segunda-feira, 4 de junho de 2012

Poema "Politiké" - poema modernista (antropofágico)



POLITIKÉ
Dedicado à "Maldita dura" de 2012


O governo aos políticos;
a política aos civilizados;
a politicagem aos desmiolados;
o poder aos desmantelados.

Três poderes?
Bah!
Coisa do passado!
Uma Estrela, por um frango assado.
Um Cachoeira, por um mensário.

Um "EX" preside
uma reunião
para presidiários.

Tentativa de (des)arranjo desonesto
que na politiké
chamam somente de ARRANJO.

"Tupi or not Tupi,
that is the question.
Só a antropofagia nos une.
Socialmente. Economicamente. Filosoficamente."

Ainda falam de ditadura?
Mal dita essa dura ignorância
que é dura
dura, dura, dura
e não é doce, como a rapadura.

Quero um chiclete de hortelã,
para mascar a falsa democracia,
de plutocratas disfarçados (falsários)
conduzindo um coió 
e uma coió!
(e acham que são inteligentes.)

Usar DIU mala.
Lulu Lulu Lulu!
Lala Lala Lala!
DIU mala?
Nada retém os abusos gramscianos
- estupros midiáticos -
que insistem em parir monstros
geopolíticos.

Ah!
A politiké é tão bela!
Vejo nela 
- uma cadela -
Teratológica (que está no cio!) 
reinando (ou ex-presidindo)
e aceita tudo
(até o enterrar da própria moral)
para engravidar 
do máximo de votinhos.

Em Brasília, 19 horas:
4 de junho de 2012,
Brasil,
roube-o ou deixe-o.

Um comentário:

  1. Valeu cara!

    Caraca, mandou bem com esse poema.

    Muito bom, gostei mesmo.

    Zeca B.

    ResponderExcluir

Obrigado por deixar o seu comentário neste blog.
Agradeço o tempo investido nesta comunicação.

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...