sábado, 30 de junho de 2012

Fragata União - Missão de Paz no Líbano (G1) - atraca em Recife (Visitamos a Fragata)


Fragata União atraca no Recife

 

após missão de paz no Líbano


Militares foram combater a entrada ilegal de armas no Oriente Médio.
Fragata ficará aberta à visitação neste sábado (30) e domingo (1º).

Do G1 PE
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Fragata União atraca no Recife após missão de paz no Líbano (Foto: Katherine Coutinho/G1)A Fragata União (45) atracou no cais do Porto do Recife por volta das 8h desta quinta-feira (28). A embarcação da Marinha do Brasil passou seis meses no Líbano, em missão de paz. "Saímos do Líbanos no dia 21 de maio. Nossa missão lá foi combater a entrada ilegal de armas no Líbano, em conjunto com outros nove navios", explica o comandante da fragata, Ricardo Gomes. Neste sábado (30) e domingo (1º), a fragata vai estar aberta para visitação de 14h às 17h, no Terminal de Passageiros do Porto do Recife, com entrada gratuita. "Com militares como guia, a população vai poder conhecer nosso armamento, mísseis, helicóptero, além de poder perguntar sobre a experiência no Oriente Médio", adianta Ricardo. (Foto: Katherine 





































VISITA QUE FIZEMOS À FRAGATA UNIÃO


Eu, a Karla, o Dudu e a Amanda fizemos uma visita à Fragata União, que atracou em Recife, após missão de paz no Líbano.

O navio é muito bonito e foi uma oportunidade interessante.

Veja as fotos:










Titanic?







E-mail recebido do Oracy Dornelles - Túlio Piva, o mais improvável do samba


Amigos que tão chegando agora: pra ver os links e pra comentar os textos, o melhor é ir no site > http://sul21.com.br/jornal/2012/06/tulio-piva-o-mais-improvavel-samba/ Toda e qualquer observação é mais do que bem vinda, essencial. Beijo nas mina e abrazzo nos mano.

Outra coisa: quem quiser os capítulos anteriores embrulhadinhos, cada um num arquivo de word, me pede que eu mando.

Túlio Piva, o mais improvável samba
O Sul21 está publicando, em capítulos, o livro Uma História da Música de Porto Alegre, do compositor e jornalista Arthur de Faria. Aqui, os capítulos já publicados.

Quem diria: flautista
– Como é que um cara lá do meio do mato, de Santiago do Boqueirão, me sai sambista?
Essa foi a pergunta que o então jovem jornalista e radialista Paulo Deniz fez pra seu colega Carlos Nobre. O ano era 1954 e Nobre puxara Deniz prum canto dos estúdios da Rádio Gaúcha para apresentá-lo ao farmacêutico prático Túlio Simas Piva. Nascido dia quatro de dezembro de 1915, Túlio era, então, um ilustre desconhecido em Porto Alegre – mas habitué das rodas boêmias locais, frequentadas pelo futuro humorista Nobre.
Volta e meia ele se tocava da sua missioneira Santiago do Boqueirão (450 km a noroeste de Porto Alegre, quase fronteira com a Argentina) pra mostrar pros amigos da Capital os sambas que compunha com aquela batida de violão que começava a se fazer cada vez mais comentada.
O curioso é que a Santiago de então era uma cidade do… tango. Quem ditava o sucesso eram as rádios Belgrano e El Mundo, transmitindo direto de Buenos Aires – e o ritmo portenho era a base do repertório das serenatas que Túlio liderava pela cidade. Mais ainda: até os 25 anos, Túlio Piva era tangueiro de carteirinha. Também gostava um tanto de música regionalista gaúcha, a ponto de apresentar um programa na rádio local com esse repertório, chamado Coisas do Rio Grande. Samba, só se houvesse um bom motivo.
Como em 1932. Aos 17 anos, viajou de Santiago a Porto Alegre pra ver Os Azes do Samba. Ok, você não lembra: Noel Rosa, Francisco Alves, Mário Reis, Nonô e o bandolinista gaúcho Pery Cunha, todos juntos, em excursão conjunta pelo sul. Vale reler, no capítulo anterior, o encontro de Lupicínio Rodrigues com os Azes.
Mas a prova definitiva do sujeito peculiar que era Túlio, é que o boêmio-família começou a compor quando… casou! A data é 1940. E aí você pensa: o cara fez um tango, certo? Errado. Em vez de tango ou milonga, veja só, saiu um samba! E sambão: Tem Que Ter. Música essa que permaneceria inédita por 16 anos, até o encontro citado cinco parágrafos atrás.
Tem Que Ter, sua primeira música, seria também seu maior hit, para sempre.
A letra, mais simples e didática impossível, dizia:
O samba, pra ser samba brasileiro
Tem que ter pandeiro, (oi, diz que tem!) tem que ter pandeeeeiro
O samba, pra ser samba na batata
Tem que ter mulata, tem que teeeeer mulaaaata
O grande achado era a peculiar batida no violão. Um negócio que contrariava várias lógicas da execução violonística mas, surpreendentemente, funcionava. Túlio usava as cordas graves mais como um surdo do que propriamente para fazer harmonia, e as agudas pareciam sintetizar algo entre os tamborins e os taróis de uma escola de samba. E era isso que, lá no começo do texto, Paulo Deniz tinha acabado de escutar – e adorado. Tudo isso exatos dez anos antes de Jorge Ben ganhar o Brasil pelo mesmo mérito: uma peculiar batida de samba no violão.
Ou seja: voltamos a 1954.

