quinta-feira, 31 de maio de 2012

Patrocine o Blog - saiba como


A partir de agora, este blog também aceitará o patrocínio de empresas / pessoas físicas.

Só que o patrocínio será um pouco diferente do que os leitores estão acostumados.

O patrocínio ocorrerá em livros infantis, que serão doados.

Quer saber mais?


Semana Municipal de Ações Ambientais - Participe

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Para conhecimento - Correio Braziliense - Aprovada aposentadoria por invalidez para militares com esclerose


Aprovada aposentadoria por invalidez para militares com esclerose

30 Mai 2012





O Senado estendeu ontem a aposentadoria por invalidez aos militares vítimas de esclerose múltipla. A medida já é válida para os demais funcionários públicos e a legislação brasileira permite que eles sejam isentos de pagar imposto sobre os rendimentos. O projeto de Lei segue agora para sanção presidencial.

Reflexões literárias e (des)construções poéticas




Estou muito feliz com a época atual de minha vida.

Nos últimos quatro meses tenho realizado um estudo profundo sobre a literatura brasileira e portuguesa. Estudei literatura nas obras do Alfredo Bosi, José de Nicola, William Cereja e Thereza Cochar, Moisés Massaud, Maria Luiza Abaurre e Marcela Pontara, entre outros.

Confesso que há pouco tempo eu achava que tinha um bom conhecimento sobre livros e autores. O fato de gostar de ler, de participar de uma sociedade literária e de ter feito uma faculdade de letras fomentavam essa impressão errônea (que não era tão arrogante).

Lembro do Alessandro Reiffer, nos bons tempos de nossos cafezinhos no Centro Cultural, dizendo que a melhor forma de aprender a literatura era o autodidatismo. Sem dúvida, o Alessandro é uma referência na produção literária notívaga.

A verdade é que aumentei significativamente o meu conhecimento sobre a literatura brasileira. Isso ocorreu na prática, num estudo prazeroso e solitário, com o apoio da família. Aliás, disso eu nunca poderei reclamar – o apoio da família.

Sempre achei que nasci para ser militar. Contudo, duas outras vertentes (profissionais) surgiram na minha vida: docência e a literatura.
Numa escala de prioridades posso dizer que, hoje, a que está em primeiro “são as três”; quero dizer, adoro o Exército – a sala de aula – e a escrita literária.

A pena, o papel, a caserna e o quadro de giz.

Movimento por um Brasil literário - boletim de maio de 2012




Maio de 2012
Boletim nº 12

Movimento por um Brasil literário
O sonho de Darcy Ribeiro e os 100 anos de Nelson Rodrigues
Tributos comemoram a genialidade de Darcy e Nelson na Festa Literária de Santa Teresa 

Conversas ao Pé da Página traz especialistas brasileiros e internacionais para discutir a leitura literária
Segundo bloco de seminários aborda a formação de leitores, o comportamento leitor de jovens e a produção de poesia

Biblioteca da escola: silêncios e burburinhos
Confira a participação do MBL nos debates sobre esse importante tema

Movimento por um Brasil literário participa da Flip 2012
Mesa redonda discute biblioteca da escola e homenagem celebra a obra e a vida do poeta Bartolomeu Campos de Queirós

Ler é difícil, segundo Luiz Percival Britto
De acordo com o linguista, ler é uma atividade que exige esforço, isolamento e disposição para vivenciar a dor do existir

Confira a agenda literária e se programe
Saiba em quais eventos o MBL participa

Caso não queira mais receber notícias sobre o Movimento por um Brasil literário, clique aqui
Parceiros

Instituto C&AAssociação Casa AzulFesta Literária Internacional em ParatyFundação Nacional do Livro Infantil e JuvenilInstituto EcofuturoCentro de Cultura Luiz FreireAssociação de Escritores e Ilustradores de Literatura Infantil e JuvenilCanal Futura

segunda-feira, 28 de maio de 2012

E-mail recebido de Asantix (Portugal) - ótimo artigo - SINE SERA (somente para quem gosta de ler)

Recebi o e-mail abaixo, sobre a postagem SINE SERA do português Antonio Santos (Asantix).

Gostei de saber que a palavra "sincera" tem origem latina e significa 'sem cera', ou seja, transparente.

Parabéns ao Asantix e continue escrevendo textos magníficos, como esse.

Namestê para o Asantix.

Para ler o texto - CLIQUE AQUI.

