sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Artigo do Jornal Expresso Ilustrado - 17 de agosto de 2012 - Tragicomédia - por Giovani Pasini


Tragicomédia

Esse é um artigo preconceituoso. É importante o leitor estar preparado, para não ser enrolado por ele. Todavia, como todo humano é um poço de conceitos, esse texto merece ser publicado, apesar de negativo. Confesso que já achei que nós, brasileiros, fossemos uma nação sem memória. Poderia se dar outros adjetivos ao nosso povo, alguns pejorativos: modesto, inocente, ingênuo, inábil, massa de manobra, dígitos de pesquisa, entre tantos. A qualidade mais atual que se poderia lançar é a de trágico. A nossa perseguição com as novelas mexicanas é inconsistente e não deveria ocorrer. Somos injustos em taxá-las de melodramas excessivos, ainda mais quando essa é a nossa principal característica: tragicomédia. Os escândalos de corrupção (vertendo feito cachoeira); o julgamento do “mensalão”, que ocupa boa parte do tempo da mídia – essas demonstrações cancerígenas – são capítulos de uma frágil demagogia, digo, democracia. A personalidade que mais representa a pureza brasileira é a do cidadão Luís Inácio da Silva: segundo o que passa na TV, ele ficou na sala de um apartamento, bebendo um pouco de cachaça com dito amigo (réu), sem saber o que ocorria no outro cômodo (possíveis falcatruas). Ah, deus do céu! Quanta inocência e comicidade. Como nós gostamos de tragédias! Peço socorro para Jocasta, Édipo e Laio. A Mandala retornou para a telinha, junto com a chapeuzinho vermelho, o chapolin colorado e o saci-pererê. Seria engraçado, se não fosse trágico. Como já foi dito, esse é um artigo negativo. Contudo, não é de todo mentiroso; exceto pelas fábulas e fraudes supracitadas.

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