Cool é apelido: o segundo disco do Baldauf
Mal ouviu a canção, Deniz rebocou seu compositor direto para o ensaio do recém-fundado ConjuntoMelódico de Norberto Baldauf, então num momento de ascensão meteórica. Baldauf ficou encantado com o suingue e a originalidade daquilo, num momento em que ambas qualidades – suingue e originalidade – estavam em alta no mercado. Acertou ali mesmo uma promessa: ia gravar. Demorou, mas cumpriu: dois anos depois, tá ela lá, em Ritmos da Madrugada nº 2, segundo LP do Conjunto.

Suíngue é apelido: o LP do Germano, ainda broto
Começaria ali a carreira discográfica de Tem Que Ter… (que viraria Tem Que Ter Mulata só anos mais tarde, a partir da gravação do sambista paulista Germano Mathias) Registrada em dezenas de discos no Brasil, Venezuela, Estados Unidos e até na Rússia, a música rendeu a Túlio algumas gratas surpresas. Como a que teve numa tarde de Carnaval em que passeava por Montevidéu. Lá longe, ouve aproximar-se uma murga – o bloco de carnaval deles. E o que vinham tocando, na maior animação? …debe tener mulata, debe tener mulata...
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Ainda motivado por aquele impacto inicial, Deniz lhe carrega para o exclusivíssimo Clube da Chave, que reunia a nata boêmia da cidade. Era lá que ele, Deniz, já respeitado no rádio, promovia o Encontro com Gente Nova. E mesmo que essa novidade estivesse às portas dos 40 anos de idade, o sucesso foi igual. Imediatamente Glênio Peres, também boêmio e radialista, convida Túlio para seu programa A Saudade Bate à Sua Porta, na Rádio Farroupilha.
Foram tantas emoções em tão curto espaço de tempo que o pacato cidadão voltou pra Santiago tão empolgado quanto confuso. Era um responsável empresário e pai de família (o que seria por toda a vida, como bem caracterizou o genro Jayme: Túlio era boêmio do lar, fumava e bebia moderadamente. Inclusive não sabia beber, cometendo heresias, tais como misturar uísque com guaraná ou vinho tinto com refrigerantes).