Veja a mensagem do Asantix:
================= 
Bom Dia Giovani;


O "Meu Quotidiano" solicita que dê uma leitura no seu novo artigo. Este mail acontece porque a sua opinião é MUITO importante para o Asantix.
Caso receba a Newsletter do Blogue,por favor ignore este mail.


O Asantix agradece, antecipadamente, a sua atenção sobre o mail.



Namestê

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Aniversário do filhão Eduardo Pasini



Hoje, 25 de maio de 2012, o maior e melhor filho do mundo completa 10 anos.

Por causa da chuva que estava prevista em Recife, resolvemos fazer a festa com os amigos do Dudu no domingo, 27 de maio.

Contudo, a Karla deu um jeito de fazer o belo bolo da foto, que estava muito delicioso! Além disso, a Karla fez panquecas, a comida preferida do Dudu (e minha também!).

O filhão (e os seus olhos azuis) já está está arrasando os corações das nordestinas!

Não poderia deixar de declarar o meu AMOR por esse menino que veio (há 10 anos - às 09h 30min, do dia 25 de maio de 2002) fazer o nosso mundo mais feliz!!!!

Parabéns Dudu!!!!!!!!!!!
Nós te amamos!


Dudu e a vó Acelina

Artigo do Jornal Expresso Ilustrado - 25 de maio de 2012 - O preço de uma vida - por Giovani Pasini



O preço de uma vida

O artigo de hoje reflete sobre a frieza dos apresentadores de telejornais ao falar sobre a morte. Qual o preço de uma vida? O falecimento de outrem merece uma atitude de respeito? Diariamente, assistimos jornalistas falando coisas do tipo “Morreram 16 pessoas num acidente de ônibus...” e, de repente, “Boas notícias: o Neymar permanecerá no Santos...”. Uma reviravolta que não apresenta a mínima alteração de expressão facial, ou seja, o futebol (por exemplo) tem o mesmo gosto do sangue. Eu sei. Os mais jornalísticos irão dizer que o povo gosta disso. Qual povo? O mesmo que tem o prazer em ver corpos esfacelados, nos acidentes de trânsito? Aqueles que procuram notícias de assassinato ou fofocas de traição? Concordo com os psicólogos, quando afirmam que o gosto pela desgraça dos outros é um dos produtos de nosso egoísmo (e insegurança). Voltando aos repórteres, será que noticiar uma morte não mereceria mais seriedade? A consternação é devida apenas para pessoas famosas? Na maioria das vezes, por detrás de cada falecimento, existem vários familiares envoltos em lágrimas. Quem vai, não sente; quem fica, sofre. Então, como falar em “dor” da mesma forma que se fala em “alegria”? Falta de preparo profissional dos apresentadores, o que não percebemos ou reclamamos. Afinal, também somos duros e, algumas vezes, mesquinhos. Como saber se temos condutas pequenas? Simples: qual o primeiro assunto que lemos no jornal ou assistimos na TV? Morte? Reflita sobre a sua resposta. Talvez façamos parte do “povo” que aceita o leviano e está acostumado com o feio.

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Convite do amigo e escritor Breno Serafini - Defesa de Tese - Doutorado

Grande Breno!!!!
Obrigado pelo convite!
Desde já, a mentalização positiva irá começar...
Essa tese é um orgulho para Santiago.


Parabéns antecipado...


Abraços.
=================
Amigos santiaguenses,
abaixo um convite para minha defesa, na segunda-feira. Os que não quiserem/não puderem ir não se sintam convocados, apenas mentalizem vibraçoes positivas para o evento ("no creo em brujas, pero que las hay las hay").

Saudações a todos e beijos pré-doutorais,
Breno.


PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM LETRAS-UFRGS/ DEFESA DE TESE:
Breno Camargo Serafini

Título: “Millôres dias virão? (a crônica de Millôr Fernandes)”

Área: Estudos de Literatura
Especialidade: Literatura Brasileira
Orientadora: Profa. Dra. Maria da Glória Bordini (UFRGS)
Banca: Prof. Dr. Antonio Marcos Vieira Sanseverino (UFRGS)
Profa. Dra. Luciana Paiva Coronel (FURG)
Prof. Dr. Orlando Fonseca (UFSM)
Data: 28/05/2012
Horário: 14 horas
Local: Auditório do Instituto de Letras – Campus do Vale - UFRGS


