sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Artigo do Jornal Expresso Ilustrado - 30 Set 11 - Crônica do Ano - por Giovani Pasini


Crônica do Ano

Os psicólogos, na sua maioria, são favoráveis pela realização das celebrações de virada de ano. A ocasião marca o fim de um ciclo e o início de outro. Uma época que nos conduz, naturalmente, a uma reflexão sobre a própria existência. É comum uma retrospectiva, ainda que em silêncio, de nossas atitudes (em 2011?). Surgem várias perguntas: “Como foi o ano?”, ou “O que posso melhorar?”. Realmente, caro leitor, somos cheios de defeitos e manias, que nos fazem brigar, como leões de Nietzsche, em defesa das teimosias. Somos cometas em colisão, dentro de pequenos grãos de areia. Brigamos até com os nossos estômagos! Algumas vezes, cheiros e gostos dominam a inteligência; passamos a raciocinar com as glândulas e o regime vai para o espaço (a gordura para a barriga). Ah! A segunda é um ótimo dia para começar o regime; uma segunda de ano novo, então! A única certeza que temos, para 2012, é que a vida não será a mesma. O tempo nos prega essa peça: a alma pode ficar igual, mas o corpo se modifica – ou vice-versa. O 1º de janeiro será diferente do dia 31 de dezembro, apesar de parecido. Somente dentro de nossos olhos, que o passado ainda estará vivo. Isso não é castigo, mas magia. A paixão que abrilhanta a nossa vida, não aceita as imposições da natureza. As flores abrem e fecham; o sol sobe e desce; os lábios permanecem jovens. O uruguaio Eduardo Galeano escreveu que “o castigo do Diabo é viver a eternidade, na sua monotonia.” Nós, humanos, não temos o sempre – mas, o agora, deve ser continuamente melhor. O sentido da vida é aproveitar as emoções.

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