domingo, 28 de agosto de 2011

(Ensaio) Autoanálise, outras dimensões, sonhos, família e ambições - reflexos de Santiago e Santa Maria

São 9 horas da manhã, deste domingo.
Acabo de acordar. Nessa noite tive um sonho com meu finado pai, Acir Pasini.
No sonho, ficamos conversando por bastante tempo...
Essa postagem será um pouco longa, mas totalmente sincera.
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Esse ensaio surge como uma autoanálise, feita no próprio sonho, que não tem medo de ser exposta, pela transparência de uma alma.
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Sempre acreditei em Deus e na essência. Andei pelas três religiões mais comuns (católico, evangélico e espírita), nesta sequência. Uma surgiu como solução para a outra, nas dúvidas dos dogmas intransponíveis e na busca da solução das dúvidas ontológicas. Fiz, então, um curso de Gnose e me transformei em gnóstico.
A Gnose respondeu alguns questionamentos, principalmente no fato de eu crer em outras dimensões e no fato de energias superiores. Contudo, apesar de ser o "conjunto de regras" com maior afinidade, distanciei-me, por ser mais uma limitação para o infinitos.
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Toda escolha pressupõe uma seleção e, portanto, um abandono de caminhos. Pensando assim, passei a tentar enxergar somente as coisas boas que cada uma delas (e todas as outras filosofias e religiões) possuíam. Tornei-me, então, um fiel a Deus; abandonei todas as religiões e prossegui pesquisando Deus. Aproximei-me de crenças orientais, onde a energia vital é a que conta, quando realizei vários cursos de Reiki.
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Quando mais eu estudava (e estudo) sobre todas as coisas, mais a razão tentava me afastar de Deus, com as dúvidas pairando sobre o ateísmo. Contudo, dentro de minha alma, um fogo sempre me puxa a pensar na existência de algo superior, maior que o humano. A própria filosofia explica essas minhas dúvidas. Entretanto, tendo a concordar com o Pondé (filósofo brasileiro), de que Deus existe e que o acaso não tem o poder de criar nada, apenas causar choques e acidentes.
Conclusão parcial número 1: passei a estudar tudo o que podia, para encontrar com Deus e solucionar algumas dúvidas ontológicas (De onde viemos? Para onde vamos?), com uma voracidade fantástica.
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Paralelo a isso, desde os 12 anos (no caderno de redação); e dos 13, quando meu pai pagou um curso de datilografia no SENAC, em Porto Alegre, passei a nutrir o desejo de ser um escritor, que fosse reconhecido por suas letras.
Os humanos confundem, muito bem, os sonhos e as ambições. 
Hoje, vejo que ganhei desafetos por esse sonho.
Escrever, para mim, é um sonho. A fuga da realidade e tudo mais que a literatura proporciona.
Só que - pensava (e penso) - para se escrever bem, tem que estudar muito. Junto com isso, é necessário desenvolver o "dom", a união com a Essência. 
Já havia me formado na Academia Militar das Agulhas Negras (AMAN), quando surgiu um forte desejo de descobrir os segredos do conhecimento.
Por incrível que pareça, passei a frequentar seminários, cursos, congressos, fóruns (etc.) por vontade de aprender e adquirir sabedorias. Realizei um Mestrado em Educação, área que mais simpatizei, por tratar do próprio ser humano. Fiz uma faculdade de Letras, para aprender um pouco mais da gramática, o meu "calcanhar de Aquiles", e subdivisão que tenho me dedicado para melhorar. A dificuldade surge no fato de que a gramática é "armazenada" pela inteligência matemática, disciplina que tenho enormes falhas.
Inúmeras vezes pensei: "Deus, faça-me adquirir um pouco mais de sabedoria...".
O prazer em debater o conhecimento - repensar a própria vida - transformou-me num militar que também é professor.
Conclusão parcial número 2: passei a estudar tudo o que podia, para encontrar o caminho da sabedoria e escrever algo que agradasse o meu leitor.
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No meu sonho, com meu pai (ou minha consciência, como queira), conversamos sobre tudo isso e muito mais.
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A autoanálise surge no momento em que se pensa a própria vida. 
Agora surge a minha autoanálise:
1. Tenho uma família fabulosa, com uma esposa que me apoia (base para tudo) e dois filhos que alegram os momentos de lazer.
2. Tenho uma profissão que me faz feliz - o Exército Brasileiro - onde estou me sentindo completo, pois estou atuando como professor, no Colégio Militar de Santa Maria.
3. Sou uma pessoa feliz - vivo feliz, gosto de meu corpo, gosto de minha mente.
4. Então, por qual motivo ficar "buscando, buscando, buscando..." sempre mais conhecimento, se a vida é agora?
5. Por qual motivo, deixar que os outros interfiram na minha vida (que é particular) por acharem que os meus sonhos podem não ser sonhos?
6. Por que não abandonar todas as atividades extras; todos os trabalhos que envolvem o tempo pessoal; todas aquelas coisas que você acredita, mas que sempre passa pelo julgamento dos outros?

