terça-feira, 26 de junho de 2012

Saudosismo santiaguense



Saudades de Santiago do Boqueirão.

A distância é interessante. 
Quando você sai de seu mundo (a terra natal), os problemas e as discussões distanciam. Elas perdem a importância do passado.

A teoria que se aviva, nos meus olhos, é que as cidades pequenas não são ruins, como muitos falam. 
A principal característica negativa, dizem, é que todo mundo cuida de todo mundo. As terríveis fofocas.

A realidade é que esse conceito é ambiguo.

Quero dizer, a proximidade proporciona o calor humano. Contudo, os defeitos aparecem mais, ficam destacados, pois estamos "colados" com o outro.
Portanto, não é maldade, mas proximidade.
Cidades grandes - no meu caso Recife (Olinda) - a distância do vizinho é infindável.

Parece-me, caro leitor, que toda vez que me aproximo de minha terra natal, os meus defeitos são maximizados.
Também, em Santiago, é que tenho os melhores amigos e de onde recebo os melhores frutos.

Decida-se! É bom ou ruim?

Nem bom, nem ruim. É pequeno, próximo e delimitado. Só isso.

Bons ou ruins serão os seus olhos.
"Nós não olhamos o mundo como ele é, mas como nós somos".

Particularmente, prefiro Santiago do que as grandes metrópoles. O silêncio é fundamental. Na minha região, paralelo ao silêncio citadino, ainda existe o silêncio rural.

O barulho, no pampa central, se encontra no pensamento dos cidadãos (e dos vizinhos). 

Parabenizo o texto do escritor Ruy Gessinger (CLIQUE AQUI). Ajuda a pensar.

Um comentário:

  1. Santiago do Boqueirão...algum dia fomos vizinhos...Um abraço.

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Agradeço o tempo investido nesta comunicação.

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