sábado, 16 de julho de 2011

Discurso que fiz no V Encontro de Escritores do MERCOSUL - para quem tiver tempo de ler.


A seguir, na íntegra, o discurso que fiz no V ENCONTRO DE ESCRITORES DO MERCOSUL. Peço aos leitores, que utilizarem o texto, que apenas façam a referência.
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O texto é um resumo de tudo o que penso, sendo que o discurso foi escrito com amor. Já enviei para inúmeros participantes do Encontro, que fizeram a solicitação.
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Se o leitor tiver tempo, faça a leitura e comente algo. Abração


V ENCONTRO DE ESCRITORES DO MERCOSUL
Oberá e Posadas (Argentina) – Encarnación (Paraguai)
7 a 9 de julho de 2011

EDUCAÇÃO INTERCULTURAL E POVOS DO MERCOSUL
(Literatura libertadora e humanizadora)
Carlos Giovani Delevati Pasini[1]

Bom dia a todos!
(Agradecimento para a Mesa de Honra e Comissão Organizadora.)

Ao agradecer a comissão organizadora do V Encontro de Escritores do MERCOSUL pelo valoroso convite de palestrar no presente evento, celebro a oportunidade de visualizar a realização de mais um evento cultural internacional, que possui o magnífico objetivo de integrar os povos do MERCOSUL. Tal evento, sem fronteiras, é voltado para o “pensar literatura” e para o “questionar destinos”.
O tema do Encontro – Diálogos Culturais – é um desafio crucial para todos os participantes, vindos dos variados cantos dessa América, com diferentes profissões, línguas e costumes. Propomo-nos a dialogar e, principalmente, a aproximar as diferentes culturas de povos distintos, com a meta de atingir uma igualdade e uma humanização que nos transforme em cidadãos cada vez mais: éticos, inteligentes, cultos e, por que não dizer, mais humanos.
Para tentar contribuir com o referido encontro, de forma efetiva, irei dividir a minha fala em duas partes. A primeira, essa que os companheiros estão presenciando, será feita na forma de leitura, com o texto que está sendo lido; e foi distribuído para os participantes. A segunda, mais informal, será feita na forma de uma palestra com a utilização dos recursos de multimídia. Pretendo não levar mais do que 40 minutos entre toda a apresentação. Qualquer questionamento poderá ser feito na segunda parte da exposição e será respondido com o maior prazer.
Inicio a minha retórica com a ideia do chileno Humberto Maturana, o qual define que a evolução humana ocorreu em virtude da “comunicação amorosa” existente na composição atômica (os átomos). A etimologia da palavra AMOR é algo parecido com (a= negação / More = morte), ou seja, amor significa “negar a morte”. Nos átomos, entre o núcleo e os elétrons, existe um grande espaço vazio. Eles buscam preencher esse vácuo, formando as moléculas. A partir desse microcosmo, surge tudo o que conhecemos hoje, na natureza.
Dentro do ecossistema, a raça humana se tornou uma incógnita, no seu salto evolutivo. O que nos distingue dos macacos? Dizem os cientistas, que a diferença gira em torno de 1,5%. Deixando de lado o “elo perdido”, todos os animais possuem certo tipo de inteligência – a diferença entre nós e eles é o quociente. Além disso, temos a capacidade de transmitir os conhecimentos, ou seja, ensinar e aprender baseados na experiência dos outros. Adquirir habilidades pela imaginação! Não há dúvida que essa capacidade “potencializou” o ser humano.
As grandes vantagens que tivemos foram a adaptabilidade e a capacidade de educarmos. A primeira, gira em torno da “não adaptação”, da eterna procura do conhecimento e do desenvolvimento de habilidades individuais. A segunda, tão importante quanto à outra, resume-se em completar (e criar) os espaços vazios em nossa alma. Tal como os átomos, também preenchemos a comunidade e os espaços vazios do que chamamos “vida”.
Maturana (2009), ainda apresenta que habitualmente pensamos no humano, no ser humano, como um indivíduo racional. Repetindo, o que distingue o humano dos outros animais é ele ser racional. A visão que temos da razão, na atualidade, deixa o homem cego. Para Maturana, a cultura ocidental desvaloriza as emoções, tornando-nos quase “ignorantes” nas relações interpessoais.
Quando mudamos a emoção, alteramos o domínio de nossa ação e, por consequência, os resultados são modificados. Para compreendermos melhor, basta explicar que o nosso raciocínio lógico diminui, por exemplo, quando estamos com raiva ou medo. Todos os animais possuem as emoções, expressadas pelo sentimento.