Abrir caminhos pelo milharal, com foices e facões, leva até um momento:  de repente você se vê no meio de um milharal gigantesco, sem fim, e só tem o caminho de volta. O jeito é sentar, descansar, e comer alguns milhos. Depois?
Sei lá. Talvez continuar a derrubar a colheita, ou quem sabe voltar?

Todo guerreiro cansa. 
Essa é uma verdade...

Não é uma vergonha, mas uma constatação. Neste momento, estou cansado. Na verdade, continuo estudando. Ainda acredito em Deus. Persiste a vontade de ser um escritor. Amo a minha profissão e família.

Sempre me desdobrei para atender a tudo isso, sem causar traumas.
Chega um momento na vida, que você tem que desacelerar. Senão o "coração" não aguenta...

Talvez eu tenha que mudar a ordem das prioridades.
Os sonhos devem ter uma importância menor que a realidade?
A eterna dúvida: o amanhã ou o presente?

Tenho medo de começar a gostar mais de Santa Maria...

Bom, por enquanto, o sonho com meu pai me fez sentar no meio de um milharal. A reflexão e o descanso do guerreiro.

Ah! Não esqueça, caro leitor, que os defeitos também demarcam a nossa personalidade. As qualidades possuem apenas parte da responsabilidade dessa "formatação".
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As lágrimas são de água e sal, por qual motivo não ardem nossos olhos como a água salgada? Os sonhos (árduas lágrimas) vem de dentro, uma motivação. A ambição (sal de análises e julgamentos alheios) vem de fora, uma invasão.

sábado, 27 de agosto de 2011

Alunos voluntários do Colégio Militar de Santa Maria visitam o Lar das Vovozinhas


O Grupo “Hora do Conto: meninos e meninas lendo o mundo e a palavra”, visitou o Lar das Vovozinhas, no dia 25 de agosto de 2011, quinta-feira, para restabelecer o contato para o 2º Semestre de 2011. 
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O grupo que visita o Lar das Vovozinhas é coordenado pelo professor Dr. Celso Henz e pela professora Nilta Hundertmark e tem como participantes: o professor Giovani Pasini, cursantes do Normal Superior da Escola Olavo Bilac e alunos voluntários do 1º  ano do Ensino Médio do Colégio Militar de Santa Maria.
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O grupo realizará peças de teatro e irá contar histórias, a partir de setembro de 2011. Veja algumas fotos da visita:

Obs: as fotos foram autorizadas, pelo Lar das Vovozinhas.


Sala de Ginástica
Alunas do Colégio Militar e as vovós
Vovós, a nossa Guia Caroline e Alunas do Colégio Militar

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Artigo Expresso Ilustrado 26 de agosto de 2011 - Panela, Panelinha, Panelão - por Giovani Pasini

Particularmente, declaro-me contra qualquer tipo de bairrismo. Isso é coisa do passado, de quando os nossos pagos ainda eram avulsos ao mundo. O isolamento somente se justificava quando a estrada para Santa Maria e Porto Alegre ainda era de terra, ou seja, na geração anterior a da minha. As distâncias se multiplicavam e a nossa panelinha tinha a dimensão de um panelão. Contudo, a roda do tempo girou (e gira). Hoje, as comunidades estão integradas, globalizadas e possuem o contato virtual, a partir de um clique. Tenho amigos do outro lado do Brasil, na Argentina, no Paraguai e tantos outros lugares. As panelas perderam as tampas e, atualmente, não importa tanto de onde você é. O que interessa é qual a sua posição e para onde pretende ir. Com isso, a xenofobia (horror ao estrangeiro) tende a cair no desuso, diminuindo uma forte implicação cultural (negativa). Ainda mais, quando o indivíduo é apenas de outra cidade, de algum ponto de seu país. Portanto, quem não nasceu no nosso município pode e deve interferir nas decisões diárias, desde que se sinta inteirado com a comunidade e tenha motivação de fazê-lo. A população do século XXI está interligada; quer romper as barreiras e perímetros. Fazendo parte dela, desejamos acabar com os limites imaginários que foram implantados na nossa conduta, desde que iniciamos a falar. O ser humano é individual e único. Não interessa onde nasceu; o que tem maior significância são os seus valores e, principalmente, as intenções.

