sexta-feira, 13 de julho de 2012

Artigo do Jornal Expresso Ilustrado - 13 de julho - Abecedário - por Giovani Pasini


Abecedário

A,b,c,d,e,f,g... O alfabeto brasileiro seria tão bonito se fosse respeitado. A nossa língua, descendente de Camões, agoniza com a desmoralização das letras. Aliás, estamos colocando as ciências exatas e as humanas no fundo do poço. Existe uma crise na educação brasileira, o que culminou com a greve de 95% das universidades federais. Só que o colapso educativo não é culpa dos professores; a responsabilidade é nossa, da sociedade. Tornou-se um costume esquecermos do educador. Não importa se eles são forçados a ter dois ou três empregos para sustentar a família. Não interessa se os docentes ministram várias aulas (manhã, tarde e noite) para conseguir comer e pagar a conta de luz. O que importa, realmente, é se os nossos filhos passam de ano, mesmo com o ensino deficitário. Essa realidade tem que mudar. A escola que existe hoje, a verdadeira, está desmotivada e jogada a mercê da própria sorte. De maneira geral, os vermes corroem as entranhas da sala-de-aula; detalhe: “vermes-humanos”. Não adianta maquiarmos as estatísticas, fruto de sonatas politiqueiras. A verdade, nua e crua, é que a única motivação que existe para o docente, chama-se automotivação. A dignidade moral dos professores está enterrada pelos salários desgastados e pela desconsideração da sociedade que não reivindica uma atitude positiva dos governantes. Essa impotência de “carneiro” deve acabar, de uma vez por todas! Temos que cobrar um respeito maior para os mestres, a profissão mais admirável do mundo. Chega de um país corrupto e mal educado. Afinal, a educação também é um tipo de política.

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