Pode-se afirmar, ainda, que todo sistema racional se baseia em premissas fundamentais aceitas a partir de preferências; ou seja, a razão não é transcendental, ela surge da emoção humana. (Maturana, 2009, p.16)
Voltando ao foco da Educação Intercultural, com ênfase nas emoções, sobrepondo à razão: o que você se lembra da sua época de escola? Com certeza, as melhores e piores recordações estão envoltas de aspectos emocionantes, ou seja, o sentimento sobrepõe ao conteúdo (razão).
Na obra “Ovelhas Negras” de Caio Fernando Abreu, escritor brasileiro, de minha terra natal (Santiago), surge o seguinte pensamento, do I Ching, “Aparece uma revoada de dragões sem cabeça”. Tal aforismo leva a uma reflexão básica: a maioria de nossos problemas não está do lado de fora, mas dentro de nosso cérebro. A razão em conflito com a emoção. São os “dragões sem cabeça” que atormentam bem mais, do que fazem mal. Essa ideia se aplica a tudo: amor, finanças, trabalho, entre outras coisas. A revoada dos “dragões sem cabeça” é encontrada até quando o assunto é literatura.
O que queremos com a literatura e a cultura? Desejamos ser hipócritas, em busca da difusão de nosso próprio ego? Queremos capturar mais um certificado para embelezar os próprios currículos, que nada mais são do que uma “correria da vida”?
Repensar a cultura é refletir os próprios objetivos. Debater a literatura é recriar a própria literatura de nosso MERCOSUL.  
Apresento um ideal que coletei do mundo e reenvio para o mundo: A escrita é livre. A leitura que é seletiva.  Repito: A escrita é livre; a leitura é seletiva.
Nós, a partir do momento que dominamos os códigos das letras, temos a liberdade de escrevermos o que quisermos, desde que haja o respeito aos direitos do outro. A leitura, ao contrário, é baseada numa seleção – escolha, opção, triagem – de textos produzidos e lançados ao mundo.
Paulo Freire, grande pensador brasileiro, atesta que “a leitura do mundo precede a leitura da palavra” (FREIRE, 2006, p. 11). Portanto, antes mesmo de analisarmos qualquer letra, realizamos a compreensão e leitura do mundo.
Dito isso, serei enfático: a cultura não é somente das elites e, também, não procede unicamente do povo. A cultura é o reflexo material e imaterial de toda uma sociedade. Rui Barbosa, político e orador brasileiro, foi um dos primeiros patrícios a tratar a pedagogia (ciência da educação) como um problema integral da cultura.
Pense bem: as nossas condutas surgem da educação ou da cultura?
Na verdade, ambas estão entrelaçadas, numa flexibilidade social, sendo que somente elas possuem a capacidade de transformar o homem - no ser humano. Tudo o que foi construído fisicamente, à nossa volta, faz parte do patrimônio “material” da cultura (casa, carro, ruas, estátuas etc). No entorno de tudo o que nós vemos, também existe a complexidade do que está na esfera do conhecimento, ou seja, a cultura “imaterial” (os costumes, as tradições, as manias, as modas etc).
A educação, ciência de larga amplitude e transversalidade, aponta para todos os sentidos, sem indicar um caminho único e específico. A subjetividade da vida baseia-se na objetividade de buscar uma justificativa para a própria vida. Existir por algum motivo.
Sabe-se que a educação de um indivíduo ocorre de duas maneiras: a formal (feita pela escola) e a não–formal (efetuada pela vida). A primeira possui currículos, professores, métodos, material, etapas e objetivos a serem atingidos. É a dos programas de disciplina adotados pelos estabelecimentos de ensino, que contribuem acintosamente para a estruturação da personalidade do cidadão. A outra é a educação constante, que se inicia com o nascimento (ou mesmo antes dele) e só termina com a morte. A educação não-formal não se faz somente na escola, mas em todos os ambientes a que o indivíduo tem contato. Sua efetividade se encontra nos valores de instituições, como a família, a Igreja (religião), o próprio papel do estado, entre outros.
Educar[2]  exige o reconhecimento e a assunção da identidade cultural do povo em que se faz parte. Paulo Freire revisitou fundamentos importantes da educação, tornando-se um dos teóricos mais importantes da atualidade, sendo respeitado na comunidade científica. “Andarilho do óbvio”:
(...) Assumir-se como ser social e histórico, como ser pensante, comunicante, transformador, criador, realizador de sonhos, capaz de ter raiva porque é capaz de amar. Assumir-se como sujeito porque é capaz de reconhecer-se como objeto. A assunção de nós mesmos não significa a exclusão dos outros.. (FREIRE, 1999, p.46) 

