quinta-feira, 5 de julho de 2012

Artigo do Jornal Expresso Ilustrado - 06 de julho de 2012 - Argumentum ad hominem - por Giovani Pasini


Argumentum ad hominem

Hoje, 6 de julho, começa o período eleitoral. Como o assunto é sério, resolvi escrever uma coluna para os eleitores. Quero dizer, apresentarei um artigo para cidadãos. Não que os políticos não sejam cidadãos, ao contrário, todo indivíduo que pretende se tornar “público” deve possuir pensamentos nobres. Os vereadores da Suécia, por exemplo, não recebem salário (e tal fato ocorre em outros países). Egoísmo é a fonte da corrupção. Política é doação e não usurpação. O mais importante destas linhas, portanto, é mostrar a tática do mau político (mal intencionado), que utilizará as ferramentas do “argumentum ad hominem” (do latim: argumento dirigido à pessoa). Esse tipo de oratória possui três variantes:
1. O ataque pessoal direto (agride qualquer aspecto do concorrente, tais como: o caráter, a honestidade e a honra).
2. O ataque pessoal indireto (insinua que o oponente é inexperiente, ou tem a visão parcial sobre o assunto, ou seja, ele não sabe o que fala).
3. Apresentação de contradições do adversário, entre as ações e as palavras (muito utilizado na política, para mostrar divergências no antagonista).
Essas três variantes possuem a lógica de uma falácia (enganação), muito comum nos debates da atualidade. Ferramentas podres, mas eficazes, para desmerecer o outro. A realidade – perceba antes de votar – é que o bom político utilizará o tempo (TV, rádio, comícios) para apresentar projetos para o futuro. O “politiqueiro” irá denegrir os adversários, visando o poder, mostrando que não é o pior.

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