Uma das primeiras fotos na condição de "artista"
Mas, como o próprio Túlio escreveria anos mais tarde, com o casamento e o samba, uma transformação se deu em minha vida, uma verdadeira mudança de hábitos e costumes. O boêmio que eu era, parceiro das madrugadas, das tertúlias e serestas, deu lugar ao homem sério, voltado para o lar e para o trabalho. E, curiosamente, foi aí que nasceu o compositor, pois até então eu só cantava a música dos outros.
Leva um ano pra convencer a família. Mas em 1955 se manda pra Capital com malas e bagagens. Para um cidadão da fronteira – filho de um bem estabelecido comerciante italiano com uma professora brasileira – Porto Alegre resplandecia como uma Pasárgada de possibilidades. E ele sabia que não dava pra perder essa segunda chance.
Afinal, a primeira ele perdera.
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Em 1941 ele fora à capital com uma missão: pedir para o pianista e compositor Paulo Coelho passar pra partitura justamente Tem Que Ter. Era a forma de inscrevê-la num concurso da Rádio Nacional do Rio de Janeiro e ninguém em Santiago do Boqueirão sabia ler ou escrever música.
Paulo, que já estava doente, morreu pouco depois (vale dar uma relida no capítulo referente a ele). Pra completar a sensação de que a canção parecia ser um pé-frio em forma de samba, meses depois a partitura chega de volta à casa de Túlio, em Santiago, num envelope postado direto da Rádio Nacional. Com um imenso carimbo vermelho escrito: Recusado!
Dez anos depois, em 1950, ele tentaria de novo um concurso de rádio, dessa vez promovido pela Rádio Farroupilha, e ganharia em duas categorias: melhor samba e melhor marcha. Só que, pelo jeito, isso não deu maior repercussão: quando finalmente mudou-se pra Porto Alegre, apenas cinco anos depois, ninguém lembrava disso.
Mas desta vez ele tinha decidido: ia ser pra valer.
Drogaria Piva foi instalada na Rua da Praia (Rua dos Andradas) quase com a Dr. Flores, coração da cidade. Era uma versão reduzida e mais específica da Casa Piva, fundada pelo pai de Túlio décadas antesem Santiago. Em Santiago, a Casa Piva ocupava uma quadra inteira – e ali o guri tinha crescido atendendo no balcão e vendo o sucesso de produtos como o sabonete Limol, conhecido em todo o Rio Grande do Sul.

Animação não parecia ser o forte da família Piva - ao menos na frente do poderoso chefão italiano da casa.
Pois em 1956 a Drogaria Piva fervia como Alka-Setzer, convertido em ponto de encontro vespertino da boemia porto-alegrense. Neste mesmo ano passa uma temporada em Montevidéu, tocando com sucesso nas rádios e casas noturnas (o que explica a murga de anos mais tarde). Na volta, graças à repercussão da estada uruguaia, é contratado pela Rádio Gaúcha. A coisa começava a engrenar.
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Semana que vem seguimos com a surpreendente descoberta de Túlio pela juventude.
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Aqui no nosso novo soundcloud, vai começar a rolar um tanto de Túlio.

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Viagem no tempo - essa postagem fará o leitor voltar ao passado!

Recebi um e-mail, do professor Celso Ilgo Henz, com fotos de objetos do passado.

É uma linda viagem no tempo...

CUIDADO!!!! Se você tiver COMPLEXO DE VELHICE, talvez seja melhor não continuar...

Agora, tente LEMBRAR O NOME ou a IMAGEM de alguns dos objetos que serão apresentados, caso você resolva clicar no "MAIS INFORMAÇÕES"

Eu fiquei feliz em rever imagens que eu não via há muito tempo.

Clique logo abaixo (cerca de 50 fotos)

Artigo Jornal Expresso Ilustrado - 29 de junho de 2012 - Festa tradicional - por Giovani Pasini


Festa tradicional

Festa junina. São João, São Pedro, Santo Antônio. Fogueiras, fogos e danças. Pipoca, quentão e milho verde. Época interessante para engordar, namorar e ser feliz. De acordo com os historiadores, essa comemoração foi trazida ao Brasil pelos portugueses, ainda no período colonial, como uma festividade religiosa. Da França veio a dança marcada, dos nobres, que influenciou as típicas quadrilhas (digo: grupos folclóricos e não bando de corruptos em conluio). Da China incorporamos o costume de soltar fogos de artifício. Dos portugueses a dança de fita, comum na península ibérica. Os índios e os afros contribuíram bastante, nas comidas típicas dessa tradição. Nesse período do ano, com o Minuano, as banderinhas tremulam, enchendo de cores o “Boqueirão”. Imagens do passado retornam claras à memória, como se fossem gotas de chuva na janela. O saudosismo relembra as grandes fogueiras, da época de criança, perto do colégio Cristóvão Pereira, onde o frio gaúcho, com seu cheiro e sua alma, misturado com a fumaça dos churrasquinhos improvisados, criavam representações únicas. Não se pode pensar em festa junina sem lembrar da boca: bolo de milho, canjica, pé de moleque, fubá, amendoim, algodão doce e... beijos (doados ou roubados!). Festa junina também é sinônimo de inocência: um sorriso de criança, com chapeuzinho de palha e bolinhas pintadas na cara. Festa junina é paixão. Um amor, talvez, fruto da ajuda merecida do Santo Antônio casamenteiro, nessa alucinação fascinante que é o relacionamento humano.