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Projeto "A literatura vive" - Colégio Militar de Santa Maria - dicas aos educadores

Nesse bimestre, iniciei um projeto particular "A literatura vive", no 1º ano do Colégio Militar de Santa Maria, na disciplina de literatura.
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A cada dois períodos de aula (geminadas) deixo 15 minutos para que três a quatro alunos apresentem a exposição de um livro, sobre qualquer assunto, que tenham lido e gostado (ou não). Eles também me entregam um resumo escrito, com título, autor, editora e umas 10 linhas com a apreciação da obra.
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A cada aula, aviso os 3 ou 4 alunos que irão apresentar na semana seguinte. A apresentação é voluntária e vale até 0,5 ponto de bônus na nota.
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O projeto tem sido um sucesso. Um pouco pelo fato dos alunos do 1º ano serem fantásticos. Outro tanto é pela quantidade de obras interessantes que já foram abordadas. Todos ganhamos!
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Fica a ideia como um incentivo à leitura. A matéria tem que ficar um pouco mais "corrida", mas vale a pena!
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Na foto, a Aluna Loren fazendo a apresentação de quatro livros que leu, da série "As brumas de Avalon".



Artigo Expresso Ilustrado 19 de agosto de 2011 - Panela de Pressão - por Giovani Pasini


Andamos pelo quarto, desnorteados com o presente. Sentamos na cama vazia. A cabeça está doendo (de enxaqueca) e o artigo deve sair; o leitor merece. Ao som de "Ave Maria", de Beethoven, conseguimos escapar da realidade ameaçadora. Cada um de nós merece encontrar um bom significado para a existência. Não adianta transitarmos, em ziguezague, desviando as mobílias escuras. O mesmo deveria ocorrer com os nossos pensamentos; eles não têm a permissão para ficar passeando pelo lado negro da alma. A música tem esse poder de libertar a essência da felicidade plena. Surge a ideia de que somos iguais na nossa diferença. Nós, que andamos pelo quarto, temos qualidades e defeitos. Os erros também definem a nossa personalidade, não só os acertos. Nós, que percorremos o chão desgastado, pensamos que uma das glórias da vida é deixar a marca das letras, para o futuro. Cácio Machado assim o fez; dentro de sua especialidade poética. Caio Abreu assim o fez; dentro de sua peculiaridade prosadora. Os nossos "olhares na ventania" favorecem a verificação filosófica de que a vida é fluxo corrente. Cácio Santiago e Caio F. ponderam que o tempo é inexato, quando a grafia atinge a perfeição da perenidade. As entrelinhas perduram no ontem, no hoje e para sempre. A carne é só um detalhe que deve ser esquecido; apenas uma de nossas diferenças, das tantas e tantas, que foram escancaradas e viraram gargalhadas, dentro das quatro paredes, do quarto 101.

Em homenagem ao lançamento do livro póstumo, de Cácio Machado.

domingo, 21 de agosto de 2011

Memento de Língua Portuguesa! Aos estudantes de todo o Brasil! Por Davi Pinheiro Dornelles (Memento DPD)

O memento de Língua Portuguesa que está anexado nesta postagem, foi confeccionado pelo meu sogro Davi Pinheiro Dornelles, professor de Letras. O memento é um ótimo resumo das principais mudanças da Língua Portuguesa, na nova ortografia. O mais importante é que o trabalho possui o aval do professor Eugênio, da URI, que possui um fantástico conhecimento na área da linguística. Quem quiser utilizar o memento é só imprimir. PS: RESPEITEM OS DIREITOS AUTORAIS. 

Colégio Militar de Santa Maria realiza 1ª Fase do SOLETRANDO

No dia 18 de agosto, quinta-feira, a seção de ensino que chefio (Seção A - Português, Redação, Literatura e Arte) no Colégio Militar de Santa Maria realizou o I Soletrando do CMSM.
A competição envolveu os alunos do 6º, 7º e 8º anos do Ensino Fundamental e foi dividida em duas etapas. A primeira selecionou um representante por turma, de cada ano. A 2ª etapa, ocorrida em 18 de agosto, envolveu os 11 finalistas.

Sagrou-se campeão o Aluno Ortiz, do 7º Ano do Ensino Fundamental. Vejam algumas fotos:

Equipe de organização do I Soletrando
Da esq para a dir: Cap Pasini, Ten Daniele, Asp Michele, Ten Fernanda, Profª Ana Lúcia e Cap João.

Torcida

Os 11 finalistas do Soletrando

Torcida dos familiares

Empolgação ao acertar a palavra

Filmagem do evento

Campeão - Aluno Ortiz do 7º Ano

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Coautoria em trabalho aceito para o VI Simpósio Internacional de Estudos de Gêneros Textuais - Natal, RN


QUER VER O SITE? CLIQUE AQUI

O trabalho da colega Adriana Bonumá, do Colégio Militar de Santa Maria, que participo como coautor, está sendo apresentado no VI Simpósio Internacional de Estudos de Gêneros Textuais, em Natal, RN.