Av. Bento Gonçalves, 9500 - Caixa Postal 15002 - 91501-970 Porto Alegre - RS

Fone: (51) 3308 6699 - Fone/Fax: (51) 3308 6712 - e-mail: ppglet@ufrgs.br

Crônica recebida do Oracy Dornelles - RESUMO

Resumo
 
 
Em Canoas, RS, foi criada a Moto-Ambulância. Dirigida por um estudante de enfermagem , com kits de 2° socorro. Foi boa a idéia. Atendimento mais rápido que uma Ambulância normal. Santiago não ficou atrás. Criou  um atendimento mais rápdo e muito mais barato: a Bicicletância. É muita ânsia para servir melhor, chegando quae ao atendimento clássico da Ambulânia, que nada mais é do que o atendimento a pé, por um Ambulante...
 
 
___A falta d´água em Santiago é notória, grave.Enquanto todo o mês os recibos vêm certinhos, e até adiantados, a água  não aparece  e o povo fica se CORSANdo. Sugiro que o pref. reabra aquele poço artesiano que tem ali nos pés do monumento à NS da Conceição. Enquanto se reza , enche-se a pipa...  Ou , então, que vossa essência diminua os canteiros da Rua dos Poetas, que são dezenas,que só para regá-los vai meia barragem de água poética...
 
 
____E a previsão do tempo não anuncia chuvas, pois ouço em rádio local que o tempo continuará o mesmo. Desde o ano passado: Previsão do tempo em Santiago: nublado, parcialmente nublado com névoa húmida e sêca!  ( Isso desde o ano passado, e parece que continuará assim até dezembro). Confira amanhã essa  gravação para ver que não estou mentindo.. Eh! Eh! Eh!
   
(Oracy Dornelles)

Mônica Vargas sai - infelizmente - do Turismo de Santiago

Santiago perdeu com a saída da Mônica, independentemente dos motivos. (Nesse caso, positivos...)
Trabalhamos juntos em diversos eventos, principalmente nos Encontros de Escritores do MERCOSUL.
Por isso posso atestar a sua grande competência.
Desejo o máximo de sucesso para a Mônica, nessa nova empreitada.

Leia a nota da Mônica Vargas:
====================
 Prezados amigos da imprensa de Santiago...


Venho através de este comunicar-lhes o meu desligamento da Prefeitura Municipal de Santiago a partir do dia 11 de maio de 2012. Há sete anos ocupava o cargo de Coordenadora de Turismo e Eventos desta instituição, a qual deixo com muito orgulho e saudade. Parto para uma nova fase na carreira que espero, sinceramente, seja de expansão e realização. A partir desse momento presto meus serviços ao Instituto Federal Farroupilha – Campus São Borja como docente dos cursos técnicos em Hospedagem e Eventos.


A função que exerci na Prefeitura Municipal de Santiago e da qual vou me orgulhar de lembrar pelo resto da vida, foi fundamental para que eu pudesse mesclar meus conhecimentos teóricos com a prática. E sob a supervisão do Secretário Roger Roos, um homem de grande caráter e um modelo de gestor pra todos nós, pude desenvolver importantes projetos e crescer profissionalmente.


Agradeço imensamente a minha equipe de trabalho, os profissionais da Secretaria de Indústria, Comércio e Turismo, que sempre me apoiaram e que mais que colegas, foram amigos. Também agradeço ao Prefeito Júlio e ao vice Toninho pela oportunidade de exercer importante cargo em sua administração. E não poderia deixar de agradecer imensamente à imprensa de Santiago, que sempre apoiou meu trabalho e se mostrava disponível para noticiar os importantes acontecimentos das áreas de turismo e eventos. A imprensa teve e sempre terá um papel fundamental na divulgação dos eventos que acontecem em Santiago e região e enquanto exerci o cargo de Coordenadora de Turismo e Eventos, nunca deixaram de participar e divulgar tais acontecimentos.


Obrigada amigos da imprensa. E continuem sempre assim, parceiros reais no desenvolvimento turístico e cultural da região. Sucesso sempre...


