domingo, 29 de janeiro de 2012

Eletrocutado - poema

Eletrocutado
o pássaro não conseguiu mais voar.

As penas escorreram pelo ralo
e raros foram os dias
em que olhou novamente para o céu.

Os fios de baixa tensão
ficaram enrolados
em torno de seu pescoço,
agora pelado.

As asas ficaram doentes
os olhos perderam o brilho
a voz se aquietou.

O que antes era liberdade:
nuvens, ventos e vôos;
transformou-se
em
silêncio.

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