segunda-feira, 21 de maio de 2012

Ódio cega, raiva mata


Ódio cega, raiva mata.

As condutas passionais são as mais sinceras que podemos ter.
Elas não sofrem a censura das regras sociais.

O mesmo dedo que acusa é o que fura o bolo.
A explosão que destrói provém do local gerador da paixão criadora.

Ódio cega, raiva mata.

O empurrão desesperado tem o mesmo gosto que o torcer por futebol.
O grito de gol é o gozo do primata.

A solução para a humanidade é aniquilar os injustos com a bomba atômica.
A terra está repleta de injustiça. Justo é quem paga mais?

Ódio cega, raiva mata.

A solidão - essa ingrata - insiste em acompanhar a vida mais perfeita.
O sorriso da Xuxa libera a lágrima que espreita.

O dinossauro não foi extinto
Ele está aí - esperando para engolir a próxima criança.

Ódio cega, raiva mata.

O perdão é uma atitude dos fortes.
A frieza é a ruptibilidade dos fracos.

A emoção cria um texto besta, mas sine qua nom para o existir.
O ponto final é o local do toque das diversas Hiroximas e Nagasakis.

Ponto final.

Um comentário:

  1. Gostei muito do texto. O ódio e a raiva são realmente sentientos destrutivos.


    http://www.soentrenosmulheres.co.cc/

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Agradeço o tempo investido nesta comunicação.

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