sexta-feira, 20 de abril de 2012

Artigo do Jornal Expresso Ilustrado - 20 de abril de 2012 - Incentivo Literário - Parte II - por Giovani Pasini


Incentivo literário – parte II

No artigo anterior, escrevemos sobre Machado de Assis, um exemplo de perseverança, ao construir sua arte renomada. Hoje, gostaríamos de evidenciar que a idade não interfere na qualidade da produção artística. Álvares de Azevedo, escritor romântico de grande competência, faleceu com 20 anos, sendo que seus textos foram escritos dos 16 aos 20. O mesmo ocorreu com Junqueira Freire (viveu 23 anos), Casimiro de Abreu (morto aos 21 anos), o grandioso Castro Alves (finado aos 24 anos). A maioria deles foi vítima da tuberculose, doença fatal no século XIX, conhecida como tísica. A escritora Rachel de Queiroz ficou conhecida nacionalmente, aos 20 anos, por escrever o romance “O Quinze”, que retratava uma terrível seca ocorrida no nordeste, em 1915. Clarice Lispector, ao lançar a obra “Perto do Coração Selvagem”, aos 19 anos, assombrou a crítica literária. Em Santiago, por exemplo, temos a figura de Caio Abreu que produziu os primeiros textos aos 6 anos; com 21 recebeu o prêmio Fernando Chinaglia, pela obra “Inventário do Irremediável”. Qual o motivo de estar relatando tudo isso? Espero incentivar – função essencial de qualquer periódico – ao menos um novo escritor. A boa literatura não predispõe idade; mas leitura, imaginação, talento, erros, acertos e, principalmente, o esforço. Definir os objetivos e estabelecer as metas: a primeira delas é esquecer o “receio de tentar” e não temer qualquer julgamento. Portanto, publique sua obra! Tire-a da gaveta e derrote o “monstro da inanição” (do vazio).

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