domingo, 6 de maio de 2012

Artigo do Jornal Expresso Ilustrado - 04 de maio de 2012 - A anatomia da maldade (Parte I)


Anatomia da maldade
Parte I

No mundo, somos 7 bilhões de seres humanos. No Brasil, há cerca de 190 milhões em ação. Caras parecidas, em corpos semelhantes. Inúmeros CPF transitando por avenidas, ruas, becos e ruelas. Temos olhares e gestos convencionados; apresentamos cumprimentos e respostas definidas. O sorriso, a testa enrugada, o abanar de mãos, o gesticular de cabeça, entre outros. O determinismo de meio (local que se vive) e de momento (tempo cultural) definem parte do caráter do indíviduo. A coletividade (real e virtual) influencia nas escolhas que fazemos, por intemédio da internet, da televisão, do cinema, da música, da leitura, dos amigos e tanto mais. A geração “Google-Cola” e o copiar-colar de atitudes; a globalização de cheiros, gostos e pensamentos. Somos todos parecidos, quando a análise é superficial, coletiva, com a ótica cega das propagandas midiáticas (sorriso e sonoridade). Contudo, a verdade é que parte da alma humana é, estranhamente, particular. Em poucos sujeitos – indecifráveis e maquiavélicos – a base do ‘iceberg’ flutua num oceano podre. A natureza selvagem (furto, corrupção, roubo, assassinato, genocídio etc.) que supera as convenções sociais. Ações de leões em pele de cordeiro; mãos que acariciam e esfaqueiam. Seguidores da ideologia “Rosa de Hiroshima”, ou seja, destruir para convencer. Como dizia Vinícus de Moraes “Pensem nas crianças / Mudas telepáticas / Pensem nas meninas / Cegas inexatas / Pensem nas mulheres / Rotas alteradas (...)”. Qual a diferença entre Truman e Hitler? (continua)

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