quarta-feira, 27 de junho de 2012

E-mail recebido - indignação de professores e cidadãos

Recebi um e-mail de um professor e amigo da UFSM. Uma daquelas mensagens coletivas, que reenviamos aos conhecidos (para refletir). Torno público, pois além da brincadeira, existe um toque de cidadania.

Eu coloquei as imagens mais brandas, até por características do meu blog. Não sei as fontes das montagens e charges, pois não existia no e-mail.

O importante é que o povo está deixando de ser bobo!
















Fábio Monteiro lança livro sobre Teixeirinha - dia 30 de junho de 2012

Fábio Monteiro
O escritor Fábio Monteiro, santiaguense, lançará um livro sobre o cantor Teixeirinha, intitulado "Meu ídolo Teixeirinha".  O evento será às 19 horas, do dia 30 de junho de 2012 (sábado), no auditório Caio Fernando Abreu, na Câmara dos Vereadores de Santiago. O evento contará com a presença de Elisabeth Teixeira, filha do falecido cantor.

Divulgamos a atividade cultural aos leitores, que merece ser prestigiada, principalmente para quem gosta de ler e, também, para quem conheceu a música do Teixeirinha. Quem nunca ouviu falar sobre ele, vale a pena ter contato. Participem!
 
Parabéns ao Fábio Monteiro, pelo lançamento de mais uma obra importante.
 
"O maior golpe do mundo; que eu tive em minha vida; foi quando aos 9 anos;  perdi minha mãe querida..."

terça-feira, 26 de junho de 2012

Saudosismo santiaguense



Saudades de Santiago do Boqueirão.

A distância é interessante. 
Quando você sai de seu mundo (a terra natal), os problemas e as discussões distanciam. Elas perdem a importância do passado.

A teoria que se aviva, nos meus olhos, é que as cidades pequenas não são ruins, como muitos falam. 
A principal característica negativa, dizem, é que todo mundo cuida de todo mundo. As terríveis fofocas.

A realidade é que esse conceito é ambiguo.

Quero dizer, a proximidade proporciona o calor humano. Contudo, os defeitos aparecem mais, ficam destacados, pois estamos "colados" com o outro.
Portanto, não é maldade, mas proximidade.
Cidades grandes - no meu caso Recife (Olinda) - a distância do vizinho é infindável.

Parece-me, caro leitor, que toda vez que me aproximo de minha terra natal, os meus defeitos são maximizados.
Também, em Santiago, é que tenho os melhores amigos e de onde recebo os melhores frutos.

Decida-se! É bom ou ruim?

Nem bom, nem ruim. É pequeno, próximo e delimitado. Só isso.

Bons ou ruins serão os seus olhos.
"Nós não olhamos o mundo como ele é, mas como nós somos".

Particularmente, prefiro Santiago do que as grandes metrópoles. O silêncio é fundamental. Na minha região, paralelo ao silêncio citadino, ainda existe o silêncio rural.

O barulho, no pampa central, se encontra no pensamento dos cidadãos (e dos vizinhos). 

Parabenizo o texto do escritor Ruy Gessinger (CLIQUE AQUI). Ajuda a pensar.

E-mail do escritor Oracy Dornelles - Voto semi-aberto

Oracy Dornelles (Foto Márcio Brasil)
 
Voto semi-aberto
Li no Blog do Júlio sobre o voto aberto do Pasini escolhendo para prefeito Júlio Ruivo. Aproveito a oportunidade também para lançar aqui meu voto. Só que ele será semi-aberto. Meu candidato a prefeito para Santiago será uma pessoa competente, amiga, correta e de muita  luz e esperança para o futuro. No meu envelope escrevi  as duas letras principas de seu nome e sei que todos os intelectuais e principalmentede os poetas de nossa terra irão gostar. 
As letras são: J R.  
(Oracy Dornelles)  

Conto do Millôr Fernandes - O Abridor de Latas


O abridor de latas
 Millôr Fernandes

Pela primeira vez no Brasil um conto escrito inteiramente em câmera lenta.