Atenciosamente,

Mônica Vargas
Turismóloga
Docente do Instituto Federal Farroupilha – Campus São Borja

terça-feira, 22 de maio de 2012

Literatura em gotas: Lya Luft



 
"Não existe isso de homem escrever com vigor e mulher escrever com fragilidade. Puta que pariu, não é assim. Isso não existe. É um erro pensar assim. Eu sou uma mulher. Faço tudo de mulher, como mulher. Mas não  sou uma mulher que necessita de ajuda de um homem. Não necessito de proteção de homem nenhum. Essas mulheres frageizinhas, que fazem esse gênero, querem mesmo é explorar seus maridos. Isso entra também na questão literária. Não existe isso de homens com escrita vigorosa, enquanto as mulheres se perdem na doçura. Eu fico puta da vida com isso. Eu quero escrever com o vigor de uma mulher. Não me interessa escrever como homem."

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Ódio cega, raiva mata


Ódio cega, raiva mata.

As condutas passionais são as mais sinceras que podemos ter.
Elas não sofrem a censura das regras sociais.

O mesmo dedo que acusa é o que fura o bolo.
A explosão que destrói provém do local gerador da paixão criadora.

Ódio cega, raiva mata.

O empurrão desesperado tem o mesmo gosto que o torcer por futebol.
O grito de gol é o gozo do primata.

A solução para a humanidade é aniquilar os injustos com a bomba atômica.
A terra está repleta de injustiça. Justo é quem paga mais?

Ódio cega, raiva mata.

A solidão - essa ingrata - insiste em acompanhar a vida mais perfeita.
O sorriso da Xuxa libera a lágrima que espreita.

O dinossauro não foi extinto
Ele está aí - esperando para engolir a próxima criança.

Ódio cega, raiva mata.

O perdão é uma atitude dos fortes.
A frieza é a ruptibilidade dos fracos.

A emoção cria um texto besta, mas sine qua nom para o existir.
O ponto final é o local do toque das diversas Hiroximas e Nagasakis.

Ponto final.

Literatura em gotas: Carlos Drummond de Andrade



Unidade


As plantas sofrem como nós sofremos.
Por que não sofreriam
se esta é a chave da unidade do mundo?


A flor sofre, tocada
por mão inconsciente.
Há uma queixa abafada
em sua docilidade.


A pedra é sofrimento
paralítico, eterno.


Não temos nós, animais,
sequer o privilégio de sofrer.

(Carlos Drummond de Andrade. Farwell. 6.ed. Rio de Janeiro: Record, 1998. p.13)

sábado, 19 de maio de 2012

Literatura em gotas: Augusto dos Anjos



Budismo Moderno


Tome, Dr., esta tesoura, e ...corte
Minha singularíssima pessoa.
Que importa a mim que a bicharia roa
Todo o meu coração, depois da morte?!


Ah! Um urubu pousou na minha sorte!
Também, das diatomáceas da lagoa
A criptógama cápsula se esbroa
Ao contacto de bronca destra forte!


Dissolva-se, portanto, minha vida
Igualmente a uma célula caída
Na aberração de um óvulo infecundo;


Mas o agregado abstrato das saudades
Fique batendo nas perpétuas grades
Do último verso que eu fizer no mundo!


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Psicologia de um vencido


Eu, filho do carbono e do amoníaco,
Monstro da escuridão e rutilância
Sofro, desde a epigênesis da infância
A influência má dos signos do zodíaco.


Profundissimamente hipocondríaco,
Este ambiente me causa repugnância...
Sobe-me à boca uma ânsia análoga à ânsia
Que se escapa da boca de um cardíaco.


Já o verme - este operário das ruínas - 
Que o sangue podre das carnificinas
Come, e à vida em geral declara guerra,


Anda a espreitar meus olhos para roê-los,
E há-de deixar-me apenas os cabelos,
Na frialdade inorgânica da terra!


(AUGUSTO DOS ANJOS. Eu e outros poemas)

Política regional (por um cidadão)

A política - de maneira geral - é motivo de vergonha.
Seja na esfera federal, estadual ou municipal.

Na verdade, existe um emaranhado da "política" (no sentido macro), com a "politicagem" (no aspecto estrito).
No Brasil, via de regra, o que perdura é a politicagem. Portanto, a confusão das palavras é compreensível, pois se torna uma das figuras de linguagem (metáfora de uma vergonha).

A corrupção moral inicia bem antes dos períodos eleitorais. Contudo, épocas como esta (pré-período) são "frutíferas" para a podridão. Corrupção, compra-e-venda-de-cabeças-de-gado.

O sistema fétido muda as condutas de certos indivíduos. O determinismo do meio (lama) influi em palavras, textos e condutas.

