sexta-feira, 29 de junho de 2012

Artigo Jornal Expresso Ilustrado - 29 de junho de 2012 - Festa tradicional - por Giovani Pasini


Festa tradicional

Festa junina. São João, São Pedro, Santo Antônio. Fogueiras, fogos e danças. Pipoca, quentão e milho verde. Época interessante para engordar, namorar e ser feliz. De acordo com os historiadores, essa comemoração foi trazida ao Brasil pelos portugueses, ainda no período colonial, como uma festividade religiosa. Da França veio a dança marcada, dos nobres, que influenciou as típicas quadrilhas (digo: grupos folclóricos e não bando de corruptos em conluio). Da China incorporamos o costume de soltar fogos de artifício. Dos portugueses a dança de fita, comum na península ibérica. Os índios e os afros contribuíram bastante, nas comidas típicas dessa tradição. Nesse período do ano, com o Minuano, as banderinhas tremulam, enchendo de cores o “Boqueirão”. Imagens do passado retornam claras à memória, como se fossem gotas de chuva na janela. O saudosismo relembra as grandes fogueiras, da época de criança, perto do colégio Cristóvão Pereira, onde o frio gaúcho, com seu cheiro e sua alma, misturado com a fumaça dos churrasquinhos improvisados, criavam representações únicas. Não se pode pensar em festa junina sem lembrar da boca: bolo de milho, canjica, pé de moleque, fubá, amendoim, algodão doce e... beijos (doados ou roubados!). Festa junina também é sinônimo de inocência: um sorriso de criança, com chapeuzinho de palha e bolinhas pintadas na cara. Festa junina é paixão. Um amor, talvez, fruto da ajuda merecida do Santo Antônio casamenteiro, nessa alucinação fascinante que é o relacionamento humano.

2 comentários:

  1. Olá, Giovani. Gostaria de agradecer por estar seguindo meu blog - já o estou seguindo, também. É sempre uma honra.

    Até.

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  2. Olá Giovani,um artigo que me é familiar, devido à nacionalidade que detenho, Portuguesa, e de pertencer à segunda maior Cidade do País,Porto, onde os festejos, dessa festa, são o acontecimento mais importante da Cidade e do Ano.

    Essa festa, reveste-se de magia e misticismo relacionado a "sortes" amorosas, encantamentos e divinações, de igual forma, à felicidade no casamento e saúde; também a antigos cultos, pagãos, do Sol e do fogo,ervas bentas,orvalho,fogueiras,água dos rios,mar e fontes.

    Nessa maior noite do Ano, diz-se que: quem saltar uma fogueira, em numero ímpar, de saltos, e no mínimo três vezes, fica protegido para o resto do Ano de todos os males;as cinzas, da fogueira saltada, curam certas doenças de pele.

    Os foliões terminam a noitada na foz do rio. Antes de o Sol nascer tomam-se banhos, para certos males, que valem por nove;

    Que as orvalhadas,tidas como saliva ou suor dos Deuses, purificam a fecundidade. Sempre que uma mulher se rebole, de madrugada, nas ervas húmidas dos campos, fica apta para conceber.

    É uma festa mágica que, desde a Idade Média, acontece por todo o País, onde mais crenças e mistificações se revelam.

    E para terminar, Giovani, deixo aqui uma, das milhares,quadras alusivas à magia do encantamento:

    "Fogo no sargaço,
    saúde no meu braço.
    Fogo no rosmaninho,
    saúde no meu peitinho.

    Obrigado por me fazeres reviver um acontecimento da minha jovem existência,que hoje nada é igual ao antes.
    Abraço

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Agradeço o tempo investido nesta comunicação.

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