Quando esta história se inicia já se passaram quinhentos anos, tal a lentidão com que ela é narrada. Estão sentadas à beira de uma estrada três tartarugas jovens, com 800 anos cada uma, uma tartaruga velha com 1.200 anos, e uma tartaruga bem pequenininha ainda, com apenas 85 anos. As cinco tartarugas estão sentadas, dizia eu. E dizia-o muito bem pois elas estão sentadas mesmo. Vinte e oito anos depois do começo desta história a tartaruga mais velha abriu a boca e disse:
- Que tal se fizéssemos alguma coisa para quebrar a monotonia dessa vida?
- Formidável - disse a tartaruguinha mais nova 12 anos depois - vamos fazer um piquenique?
Vinte e cinco anos depois as tartarugas se decidiram a realizar o pique-nique. Quarenta anos depois, tendo comprado algumas dezenas de latas de sardinha e várias dúzias de refrigerante, elas partiram. Oitenta anos depois chegaram a um lugar mais ou menos aconselhável para um piquenique.
- Ah - disse a tartaruguinha, 8 anos depois - excelente local este!
Sete anos depois todas as tartarugas tinham concordado. Quinze anos se passaram e, rapidamente elas tinham arrumado tudo para o convescote. Mas, súbito, três anos depois, elas perceberam que faltava o abridor de latas para as sardinhas.
Discutiram e, ao fim de vinte anos, chegaram à conclusão de que a tartaruga menor devia ir buscar o abridor de latas.
- Está bem - concordou a tartaruguinha três anos depois - mas só vou se vocês prometerem que não tocam em nada enquanto eu não voltar.
Dois anos depois as tartarugas concordaram imediatamente que não tocariam em nada, nem no pão nem nos doces. E a tartaruguinha partiu.
Passaram-se cinquenta anos e a tartaruga não apareceu. As outras continuavam esperando. Mais 17 anos e nada. Mais 8 anos e nada ainda. Afinal uma das tartaruguinhas murmurou:
- Ela está demorando muito. Vamos comer alguma coisa enquanto ela não vem?
As outras concordaram, rapidamente, dois anos depois. E esperaram mais 17 anos. Aí outra tartaruga disse:
- Já estou com muita fome. Vamos comer só um pedacinho de doce que ela nem notará.
As outras tartarugas hesitaram um pouco mas, 15 anos depois, acharam que deviam esperar pela outra. E se passou mais um século nessa espera. Afinal a tartaruga mais velha não pôde mesmo e disse:
- Ora, vamos comer mesmo só uns docinhos enquanto ela não vem.
Como um raio as tartarugas caíram sobre os doces seis meses depois. E justamente quando iam morder o doce ouviram um barulho no mato por detrás delas e a tartaruguinha mais jovem apareceu:
- Ah, murmurou ela - eu sabia, eu sabia que vocês não cumpririam o prometido e por isso fiquei escondida atrás da árvore. Agora não vou buscar mais o abridor, pronto!

Fim (30 anos depois)

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Antecipando pensamentos eleitorais - meu dever de cidadão

Olá, caro leitor!
Aqui, quem escreve, é um cidadão.

Algumas pessoas confundem conceitos sobre o posicionamento que um militar deve ter, a respeito da sociedade em que vive.


Nós, militares, não devemos nos filiar a partido político. Também é interessante que não participemos de comícios, manifestações partidárias etc. Isso faz parte da nossa profissão e devemos respeitar. É algo tão intrínseco e que já corre no nosso sangue.

Contudo, não devemos estar alheios ao que acontece no país, no estado e no município (em que vivemos ou possuímos alguma ligação afetiva). Falo isso devido às transferências (por exemplo, sou gaúcho e estou no Pernambuco) que os militares passam pela carreira.

Amo o meu país (Brasil), o meu estado (RS) e a minha cidade natal (Santiago do Boqueirão) - nessa ordem de prioridade. Quero dizer, antes de ser santiaguense, sou brasileiro, apesar de amar a minha terra natal. Isso implica em patriotismo (pátria) e visão "anti-panelismo". Isso acarreta num amor bem mais amplo do que louvar somente o próprio município. Está relacionado, diretamente, com a educação intercultural (baseada no respeito a todas as culturas).

