quinta-feira, 19 de julho de 2012

Artigo do Jornal Expresso Ilustrado - 20 Jul 2012 - O martelo e a bigorna - por Giovani Pasini


O martelo e a bigorna

No último artigo coloquei, intencionalmente, os professores como oprimidos pela sociedade e ressaltei o descaso dos políticos em relação à educação brasileira. Ora, sabe-se que tanto os políticos quanto os professores fazem parte da sociedade, ou seja, eles estão englobados pela coletividade. Contudo, analisar o grupo, separadamente, facilita a compreensão da ideia que se deseja transmitir. Portanto, se você consegue ler essa coluna (fico feliz que o faça), possivelmente já teve, no mínimo, um professor. A docência é um trabalho silente, mas essencial à formação da intelectualidade de um país. Mais que isso, ela se torna o veículo fundamental para a transmissão da aprendizagem e, por consequência, a melhor forma de difusão da cultura. Não adianta adquirirmos uma postura liberal (por exemplo: não existem intelectuais) se o raciocínio lógico (intelectual) melhora com a qualidade da educação (e da leitura). Quero dizer, a nossa falsa democracia, de maneira geral, possui representantes que não dão valor à magia educativa da sala de aula. A relação “professor-aluno” é uma via de mão dupla: uma nação é construída dentro das paredes da escola, que também é política. Não podemos confundir, no entanto, a política com o partidarismo. O mestre deve perceber que é o componente mais importante para a mudança social: só ele poderá modificar o Brasil, para sairmos dessa vergonha nacional. As palavras do educador se tornam um martelo, ao moldar as espadas do conhecimento e da moral, sobre essa bigorna inocente que é a sociedade brasileira.

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