sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Artigo Expresso Ilustrado 12 de agosto de 2011 - Dialogando - por Giovani Pasini


Nessa semana, participei de um debate muito interessante, no Centro de Educação da UFSM, que envolveu cerca de 20 pessoas. Um dos assuntos do diálogo, coordenado pelos professores Valdo Barcelos e Celso Henz, foi uma análise sobre o controle, ou seja, controlar e ser controlado. Diversas questões surgiram durante o encontro: como lidamos com o outro? Realmente exercemos o domínio sobre a nossa existência? Apropriamo-nos de alguns indivíduos, mesmo sem a intenção? Não gostamos de ser controlados? Várias conclusões surgiram daquela interação. Uma delas, a mais importante, é que facilmente confundimos “cuidar e controlar”. Em determinados momentos, a melhor forma de cuidar de alguém é deixá-lo livre. Qualquer tipo de opressão é uma ofensa à individualidade. Para desenvolvermos a nossa humanização, temos que esquecer parte daquela educação dominadora, capitalista, que influencia a conquista pela submissão do outro. Isso ocorre em falsos relacionamentos amorosos, amizades por interesse, ou em alguns conflitos do trabalho. Um pequeno descontrole no caminho pode acender uma luz negra em nosso cérebro e, então, passamos a subjugar o concorrente, massacrando o nosso adversário. Um sentimento que parece vir da gene dos gládios romanos. Na noite anterior ao debate, uma frase “sonâmbula” surgiu na minha mente: todo sentimento de inferioridade pressupõe uma comparação. O erro é que somos únicos no nosso mundo. Portanto, não tente controlar e nem comparar. Afinal, os pensamentos nunca poderão ser dominados.  Nem os seus; nem os dos outros.

Um comentário:

  1. Oi Giovani, adorei o texto,
    se sentir controlada, censurada,
    enclausura nossa alma, é muito
    triste, devemos nos sentir livres
    pra ser...dar risada, dançar...
    e daí?

    ResponderExcluir

Obrigado por deixar o seu comentário neste blog.
Agradeço o tempo investido nesta comunicação.

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...