Dentro da ideia da cultura - conhecer a sua terra e cultuar os deveres e direitos - a política deve ser encarada como um dever de cidadania

Nós, militares, somos cidadãos - nós votamos. Um cidadão deve refletir sobre o melhor destino para a sociedade a que faz parte. Ler sobre política deve ser um costume diário. Particularmente, assisto a TV Senado, também pela oratória desenvolvida (trabalhada) de alguns senadores, legisladores do meu país. Na região de Santiago, acompanho os blogs (mesmo a 4.000 km de distância).

Além disso, penso que fora do ambiente da caserna (dos quartéis) devemos debater o assunto (é o que realmente acontece), inclusive para cobrar providências sobre a manutenção da localidade (sociedade) que engloba o "público", do qual também fazemos parte. Ser cidadão não é isso?


Essa visão de interação social é o motivo de antecipar o meu pensamento, fruto das diversas prévias que ocorreram na minha cidade natal, Santiago do Boqueirão, no final de semana passado. Julgo que temos que acompanhar a transição que ocorrerá no executivo e legislativo, no presente ano. 
Independentemente de partido, admiro alguns poucos políticos no nível nacional, dos quais cito o Senador Cristovam Buarque, que trabalha a educação. 

Dentro de nossa região - não temendo qualquer resultado, visto que não necessito de enlaces, pela profissão que possuo - admiro o trabalho e apoio a continuidade (reeleição) do prefeito Júlio Ruivo.

Júlio Ruivo - fonte: blog do João Lemes

O meu apoio ocorre devido a sua visão sobre a cultura (cito, também, o Rodrigo Neres e toda a equipe da estação) e o trabalho na educação (ressalto o trabalho da professora Denise Cardoso e da SMEC). Aliado a isso, conheço o Ruivo desde que era vereador e morava na frente do prédio dos militares, ali perto da praça. Conheço o candidato: fator importante para qualquer decisão.


Santiago está bem governada, principalmente em relação aos diversos macroprojetos para o futuro, analisando a administração municipal (e não qualquer partido, deixando claro que falo da administração e não de qualquer sigla - princípio de isenção). A cidade necessita dessa visão futura (projetos) e o Júlio Ruivo é um técnico, projetista nato. Ele segue a linha do Chicão (falecido), sendo notório o crescimento do município nos últimos 10 a 12 anos.

Essa postagem é uma expressão de opinião e cada um pode ter a sua. A minha família (eu, esposa, mãe, sogros etc.) já temos a ideia definida, mesmo antes da campanha eleitoral, até pelo motivo de que discutimos o assunto. Dificilmente iremos mudar de ideia, pois estamos satisfeitos, repito, com a atual administração municipal.


Erros ocorrem e ocorrerão em qualquer administração (pública ou privada).
Algumas vezes, em Santiago, RESSALTAMOS os defeitos e esquecemos os acertos. Costume de cidade pequena, que será supervalorizado no período eleitoral, onde a proximidade das pessoas facilita a análise crítica do outro - não é maldade, mas proximidade (diferentemente das cidades grandes).

Na política, nunca ocorrerá uma unanimidade. 
Isso é o belo na democracia. 
A expressão dessa opinião não desqualifica qualquer outro concorrente. 

Afinal, como dizia Leonardo Boff: "Todo ponto de vista é a vista de um ponto".


Apresento, sem receio, o ponto de vista do lado de cá.

domingo, 24 de junho de 2012

Carta a Gregory House


Quem acompanha o seriado House, sabe que ele acabou recentemente. Como acompanho deste a 3ª temporada, gostaria de expressar os meus sentimentos:

NÃO DEVERIA TER ACABADO!!!!

Como ficaremos sem as ironias do médico manco?

"A consciência é apenas um instinto".

CARTA A GREGORY HOUSE

Olá!