A preocupação principal é denegrir o adversário. 
Será que estão pensando em plano de governo, macroprojetos ou projetos? Óbvio que não. Afinal, essa não é a "verdadeira" política brasileira. A competência política só raciocina com a eleição: por isso as ferramentas maquiavélicas são utilizadas para "furar" a resistência do outro. Politicagem pura - escritores servindo de ferramenta para o monopólio de pensamentos.

E o povo? Os homens e mulheres são apenas dígitos. Dígitos que registram números (na urna eletrônica). Apenas isso. O pior de tudo é que a maioria de nós, não sabe de nada sobre todos nós.

Para a politicagem regional (sou do interior gaúcho. Moro numa cidade que fica sobre uma colina, perto de um boqueirão), que não difere em nada da bandalheira nacional, dedico esse poema de AUGUSTO DOS ANJOS.
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Versos Íntimos

Vês?! Ninguém assistiu ao formidável
Enterro de tua última quimera.
Somente a Ingratidão - esta pantera
Foi tua companheira inseparável!

Acostuma-te à lama que te espera!
O Homem, que, nesta terra miserável,
Mora, entre feras, sente inevitável
Necessidade de também ser fera.

Toma um fósforo. Acende teu cigarro!
O beijo, amigo, é a véspera do escarro.
A mão que afaga é a mesma que apedreja.

Se alguém causa inda pena a tua chaga,
Apedreja essa mão vil que te afaga,
Escarra nessa boca que te beija!

(AUGUSTO DOS ANJOS. Eu e outros poemas. 30.ed. Rio de Janeiro: São José)

E-mail da leitora Juliana Benites sobre a reportagem da Caatinga, no Nova Pauta.

Agradeço o e-mail recebido da leitora Juliana Benites, descrito abaixo. Fico feliz com a "rede social" construída pelo Exército Brasileiro, nos mais diversos rincões de nosso país.

Cursos como o "Guerra na Selva", o "Caatinga", o "Montanha" fazem os brasileiros (militares e civis) conhecerem o solo pátrio.

Leia a mensagem da Juliana:
===============
Vi no site do Nova Pauta a matéria feita com você e resolvi clicar no "saiba mais".Achei super interessante o relato da experiência na caatinga,que até vou indicar para o meu irmão,que é sargento em Santa Cruz do Sul,e pretende ir para o nordeste para fazer o curso, ele, no ano passado esteve em Tefé e fez o Guerra na Selva,do qual ele tem muito orgulho e, nós, como familiares também. Parabéns muito legal a matéria!

Juliana Benites

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Artigo do Jornal Expresso Ilustrado - 18 de maio de 2012 - Vidas Secas - por Giovani Pasini


Prólogo

O artigo a seguir, publicado no jornal Expresso de 18 de maio, foi construído com base na experiência obtida no Estágio de Caatinga, que realizei entre 5 e 11 de maio de 2011, na cidade de Petrolina, PE (Fazenda Tanque de Ferro).
A impressão que tive do sertão nordestino marcou (e marcará) para sempre a minha existência.
Fui voluntário para o curso devido ao livro "Os Sertões", de Euclides da Cunha.
Contudo, o artigo "Vidas Secas" é uma homenagem à Baleia - a cadelinha da obra de Graciliano Ramos (a desumanização provocada pelo meio). Leia a postagem da morte da Baleia!
Espero que gostem!
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Vidas secas

Fabiano estava cansado. O sol era grande e avassalador. As horas marcavam perto de meio-dia, quando o seu corpo se rendeu às intempéries da natureza. Procurou uma sombra, algo raro no sertão nordestino. Olhou as árvores nanicas e lembrou de seus irmãos: todos eram mirrados, de pouca carne e de pequenos ossos. Sentou-se debaixo do único umbuzeiro que observara, de onde arrancou umas folhas para mastigar e aliviar a sede. A sede. O corpo suava, o coração estava acelerado, a boca parecia possuir uma gosma colante e os lábios reagrupavam as rachaduras. Para Fabiano, a maior riqueza era a água. Água límpida, insípida e inodora. Estava cansado de perseguir poços barrentos e ter que disputar a sobrevivência com animais sedentos. Agora, esgotado, a sombra que ocupava não aliviava o mal estar. Estava cansado. Começava a ter alucinações, como a literata Baleia (sua cadela) e já conseguia ver macaquinhos saltando nos galhos da árvore. Junto deles, pairavam mangas, jacas, melancias, umbus e até latinhas de refrigerantes famosos. Sem esforço algum, saltou no nevoeiro que tomava conta dele. Queria reencontrar o animal de estimação e, quem sabe, tomar um banho de rio, próximo a cachoeiras fortes de espumas brancas. Junto de sua amiga Baleia iria pescar um daqueles grandes peixes dourados, gordos como preás. Era hora de dormir. Acordaria feliz, correndo ao lado da companheira, bem longe da mesquinharia possessiva da capital das capitais. Quando levantasse, a água chegaria ao mais sedento homem e “o nordeste seria um campo verdejante, cheio de árvores e bichos.” Fabiano dormiu.     

