terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Crônica de Oracy Dornelles - Ser à-toa

Ser à-toa
 
 
 
Paulão Cabeça Preta convida para um super-baile de Carnaval:  é proibido o uso de tênis, bermudas, mini-saias e outras roupas menores. Do contrário, desista, mas não insista...

A Sociedade  Brasileira dos Ateus está processando conhecido repórter da Band por este chamar um criminoso de ateu, dizendo que por ser ateu, era criminoso. Errado. Conheci e conheço bons ateus, que valem mais que  uma dúzia de religiosos: mais honestos, não são bêbados, fuzarqueiros e pagam as contas. Ser ateu  é um direito. O maior dos ateus santiaguenses  que conheci, era um homem boníssimo, de bom coração, de vasta cultura, que se desfazia de suas coisas para ajudar os pobres: foi o Dr. Oneron. Nunca se ajoelhou e foi mais honesto que muitos carolas que fizeram calos nos joelhos, no assoalho das igrejas. 

Assim são esses lixos profanos que combatem órdens seculares perfeitas que remontam à época de Salomão. Respeito e aturo o direito deles serem  lixos esclarecidos.    Um dia atrás, eu perguntei a um desses, se ele era, de fato, ateu. Respondeu-me: "Sou ateu, graças a Deus!"

(Oracy Dornelles)

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