Gregory House, saiba que sempre serei fã de sua literatura. Quero que você e o Wilson (nos 5 meses restantes de vida que restam a ele) sejam muito felizes. 
Desculpe pelos episódios que perdi, devido aos compromissos familiares ou de trabalho. 
Parabéns por todo o seu incentivo aos jovens médicos e para os que decidiram pela medicina, graças ao brilhantismo de suas decisões.
Não escute o que os outros dizem, pois os defeitos do seu caráter também edificam a sua personalidade.
Retransmita a minha insatisfação, aos roteiristas, pela decisão de término do seriado.
Gregory House, obrigado por todos esses anos de amizade!

Seja feliz! (Sabendo que fiquei triste)

PS: caso sobre um tempo na viagem, convide o Wilson e dê uma passadinha aqui no Brasil. Precisamos de uma visita sua - urgente - no SUS.

Obrigado.

Brincadeira política 2

Dizem as más línguas: no Paraguai, até golpe de estado é falsificado.

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Artigo do Jornal Expresso Ilustrado - 22 Jun 12 - A grande prostituta - por Giovani Pasini


A grande prostituta

Relendo a conhecida passagem do Apocalipse, fundei uma nova teoria. Após analisar diversos textos, para descobrir quem era a mulher sentada sobre o dragão de sete cabeças e dez chifres, acho que encontrei a solução! Calma... Calma, caro leitor. Esse artigo está mais para uma blague do que para afirmações fanáticas. Depois de passar por Roma, por acusações entre igrejas (taças de sangue dos santos e das testemunhas), julgo que decifrei uma das metáforas de João! Aliás, as metáforas são as maiores causadoras de brigas e guerras. Enquanto digito, ouço a novela da TV: “Você é um cachorro!” (outra metáfora...) Bem, voltando ao assunto e fugindo das digressões que não acrescentam nada, gostaria de apresentar a minha releitura da simbologia da grande prostituta. Começo pelo dragão: afianço ao leitor que o grande monstro é o computador. Isso mesmo! As sete cabeças e os dez chifres são todas essas “tomadinhas” e “entradinhas" que a máquina possui. O micro nos engole, quando mais precisamos dele. Seguindo essa ideia, quem seria a grande prostituta? A Babilônia vestida de escarlate e púrpura, sentada sobre o computador (dragão)? Fácil, né? Tenho certeza que o leitor já deduziu. A meretriz é a internet. A internet é a meretriz. A mãe de todas as abominações (lidas?) da terra; a corruptora dos sonhos. Se o papel aceitava tudo, a virtualidade deturpa tudo. Ela é imaginária e enganadora. Afasta os humanos, parecendo aproximar. Uma “endiabrada embriagada” que suga o nosso sangue e que faz o tempo fugir. Tempus Fugit.

Vice-campeonato na competição da 10ª Brigada de Infantaria Motorizada

Nessa semana, de 18 a 22 de junho de 2012, ocorreram as competições desportivas da 10ª Brigada de Infantaria Motorizada (Recife, PE), as costumeiras Olimpíadas.

Nessas olimpíadas, eu fui o técnico da equipe de futebol 11 do 7º Grupo de Artilharia de Campanha (Olinda, PE) e tive a oportunidade de desenvolver vários atributos e valores (liderança, decisão etc.)

Um pequeno resumo do campeonato (curto e eliminatório):
No primeiro jogo vencemos de 5 x 0, contra o 72º Batalhão de Infantaria Motorizado. O segundo jogo, já nas semifinais, empatamos de 0 x 0 com o 14º Batalhão de Infantaria Motorizado (um time pegador e marcador) e, nos pênaltis, passamos para a final. 

Time de futebol do 7º GAC

As fotos dessa postagem são da final, que foi jogada com o 71º Batalhão de Infantaria Motorizado. O jogo foi pegado, mas o nosso time jogou bem mais. O campo estava encharcado, o que diminuiu a nossa qualidade técnica. Iniciamos fazendo um gol, mas menos de um minuto depois o 71º BIMtz empatou o jogo. Final da partida 1x1. A decisão foi nos pênaltis e perdemos o jogo.



Alongamento

Piscina de futebol 11

Oração antes do início da partida

Intervalo

Premiação de 2º lugar
Cada vez mais fico apaixonado pela técnica do futebol 11. Um esporte que desenvolve a união, a liderança, a decisão, a rusticidade e tantos outros atributos importantes para a personalidade do ser humano.