terça-feira, 15 de maio de 2012

Literatura em gotas: A morte de Baleia - Vidas Secas - Graciliano Ramos - vale a pena ler!


A seguir, um dos mais tristes episódios de nossa literatura. Por ser triste é muito marcante. A morte da cachorra Baleia, no livro VIDAS SECAS, de Graciliano Ramos:

"Baleia ficou doente. Seus pêlos caíram, as costelas apareciam na pele rósea, onde manchas escuras convertiam-se em pus e sangravam. As chagas cobriam-lhe a boca de inchaço. 
Fabiano resolveu matá-la, Sinhá Vitória achou precipitado, afinal, não estava louca. Fabiano achava que era hidrofobia, por isso não havia escolha.
Os meninos foram levados para dentro. Fabiano chamava a cachorra. Os meninos se desesperaram: vão bulir com a Baleia, não é mãe?!
Fabiano alcançou a cachorra perto do alpendre, estava irritado com a situação. Atirou. A carga atingiu a pata traseira de Baleia. A cachorra saiu de pernas tortas, arrastando-se em três delas para detrás de uma moita de espinhos. 
Sua consciência sumia-lhe. Era tarde. Precisava descansar.
Com um enorme esforço, tentava vencer o nevoeiro que tomava conta dela. A muito custo abriu os olhos e viu em sua frente Fabiano segurando um objeto ameaçador. Pensou em mordê-lo, mas como podia, depois de ter passado a vida toda na obediência, juntando o gado a um só sinal de seu dono. Ela pertencia a ele. Sabia disso.
Foi então que reparou em todos aqueles bichos soltos. Já era de noite, já era alucinação. Estranhou a ausência dos meninos. Tudo era uma noite de inverno, fria, gelada, nevoenta. Ela queria dormir ali entre a cozinha e o alpendre, na pedra quente do fogão. 
Amanhecendo, acordaria feliz, lambendo a mão de um Fabiano enorme, as crianças rolariam com ela em um pátio imenso, o mundo ficaria cheio de preás, gordos, grandes, o nordeste seria um campo verdejante, cheio de árvores e bichos. Tudo seria diferente."

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Literatura em gotas: Machado de Assis*



"Se a missão do romancista fosse copiar os fatos, tais quais eles se dão na vida, a arte era uma coisa inútil; a memória substituiria a imaginação."




*(Machado de Assis, Crítica Literária, Rio, Jackson, 1955, p.71) apud BOSA, Alfredo. História Concisa da Literatura Brasileira.  47.ed. São   Paulo: Cultrix, 2006, p.138.

Postagem da Iara Peixoto sobre CRIANÇAS ÍNDIGO


Recebi um e-mail da Iara Peixoto, sobre crianças índigo. Vale a pena ler!

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"Aqui vai uma postagem que fiz no meu blog hoje. Espero que gostes. Abraços;"



CRIANÇAS  ÍNDIGO  E  CRIANÇAS  CRISTAL:  A  GERAÇÃO  DO  TERCEIRO  MILÊNIO
     
       Cada  vez  se fala mais  em  Crianças  Índigo e, agora, também em Crianças Cristal. Até mesmo a televisão tem abordado o assunto na novela global das 18 horas, “Amor Eterno Amor”. O conhecido professor, médium e orador espírita Divaldo Franco tem comentado o tema. Por isso, resolvi dar uma olhada em alguns textos para postar algo sobre o assunto.

(PARA LER MAIS - CLIQUE "MAIS INFORMAÇÕES")

sábado, 12 de maio de 2012

Estágio de Caatinga - Petrolina, Pernambuco - uma atividade difícil!

No período de 5 a 11 de maio de 2012, realizei o Estágio de Caatinga, do Exército Brasileiro. A atividade militar ocorreu na cidade de Petrolina, no interior do estado de Pernambuco.


