sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Artigo Expresso Ilustrado 26 de agosto de 2011 - Panela, Panelinha, Panelão - por Giovani Pasini

Particularmente, declaro-me contra qualquer tipo de bairrismo. Isso é coisa do passado, de quando os nossos pagos ainda eram avulsos ao mundo. O isolamento somente se justificava quando a estrada para Santa Maria e Porto Alegre ainda era de terra, ou seja, na geração anterior a da minha. As distâncias se multiplicavam e a nossa panelinha tinha a dimensão de um panelão. Contudo, a roda do tempo girou (e gira). Hoje, as comunidades estão integradas, globalizadas e possuem o contato virtual, a partir de um clique. Tenho amigos do outro lado do Brasil, na Argentina, no Paraguai e tantos outros lugares. As panelas perderam as tampas e, atualmente, não importa tanto de onde você é. O que interessa é qual a sua posição e para onde pretende ir. Com isso, a xenofobia (horror ao estrangeiro) tende a cair no desuso, diminuindo uma forte implicação cultural (negativa). Ainda mais, quando o indivíduo é apenas de outra cidade, de algum ponto de seu país. Portanto, quem não nasceu no nosso município pode e deve interferir nas decisões diárias, desde que se sinta inteirado com a comunidade e tenha motivação de fazê-lo. A população do século XXI está interligada; quer romper as barreiras e perímetros. Fazendo parte dela, desejamos acabar com os limites imaginários que foram implantados na nossa conduta, desde que iniciamos a falar. O ser humano é individual e único. Não interessa onde nasceu; o que tem maior significância são os seus valores e, principalmente, as intenções.

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