A Adriana Bonumá, a quem deve ser inserido o mérito, viajou representando a nossa equipe, para fazer a apresentação do trabalho, que possui o seguinte título:

AS REPRESENTAÇÕES SOCIAIS DO SISTEMA DE ENSINO MILITAR EM NORMAS REGULAMENTADORAS DO EXÉRCITO NA PERSPECTIVA DO INTERACIONISMO SOCIODISCURSIVO

Autores:
Adriana Silveira Bonumá (UFSM), Ana Lucia Cheloti Prochnow (CMSM) e Carlos Giovani Delevati Pasini (CMSM)

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Aniversário da minha filhona Amandinha...

Hoje, 15 de agosto de 2011, a minha filha Amanda Dornelles Pasini completa 4 anos de idade.
Desejo a maior felicidade do mundo para a minha filhona!
A minha vida e a da Karla mudou após o nascimento do Eduardo e da Amanda!

Amanda, nós te amamos!!!

Giovani, Karla e Dudu




e-mail recebido - Cafezinhos Poéticos serão apresentados em Seminário da UFSM



Veja o site do evento: http://ce.rswa.com.br/

O  artigo científico que produzi, com o título "EDUCAÇÃO INTERCULTURAL E LITERATURA: CONTRIBUIÇÕES DE DIÁLOGOS LITERÁRIOS EM CAFEZINHOS POÉTICOS, PARA A CRIAÇÃO DA CONSCIÊNCIA LIBERTADORA" será apresentado no 2º Seminário sobre interação Universidade/Escola e 2º Seminário sobre Impactos de Políticas Educacionais nas Redes Escolares. O evento faz parte do calendário do Centro de Educação, da UFSM. 

Leia o email recebido:




BOM DIA SENHOR CARLOS!

Conforme contato anterior verificamos que o senhor encaminhou trabalho para ser apresentado e publicado no 2 SIPERE  da UFSM e solicitou acompanhamento do mesmo.

Como fomos responsabilizados por prestar este acompanhamento realizamos a leitura do seu trabalho e emitimos um parecer do mesmo.

Sendo assim, verificamos que o seu trabalho tem plenas condições de ser apresentado e publicado na sua íntegra e por este motivo encaminhamos o parecer do mesmo ao senhor.

Se ainda assim o senhor quiser ou tiver a necessidade  de modificar alguma coisa no seu trabalho ainda pode fazer até o dia 17 de de agosto e encaminhar as suas alterações para o meu e-mail.

UM CORDIAL ABRAÇO

ATT TANIAMARA V CHAVES
DOUTORANDA DO PPGE, UFSM
PROFA DO DECET URI

sábado, 13 de agosto de 2011

Convite para o Cafezinho - 34º Cafezinho Poético


Demolição da personalidade

Confesso, caro leitor, que os "diálogos" com Paulo Freire e Humberto Maturana estão demolindo vários de meus conceitos basilares.
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Estou numa fase de (re)construção da personalidade. Não quero falar muito...
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Mas, estou redefinindo as visões que tenho sobre o mundo que eu vivo; sobre as coisas e pessoas que me cercam.
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Algumas vezes, a implosão do (auto)conhecimento favorece o avanço.
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Talvez eu tenha que aumentar (mesmo) as minhas raízes em Santa Maria. Uma cidade que é a "maior vila de Santiago".

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Artigo Expresso Ilustrado 12 de agosto de 2011 - Dialogando - por Giovani Pasini


Nessa semana, participei de um debate muito interessante, no Centro de Educação da UFSM, que envolveu cerca de 20 pessoas. Um dos assuntos do diálogo, coordenado pelos professores Valdo Barcelos e Celso Henz, foi uma análise sobre o controle, ou seja, controlar e ser controlado. Diversas questões surgiram durante o encontro: como lidamos com o outro? Realmente exercemos o domínio sobre a nossa existência? Apropriamo-nos de alguns indivíduos, mesmo sem a intenção? Não gostamos de ser controlados? Várias conclusões surgiram daquela interação. Uma delas, a mais importante, é que facilmente confundimos “cuidar e controlar”. Em determinados momentos, a melhor forma de cuidar de alguém é deixá-lo livre. Qualquer tipo de opressão é uma ofensa à individualidade. Para desenvolvermos a nossa humanização, temos que esquecer parte daquela educação dominadora, capitalista, que influencia a conquista pela submissão do outro. Isso ocorre em falsos relacionamentos amorosos, amizades por interesse, ou em alguns conflitos do trabalho. Um pequeno descontrole no caminho pode acender uma luz negra em nosso cérebro e, então, passamos a subjugar o concorrente, massacrando o nosso adversário. Um sentimento que parece vir da gene dos gládios romanos. Na noite anterior ao debate, uma frase “sonâmbula” surgiu na minha mente: todo sentimento de inferioridade pressupõe uma comparação. O erro é que somos únicos no nosso mundo. Portanto, não tente controlar e nem comparar. Afinal, os pensamentos nunca poderão ser dominados.  Nem os seus; nem os dos outros.

