sábado, 12 de maio de 2012

Artigo Jornal Expresso Ilustrado - 11 de maio de 2012 - A Anatomia da Maldade - Parte II


Anatomia da maldade
Parte II

A maldade é um péssimo hábito. Ela é uma ação destrutiva, por natureza. Você é uma pessoa má? Nós somos maus, coletivamente? As relações humanas são subjetivas e complicadas. Algumas vezes, na falha de comunicação, atuamos de forma errada. Erros, erros e mais erros. Não é por mal, mas acontece. Aos que falam de menos, a ofensa realizada parece maior, em virtude do que não foi dito. Os que dizem para mais, as palavras que voam da boca percorrem o espaço feito adagas. As letras malditas (mal ditas) doem e fazem doer; ficam impregnadas no ouvido (agarradas na alma). Entretanto, quantas vezes estamos numa roda de conversa e o assunto principal é uma fofoca sobre um colega ausente. Você está envolvido emocionalmente com o contexto? Não? É apenas um prazer mesquinho? Então é maldade. Uma energia negativa que não é passional. Isso mesmo: não existe paixão na perversidade; o que ocorre é a sobreposição de fracassos do passado, por intermédio da derrota dos outros. Uma devassidão que somente parece um falso sucesso (momentâneo). Vamos ser objetivos? Para fazer a dissecação da maldade e conhecer a sua anatomia, basta realizar algumas (auto)perguntas: o que vou fazer é útil? O que irei dizer é benéfico? O que estou pensando é saudável? Nisso tudo, uma coisa é certa: praticar o mal é um vício, como fumar cigarros. Quem já se acostumou terá dificuldades, caso queira parar. Contudo, ao se livrar dos grilhões, terá um alívio eterno. Fará bem para a respiração e favorecerá o próprio sono.

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