sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Senado perdoou grevistas em 13 estados e no DF - Resenha On Line

Senado perdoou grevistas em 13 estados e no DF
 
10 Fev 2012

Orientação agora é não mais aprovar anistia

BRASÍLIA. Em agosto de 2011, com apoio de praticamente todos os senadores, à exceção do tucano Aloysio Nunes Ferreira (PSDBSP), o Senado, ao votar a anistia a policiais militares e bombeiros grevistas do Rio, incorporou ao projeto o perdão a integrantes da categoria que se envolveram em movimentos reivindicatórios desde 1997 em mais 12 estados e no Distrito Federal.
O texto final, que virou lei a partir de 13 de outubro após sanção da presidente Dilma, estendeu a anistia a profissionais de Minas Gerais, Bahia, Ceará, Mato Grosso, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Rondônia, Roraima, Santa Catarina, Sergipe, Tocantins, Distrito Federal e Alagoas.
Todos os envolvidos em movimentos grevistas foram anistiados até a data da publicação da lei.
No caso da greve recente do Ceará, na virada do ano, pode ter sido negociada a anistia com o governo do estado, mas não foi aprovada pelo Congresso. Da mesma forma, PMs e bombeiros do Maranhão aguardam anistia prevista em projeto do ex-deputado Weverton Rocha (PDT-MA), protocolado no início deste ano.
A mesma Dilma que sancionou a lei com anistia para movimentos grevistas passados agora orienta os governadores, Jaques Wagner inclusive, a não mais conceder anistia.
No ano passado, após a greve do Rio, o clima era favorável à categoria. Ontem, os senadores fizeram um mea-culpa e disseram que não está mais em discussão anistiar grevistas que portam armas.
O líder do PT, Walter Pinheiro (PT-BA), avaliou que o Senado errou ao conceder anistia aos grevistas no ano passado. Para ela, essa questão tem que ser debatida pelas Assembleias estaduais.
— Essa questão tem que ser tratada nos estados para ver o que é indisciplina e o que é direito de greve — disse.
O senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP) disse que anistia como a aprovada no ano passado pelo Senado só contribui para fomentar movimentos como o da PM da Bahia. Ele afirmou que, caso o Senado queira votar, mais à frente, algum tipo de anistia, será contra novamente.
— Este tipo de anistia estimula movimentos dessa natureza.
É um atentado às instituições democráticas.

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