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

10º cafezinho poético do Colégio Militar de Santa Maria - veja as fotos

Hoje, quinta-feira, realizamos o 10º Cafezinho Poético do CMSM.

Apesar de estarmos em poucas pessoas, o cafezinho foi muito bom!

Debatemos a HUMILDADE, assunto importante para todos nós.

Chegamos à conclusão que a humildade se resume a entender os limites e perceber que todos somos diferentes, dentro de nossa individualidade, o que nos faz seres iguais. Portanto, todos temos qualidades e defeitos. Afinal, a humildade é saber que ninguém é perfeito e que sempre teremos o que aprender.






quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Vídeo 2 do Projeto "A Literatura Vive" - Colégio Militar de Santa Maria e Casa do Poeta de Santiago - Assista o vídeo!

O projeto "Crônica falada" foi uma ótima ideia da Aluna Lauren, grande amiga, que faz a interpretação dessa crônica.
A atividade está começando e já produzimos estes dois pequenos vídeos. Outros três já estão planejados.


Espero que gostem!
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Texto: Crônica do Fogo e da Alma - Giovani Pasini - Artigo para o Jornal Expresso Ilustrado
Interpretação: Aluna Lauren

Observação: o vídeo ficou com um zunido e será regravado.




Ao percorrer a av. Medianeira, em Santa Maria, deparei-me um acidente, um atropelamento. Deitada no chão, uma mulher com fraturas e machucados. Em pé, o motorista que causara o desastre, desorientado. Quando me aproximei, disse-lhe: "Não mexa nela" e liguei para os bombeiros. Então, ouvi uma voz: "Sou médico!". Era um homem de meia idade, que passou a liderar o socorro, tendo o meu auxílio e de outros, que desviavam o trânsito. Eu segurava a cabeça da mulher evitando o movimento de sua coluna. Na sequência, a lembrança de algumas imagens: os transeuntes que paravam assustados e, depois, continuavam; um passarinho pousado no fio elétrico, desconsiderando a confusão; a cara morena (e pálida) da vítima, com seus lábios de um cinza-arroxeado. Não tive como deixar de pensar na efemeridade da vida e em todas as bobagens que afetam a alma com o fogo, eliminando um tempo precioso. Hoje aqui, amanhã lá. O barulho foi maior quando chegaram os bombeiros (heróis). Não me refiro ao som da sirene. Falo daquele vazio, tão grande, que parece querer nos engolir o corpo todo; a sensação da incapacidade. Afastei-me, facilitando o acesso aos profissionais. Na avenida, a técnica de resgate começava a funcionar. No poço, que tomei emprestado de Caio F, o eco de toda materialidade parecia sumir, dando lugar ao medo. Uma das últimas lembranças que ficou foi a das listras brancas pintadas no asfalto. A pedestre estava deitada sobre uma faixa de segurança.

Vídeo 1 do Projeto "A Literatura Vive" - Colégio Militar de Santa Maria e Casa do Poeta de Santiago - Assista o vídeo!

Texto: Ensaio sobre as cidades - Giovani Pasini - Artigo para o Jornal Expresso Ilustrado
Interpretação: Aluno Mateus Donay


Gosto de pequenos povoados. Nasci num, que se estende por uma coxilha, perto de um boqueirão. Mas, o ruim de cidades pequenas, daquelas que todos te conhecem, é que os defeitos que você possui são ressaltados ao extremo, em conversas de roda.  Nesse sentido as metrópoles ganham em qualidade: você pode morar por anos, ao lado de um desconhecido, que habita numa fortaleza intransponível, do outro lado do corredor. Parece-me que, nos municípios de baixa densidade demográfica, existe a alternância de valores: gostar muito e odiar demais. Naquele aglomerado de casinhas e poucos edifícios, você arruma grandes amigos, mas, também, inimigos homéricos. Na cidade grande é diferente: vivemos sob o manto da vida morna, isolada. Lá, os contatos se restringem a família, poucos amigos e colegas do trabalho, ou seja, ilhas de reconhecimento, em locais esparsos. As brigas ocorrem, mas, quando toca a sirene do final do expediente, encerram-se as animosidades e, todos correm para o forte – a moradia dos fracos. As qualidades do interior ninguém contesta: todos se olham nos olhos. Já nos grandes centros: muitas pessoas e quase ninguém existe. Em Porto Alegre, por exemplo, capital que morei por anos, os cotovelos ganham tanta notoriedade que parecem adquirir a importância dos olhos. Esquecendo a gangorra de qualidades e defeitos, uma coisa é certa: nada como a terra natal. Ela é como a planta de nossos pés e os fios dos cabelos - a base que não olhamos e a cobertura que não sentimos. Contudo, se tirarmos, com certeza fará falta.

