domingo, 30 de outubro de 2011

Reflexões de uma gaivota saburra

A literatura é a liberdade dos sonhos.
Com erros e acertos, se fazii uma literatura.
A escrita literária se resume no "contar algo", de alguma forma.

Algumas vezes, sinceramente, gosto do indivíduo que não sou.
Gosto da voz de quando não falo.
Gosto do abraço que não dou.
Gosto do elogio que não recebo.
A falsidade faz parte do ser humano.
Gosto quando não pertenço a humanidade.
Adoro o vazio da solidão e o vácuo das vozes.
"Vozes aveludadas - veludosas vozes".
Bocas podres e mentirosas,
como a água da fétida sarjeta
urubus peçonhentos
de Alsácia-Lorena
com mortes de guerras mundiais
em pífias almas terrenas.
Venenos, vozes e versatilidade.
Flexibilidade da estúpida sociedade
dos olhos de poço fundo
de asas de plano raso
e de contatos ignóbeis.

Simplesmente o buraco
da montanha que um dia foi
na serra pelada do relacionamento
e na amizade saburra.

(um dia me disseram que a gaivota era branca, não tão negra)

Uma arte mágica
da indecisão melodramática
da musicalidade
da realidade pintada
do filme não assistido
e da literal valsa
 - encenação poética -
para os olhos do compositor.

Uma porcaria que não deveria ser escrita
imagina, ainda,
para ser lida.

A mais bela
flor
do
Paraguai.

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