Além da motivações militares, a intenção de realizar o estágio ocorreu, também, pelo fato do ambiente ser similar a Canudos, palco da grande obra de Euclides da Cunha (Os Sertões). Num livro que estou escrevendo existe um personagem que é sertanejo. Eu queria sentir as agruras do sertão brasileiro.


Posso afirmar, com toda a certeza, que essa foi a situação mais difícil que já passei em toda a minha carreira militar. Emagreci 5 quilos e quase tive alucinações com o calor (também pudera! Um gaúcho no sertão...)


Em contrapartida, o leitor tenha a clareza de que as aprendizagens foram muitas, sendo que o estágio foi conduzido por instrutores competentes, o que me dá cada vez mais orgulho de pertencer ao Exército Brasileiro.


Veja algumas fotos (batidas por um profissional que acompanhou o estágio) e a narração de alguns fatos do estágio:

Cerimonial de início do estágio
Fato: o Estágio exigiu uma preparação anterior de material militar. As atividades começaram na sexta, dia 5 de maio de 2012. Ficamos internados no 72º BIMtz, em Petrolina, entre sexta e domingo.

Todos os deslocamentos com mochila e correndo

Fato: todo estagiário recebe uma numeração, que passa a ser a sua identificação. Eu recebi o número de "Estagiário 008! Caatinga! Brasil!".
Marcha na Caatinga
Fato: a maior dificuldade foi a falta de água e o calor. O sertão nordestino é algo inexplicável! É um ambiente hostil ao homem, mas os "hércules-quasímodos" (adjetivo criado por Euclides da Cuna), ou seja, os sertanejos conseguem sobreviver nesse local. Passamos por diversos deles, em muares (jegues, mulas, etc.) que cumprimentavam os militares com admiração.

Comendo o cacto Mandacaru
Fato: quase não existem árvores frutíferas na região (à exceção do Umbuzeiro e outras poucas árvores). O mesmo ocorre com a falta  d'água. Os cactáceos são uma das poucas fontes de água da Caatinga. Na foto acima, por exemplo, estou consumindo o miolo do Mandacaru. Na minha opinião, o melhor cacto para mastigar e tirar líquido é o Cora-de-Frade. Ainda existem outros: Facheiro, Xique-xique etc.  Para quem não conhece e quer saber o gosto de um cacto, digo que é bastante parecido com o gosto de babosa, só que um pouco menos amargo.


Fato: tivemos inúmeras instruções - Numa primeira fase: Alimentos de origem animal, de origem vegetal, topografia (orientação) diurna e noturna, marcha utilizando muares (burros, jegues, mulas etc.), deslocamento na caatinga com GPS, Reações fisiológicas à falta d'água etc. 
Nenhuma água...
Fato: numa segunda fase tivemos a alucinante sobrevivência. Ela ocorreu de quarta até sexta, no meio do sertão, onde recebemos apenas um cantil com água (para 9 pessoas) três palitos de fósforos e alguns outros poucos materiais. Passei quase dois dias inteiros comendo diversos tipos de cactos (e sentindo, talvez, o que sentiram os soldados que combateram Antônio Conselheiro, em Canudos, no final do XIX). 


Fato: o calor do sertão é insuportável. Algo que não tenho como descrever... mas vou tentar: o corpo sua, o coração bate acelerado, a boca fica seca, os lábios racham. Entre 10 e 15 horas (diariamente) você não consegue ficar em pé. Se encontrar qualquer água barrenta irá disputar com os animais o gole do poço marrom.

A realização do curso foi importantíssima: 
- passei (realmente) a dar valor ao mais básico de nossa vida a água.
- adquiri conhecimentos significativos da realidade e da região do sertão semiárido. Fato que ajudará no meu próximo livro.
- aumentei, ainda mais, a minha motivação com o Exército Brasileiro. Recebi a divisa de combatente adaptado à caatinga brasileira.
- cheguei até o máximo da minha resistência física e psicológica, passando a conhecer o limite de minha capacidade (de gaúcho que sofreu com o sol)
- fiz novos amigos.
- tive que dominar as emoções (controle emocional) diante do imponderável.

Esses conhecimentos modificam uma visão de vida. 

Enfim, Somente o Exército poderia propiciar que eu conhecesse o Nordeste - da praia ao sertão!

Caatinga! Brasil!


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