A liberdade é uma metáfora - ensaio de uma revolta


A liberdade é uma metáfora de si mesma.
Nunca seremos totalmente livres.
A sociedade (e situações) coloca grilhões na nossa língua e, pior ainda, nas nossas letras.
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Quando nos comparamos aos pássaros, por exemplo, "Eu era uma andorinha, que voava por todos os sonhos", nunca seremos esses pássaros; a não ser em pensamento.
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O que vem antes de tudo? O sonho (ideia) ou a ação?
Os nosssos pensamentos - esse é o ponto chave - eles nunca poderão ser dominados.
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Não entenda essa afirmação como um "bolinar de propósitos", ou seja, pensar algo e falar outra coisa.
Os interesses particulares (e, talvez, maldosos) escravizam o caráter e são o inverso da liberdade.
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A liberdade é uma metáfora.
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A metáfora de ser "livre" é, no meu ponto de vista, a construção de um mundo paralelo, imaginado, bem longe do capitalismo humano.
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E a literatura é uma das cartas de alforria.
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A perfeição do ser humano é a sua diferença. Isso é o que existe de mais belo.
O que seria de Picasso se o homem apreciasse só a arte clássica?
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A liberdade é uma metáfora. 
A maldade é um paradoxo dessa metáfora.
A bondade é a antítese de interesses.
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O respeito deve surgir de fora para dentro e vice-versa.
O reconhecimento é uma idealização de condutas (metáfora de seres imperfeitos).
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Estou pensando em "voz alta":
1. Toda arrogância presume uma afirmação (sou bom; sou melhor; posso mais; passei no vestibular de medicina, por isso sou melhor que os pedadogos etc).
2. A humildade incorpora a dúvida. A sabedoria deve se basear em atitudes reflexivas. (Eu não sou melhor, mas diferente. O que posso aprender com ele?)
3. Não existe crítica que não seja uma afirmação (no sentido macro), tendo grandes chances de ser uma forma de arrogância.

Portanto, ter uma postura reflexiva, na maior parte das vezes, leva até um maior conhecimento (autoconhecimento).

A liberdade verdadeira, aquela que te transforma num deus ou num diabo, é a que escapa de seu cérebro, sem você prever. Isso mesmo: os seus pensamentos, bons ou maus, nem você domina. Apenas surgem, de acordo com o seu caráter.
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Tudo é questão de índole, de essência e, principalmente, de treinamento.
Treine para que a sua liberdade seja construtiva.
Contudo, ela sempre será uma metáfora.
Espero que seja bela...

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Aforismo - de onde vem, não sei! por Giovani Pasini

Todo sentimento de inferioridade pressupõe uma comparação prévia. O erro crasso é que somos incomparáveis; somos únicos no nosso mundo.

Republicando - em homenagem ao meu pai Acir José Pasini - O valor de um exemplo


Acir José Pasini - In Memorian


A melhor forma de se aprender algo, em nossa vida, é pelo exemplo. Quando eu tinha por volta de uns cinco anos, “peguei” uma bala do bar Bonanza, em Santiago. Ao sair do local, ao lado de meu pai, sem querer deixei que ele observasse a guloseima. Então o velho perguntou: “- O que é isso? Você pegou essa bala sem pedir?” Ao obter a minha resposta afirmativa, não brigou comigo. Retirou uma moeda do bolso e disse o seguinte: “- Giovani, vamos até o bar. Você vai pagar essa bala.” Dito e feito. Tive que enfrentar o Firmino, o dono do lugar e indenizar a mercadoria. Naquele momento, confesso que fiquei com bastante vergonha. Entretanto, hoje tenho muito orgulho. Há algum tempo, o meu filho Eduardo, que na época tinha seis anos, fez o mesmo no supermercado Bazana. Ao sair do local, observei um chiclete em sua mão. Perguntei: “- Eduardo, o quê é isso? Você pegou esse chiclete sem pagar?” Coincidências do destino. Diante da manifestação positiva de meu filho, o passado voltou em segundos. Naquele instante, eu era o Eduardo e meu falecido pai estava em mim. Retirei uma moeda do bolso e, calmamente, fiz com que ele pagasse aquele chiclete, ao caixa do supermercado. Até hoje agradeço os bons exemplos recebidos de meu pai. A honestidade é algo que não se compra; ela deve ser conquistada. E, ao seu lado, paira a tranquilidade moral. É importante sabermos que a roda da vida gira rapidamente. De repente, voltaremos ao início e o fim será apenas um recomeço...