Outra coisa, chego a conclusão que o melhor esquema tático é o 4-5-1, com três meias e dois volantes, o que torna o time mais ofensivo que o costumeiro 4-4-2. No 4-5-1 deve existir um meia-central que saiba controlar, construir e distribuir a bola. Quando a jogada é pela direita, por exemplo, o meia-esquerda se desgarra e passa atuar como um segundo atacante. O atacante, sempre cairá para o lado da bola (primeiro pau). Isso faz com que a saga inimiga fique louca, com a movimentação dos jogadores.

A final foi 1x1, um empate. Mas se as bolas na trave (outra emoção do futebol) tivessem entrado e, quem sabe, tivéssemos um pouco mais de sorte, o melhor time em campo teria ganho (deixando de lado a modéstia). Não fiquei triste - isso é o bonito do futebol... Nem sempre quem jogou mais, vence. O que vale é a emoção e a rouquidão...

Alexandre Garcia: Exército atrapalha a farra das empreiteiras


quinta-feira, 21 de junho de 2012

São João da Capitá!

Eu e a Karla fomos ao São João da Capitá, que ocorreu na cidade de Recife.
Nos dois dias de shows assistimos a bandas como Chiclete com Banana, Calypso, Aviões do Forró, Calcinha Preta, Garota Safada, Bruno e Marrone e vários outros. A seguir, posto um filme e algumas fotos. 






quarta-feira, 20 de junho de 2012

Brincadeira política

As oposições de governo, de algumas cidades, parecem os países da Rio + 20: debatem, debatem, debatem; mas não assinam nada.

Chá (or tea) com Lígia Rosso

A minha "amiga-mana" Lígia Rosso está realizando um chá da tarde no CNA.
Pena que estou distante!

Se estivesse em Santiago, iria praticar o meu "The book is in the table" or "Close the windows" or "Open the door" com a Lígia. 

Bom...Tenho certeza que a Lígia tem muito o que passar de sua viagem até a Inglaterra. É aberto ao público, basta confirmar presença. Veja o convite a seguir:
 
 
Se você aprecia a cultura inglesa, quer saber mais sobre a Inglaterra e degustar um delicioso chá das 17h com a teacher Lígia Rosso no Cna Santiago, participe deste evento!!! Confirme sua presença até esta quarta, 20/06 no link de eventos do Cna Santiago ou pelo fone 3251-2544.

E-mail recebido: Auri Sudati - Casa do Poeta de Santa Maria (CAPOSM) passa por eleições

Carlos Giovani, tudo bom?
  Segue a nominata da CHAPA da SITUAÇÃO que concorrerá ás eleições  para a nova diretoria da da CAPOSM, 2012-2014,

   Tudo de bom para ti e para tua família. Sentimos muito tua falta em nossos Cafezinhos Poéticos.
   Auri Antônio Sudati


CHAPA da SITUAÇÃO que concorrerá às eleições da CAPOSM para o biênio 2012-2014, ELEIÇÕES dia 27.6.2012, na Sede da CAPOSM, às
17h e 30min
 
Presidente: Auri Antônio Sudati
Vice-Presidente: Maria Rita Py Dutra
1ª Secretária: Selma Nanci Feltrin
2ª Secretária: Neiva Rosso da Rosa Peres
1ª Tesoureira: Denise Beatriz da Silva Reis
2ª Tesoureira: Haydée Hostin Lima
Departamento de Intercâmbio Cultural: Auri Antônio Sudati
Departamento de Eventos: Antônio Carlos Silva  
                                           Onilse Noal Pozzobon
Departamento de Biblioteca: Maria das Graças Py
Departamento Jurídico: Carlos Omar Vilela Gomes
Conselho Fiscal:            Adalberto Dutra Rossatto
                                       Haydée Hostin Lima
                                       Selma Nanci Feltrin     


Conselho Editorial:         Angelise Fagundes                                                                                            
                                        Auri Antônio Sudati
                                        Denise Beatriz da Silva Reis
                                        Haydée Hostin Lima
                                        José Nelson Correa
                                        Maria Barbiero Venite
                                        Maria Regina Caetano Soares 
                                        Neiza Leite Veleda
                                        Onilse Noal Pozzobon
                                        Selma Nanci Feltrin
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