terça-feira, 17 de abril de 2012

Crítica ao escritor Machado de Assis


Após essa sequência de artigos sobre Machado de Assis, eu gostaria de transcrever um texto que li. Antes disso, uma opinião:

A obra de Machado de Assis é fantástica.
Isso todo mundo sabe e todos dizem. 
As reclamações que surgem - normais para a nossa atualidade - ocorrem pela dificuldade de sua linguagem, já que o autor utilizou a grande maioria das palavras de nossa língua mater.
A literatura machadiana é tão importante, que já foi reconhecida mundialmente.
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Voltando à transcrição...
Abaixo temos uma CRÍTICA feita por Urbano Duarte, contra a obra "Memória Póstumas de Brás Cubas", de Machado de Assis.

"A obra do Sr. Machado de Assis é deficiente, senão falsa, no fundo, porque não enfrenta o verdadeiro problema que se propôs a resolver e só filosofou sobre caráteres de uma vulgaridade perfeita; é deficiente na forma, porque não há nitidez, não há desenho, mas bosquejos, não há coloridos, mas pinceladas ao acaso."

DUARTE, Urbano. Apud GUIMARÃES, Hélio de Seixas. Os leitores de Machado de Assis. São Paulo: Nanquim, 2004, p. 192.

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Cabe ressaltar que a referida obra (Brás Cubas) espantou o público da época, pois rompia com as definições do romantismo, estilo ainda predominante. Os leitores românticos estavam acostumados aos folhetins, tendo um protagonista de caráter admirável e uma história de amor.
Brás Cubas é um livro escrito por um defunto autor (autor-defunto - o próprio Brás Cubas),  que foi membro da elite brasileira e que realiza uma "anatomia do caráter" da sociedade da época: com descrições cruéis, adultério, corrupção, hipocrisia, interesses, vaidade, entre outros componentes do Realismo.

Podemos ressaltar outras características realistas, tais como: análise psicológica, ironia, contraponto dialógico e trabalho com a linguagem.
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Voltando à crítica: conseguiríamos imaginar, na atualidade, algum crítico literário condenando Machado de Assis?
Dificilmente.
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Por isso, não confie em críticos literários.
Eles julgam a obra com um ponto de vista limitado.
Aliás - "Todo ponto de vista é a vista de um ponto" - Leonardo Boff.
A crítica que destrói só serve como barreira a ser vencida. Apenas isso.
Acredite no seu gosto de leitor - se o livro que você leu agradou, que bom! (É nisso que Machado de Assis é amigo de Paulo Coelho - leia o que quiser! É o caminho para o hábito salutar...)
Caso não tenha gostado do que leu, pode ser que ele seja um epígono (pertence à geração seguinte), ou extrapole a "visão compartimentada", normal no ser humano.
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No caso de Machado de Assis, ele foi a verve de várias gerações seguintes.
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PS: sou de opinião de que o blog deve servir como um espaço para ensaios "mentais". Não possui a rigidez do papel... 
A crítica literária só é válida se tiver uma finalidade educativa, ou seja, contribuir para o desenvolvimento do autor.

Abraços!

Um comentário:

  1. Rasgação de seda contigo não, nem com ninguém, mas qd gosto muito de algo falo mesmo, teu blog tá fantástico, uma delícia , hehehe, amo muito tudo isso, bj:)

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Obrigado por deixar o seu comentário neste blog.
Agradeço o tempo investido nesta comunicação.

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