sábado, 6 de agosto de 2011

Ensaio sobre a burrice e a sabedoria

A busca da sabedoria passa pela imersão nos estudos. 
Contudo, a sabedoria não significa grau de estudo. 
Podemos ter ótimo conhecimento numa linha específica e boas informações na cultura geral. 
Entretanto, penso que a melhor definição de "ser sábio" é a sabedoria de se adaptar, da melhor maneira possível, aos ambientes e pessoas com quem convivemos. 
A sabedoria, também, deve ser sinônimo de uma só cara, de apenas um caráter. 
Nesse ponto, vivemos dias de burrice.
Já arrumei vários inimigos, por que tive a coragem de sentar e falar o que pensava.
Julgo que assim é melhor. 
Além disso, tento libertar os desafetos de meu ódio; faço-os escapar de minha raiva.
A tua face - da forma como ela é - um dia irá aparecer. A burrice acha que pode enganar várias pessoas. O diabo só consegue isso, dizem, pois ele é muito velho.
A maturidade - fiel companheira da sabedoria - a maturidade traz a paciência e a visão de que o tempo passa para todos. 
Somos imperfeitos, e daí?
A melhor perfeição é a certeza de que todos aprendemos, na gangorra da vida. Todos temos qualidades e defeitos.
Disso tudo - pensamentos perdidos - posso afirmar que: se você julga os outros, ressaltando os defeitos, você é que está errado.
Se formos assim, faltará pasto para todos nós.
Ponto final.

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Artigo Expresso Ilustrado 5 de agosto de 2011 - Ensaio sobre as cidades - por Giovani Pasini

Gosto de pequenos povoados. Nasci num, que se estende por uma coxilha, perto de um boqueirão. Mas, o ruim de cidades pequenas, daquelas que todos te conhecem, é que os defeitos que você possui são ressaltados ao extremo, em conversas de roda.  Nesse sentido as metrópoles ganham em qualidade: você pode morar por anos, ao lado de um desconhecido, que habita numa fortaleza intransponível, do outro lado do corredor. Parece-me que, nos municípios de baixa densidade demográfica, existe a alternância de valores: gostar muito e odiar demais. Naquele aglomerado de casinhas e poucos edifícios, você arruma grandes amigos, mas, também, inimigos homéricos. Na cidade grande é diferente: vivemos sob o manto da vida morna, isolada. Lá, os contatos se restringem a família, poucos amigos e colegas do trabalho, ou seja, ilhas de reconhecimento, em locais esparsos. As brigas ocorrem, mas, quando toca a sirene do final do expediente, encerram-se as animosidades e, todos correm para o forte – a moradia dos fracos. As qualidades do interior ninguém contesta: todos se olham nos olhos. Já nos grandes centros: muitas pessoas e quase ninguém existe. Em Porto Alegre, por exemplo, capital que morei por anos, os cotovelos ganham tanta notoriedade que parecem adquirir a importância dos olhos. Esquecendo a gangorra de qualidades e defeitos, uma coisa é certa: nada como a terra natal. Ela é como a planta de nossos pés e os fios dos cabelos - a base que não olhamos e a cobertura que não sentimos. Contudo, se tirarmos, com certeza fará falta.

Aniversário de nossa comadre Sandra Siqueira


Hoje, a mãe da Maria Clara - a querida Sandra Siqueira - está de aniversário.
Não estamos em Santiago e ficamos devendo um abraço.
Contudo, desejamos o maior sucesso e felicidade do mundo!

Abração de toda a nossa família.

Extra! Casa do Poeta de Santiago está cadastrada e fornece ISBN para autores que lançaram livro pela entidade.

A Casa do Poeta de Santiago já está cadastrada como fornecedora de ISBN, junto da Fundação BIBLIOTECA NACIONAL.

O ISBN é um registro internacional que, ao passar no código de barras, fornece os dados da obra, tais como: autor, editora, páginas, assunto, etc. 

Nesse código as empresas cadastram o valor da obra. Além disso, o número serve de comprovação oficial da existência da obra.

Mais uma conquista para a nossa terra.

