada e continuou a investir no trigo. Parecia que coisa alguma iria mudar; todavia, tempo depois, a formiguinha sentiu que a sua dedicação não havia apenas somado, mas multiplicado esforços. Ao olhar para o lado, ela notou que incontáveis colegas e aprendizes haviam colocado a toga; e se posto a trabalhar. O amontoado de suprimentos bons começava a crescer consideravelmente. As suas atitudes positivas e construtivas, dignas de um anjo, eram espalhadas de forma que ninguém mais conseguiria evitar. Sem imaginar o quanto, a sociedade começava a mudar.

Aos professores (parte 1) – pelo dia 15 de outubro.

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