Foram cadastradas as obras dos autores Camila Jornada, Márcio Brasil, Lígia Rosso, Fátima Friedricweski e Giovani Pasini.


Essa é uma conquista que nós, da Casa do Poeta, batalhamos muito para conseguir.



Convite recebido da SMEC

Olá amigos e amigas,
 
Segue em anexo o convite para a solenidade de diplomação dos vencedores do Concurso Literário Cácio Machado e lançameto do livro póstumo "Olhares na Ventania".
 
 
Abraços Poéticos!
 
(...)
"ESCREVE o POETA,
os sentimentos das lembranças,
SORRI a CRIANÇA!
 
O POETA se cala
A criança espera, AMAdura.
Poeta-criançA
 
CRIANÇA-poeta
Osmose"
 
Cácio Machado (fragmento "UNO-DUO"-Livro Folhas de Outono)


Rodrigo Neres

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

9° Cafezinho Poético do Colégio Militar de Santa Maria foi um sucesso! Veja as fotos...

Hoje, 04 de agosto de 2011, quinta-feira, ocorreu o 9° Cafezinho Poético do CMSM.
O assunto que tratamos foi HUMILDADE.

Algumas ideias levantadas pelos participantes:
- A humildade não significa ser simples ou não ter dinheiro.
- A humildade não significa ser submisso.
- Todo ser humano é egoísta por natureza, sendo que podemos treinar a humildade.
- As discussões ocorrem por falha de comunicação, mas também pelo egoísmo.
- A reflexão (solidão opcional) pode ajudar no aumento da humildade.
- Sabedoria não é sinônimo de grau de estudo.

Veja algumas fotos




Einstein escreveu...

"O primeiro dever da inteligência é desconfiar dela mesma."

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Palestra no Instituto Isaías - 22 de julho de 2011 - veja algumas fotosPla

No dia 22 de julho de 2011, realizei a palestra "A Motivação do Educador: Paulo Freire e a Educação Intercultural" no Instituto Professor Isaías, em Santiago RS.
Na oportunidade tive a felicidade de expor algumas ideias para cerca de quarenta docentes, momento que serviu de grande aprendizagem.
Agradeço aos professores Algeu e Vírginia pelo convite.

Veja algumas fotos:



Exposição por cerca de 1 hora e meia
Plateia maravilhosa

Recebimento do certificado

Aforismo - de onde vem? Não sei

A filosofia é a melhor forma de se aproximar de Deus. Pensar (em silêncio) é o mais próximo que podemos chegar da Essência.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Aniversário da amiga Suzana Lemes

Karla e Suzana
Foto: Nova Pauta
As minhas férias (recesso escolar) de uma semana foram ótimas.
Fui para Santiago, descansei, trabalhei e me diverti bastante.
No dia 30 de julho, finalzinho do feriadão, comemoramos o aniversário da Suzana Lemes. A festa ocorreu na casa do Menna (outro amigão) e foi muito legal.
A Suzana, esposa do amigo João Lemes, é uma pessoa muito querida por todos.
Desejamos felicidades e muitos anos de vida!

Artigo Expresso Ilustrado 29 de julho de 2011 - A Alma sem gaiola - por Giovani Pasini

A alma é uma borboleta presa numa gaiola. Somente a imaginação, por vezes os sonhos, consegue libertá-la. As palavras escritas são as correntes da alma; os símbolos trancafiam os devaneios. Os pensamentos se aproximam do espírito, pois não conseguimos dominá-los: eles não aceitam os cadeados da sociedade. Pensamos e ponto. Então, surge a fala, que amordaça a amplitude das ideias; aí nasce a escrita que afunila a intensidade da emoção. O papel aceita várias interpretações e se subordina a aceitação dos outros. A beleza da alma está na liberdade da poesia – a vida é um poema – o maior sentido de existir, aparece nas entrelinhas. Uma pessoa sonhadora se assemelha a uma borboleta encantada, livre dos grilhões, que voa e voa. O papel e a caneta podem ser utilizados como uma ferramenta do poder; a mais poderosa arma que existe. Ela pode causar danos, mágoas, tristezas e, o pior de tudo, a submissão. As palavras ofendem; mas a alma desliza de patinete, em nuvens de algodão. Penso que ter sabedoria – um dia espero ter – é saber escolher pelo que vai sofrer; é não ter a “doença dos olhos”, de uma praga inexistente. A vida possui razões de sobra para sermos felizes. Você até pode não demonstrar que é feliz, mas deve ser feliz. Olhe para a lua: existe a lenda de São Jorge combatendo o dragão. A fera nunca se acabará e a batalha existirá a cada dia. Só que São Jorge ainda estará lá. A sua alma também está aí, quase arrombando a própria gaiola.
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