Segundo a professora Nelly Alleoti Maia (1996) “Toda a educação é aprendizagem, mas nem toda a aprendizagem é educação.” A assertiva declara que existem muitas coisas que são aprendidas, as quais podem levar à falta de educação: o ladrão rouba e o vigarista engana; exemplos de comportamentos aprendidos, mas que ao invés de integrar, marginalizam as pessoas.
Ao contrário, também existem ensinamentos que contribuem para a interação social, o que se pode afirmar que é educação, pois favorecem o processo de aperfeiçoamento do homem, para ele possuir atitudes aceitas pelo grupo e adquirir conhecimentos para agir em benefício dessa sociedade.
A propagação da educação proporciona a conservação da herança social, na medida em que os valores e as tradições do povo transportam-se de uma pessoa para outra, por intermédio da proliferação da cultura. Além disso, a educação é uma ferramenta essencial para a ação e a mudança social. Somente com o acesso ao conhecimento é que o homem poderá mudar e influenciar as atitudes de sua época, de forma geral e global. Portanto, progredir dentro da cultura possui uma parte fixa e outra mutável, ou seja, que não é estanque, mas que possui uma base.
A preservação da cultura está ligada a sua mudança. As alterações vão ocorrendo, geralmente, de forma lenta e imperceptível. Excetuando-se, obviamente, momentos históricos de transformações sociais de forma radical, drástica. Esses períodos são caracterizados por incertezas e revoluções (armadas ou não), também pela difusão de ideais de massa. Até que a situação volta para a normalidade, com alterações quase imperceptíveis, a não ser que seja um estudioso ou um bom observador.
Apesar de a cultura estar presente em toda a sociedade, pode-se dizer que teremos um maior avanço, enquanto Latino-Americanos, quando buscarmos cada vez mais a inclusão do povo, como um grupo pensante e população ativa de sua própria história.
O alemão Walter Benjamin defende, de forma magnífica, que o relacionamento das “massas” com a arte, dota-se de um instrumento eficaz de renovação das estruturas sociais. Portanto, a arte serve para modificar, positivamente, um povo. Os encontros de escritores, como estamos fazendo, surgem como um “pontapé” para transformar o mundo – o nosso mundo – aquele ao qual temos acesso.
As letras não pertencem a alguns, mas fazem parte da vida de qualquer cidadão que saiba ler e escrever. Entenda-se, a escrita é livre; a leitura que é seletiva. (Você só terminará de ler, ou ouvir, esse texto se quiser!). As obras literárias produzidas são positivas, dentro de suas diferenças. Melhor ainda, elas são livres para serem construídas, pois romperam o obstáculo “arcaico” de que não teriam condições de terem nascido.
Uma estatística imaginária: se a cada 1000 escritores que iniciam, surgir um Jorge Luís Borges (Argentina), um Caio Fernando Abreu (Brasil), um Pablo Neruda (Chile), um Gabriel Garcia Marques (Colômbia), um Roa Bastos (Paraguai), um Eduardo Galeano (Uruguai), por que não incentivarmos o surgimento de 2000 novos escritores?
Alguns dizem que o escritor deve estar “letrado” antes de redigir um conto – besteira pura. A vida não possui ensaios; ela é agora. A construção intelectual ocorre durante toda a existência, numa escada que sobe (e também desce). Não fique nervoso se você errar uma vírgula, um ponto, uma exclamação, ou mesmo uma palavra. A melhor aprendizagem surge do engano. Não se preocupe com isso, pois ocorreu, ocorre e ocorrerá com todos os escritores. Preocupe-se, sim, em desenvolver o seu dom: na pintura, na dança, na música (etc.) e, também, na escrita. Alguém irá apreciar a sua arte. O resto – críticas que sempre existirão- o resto é uma turbulência passageira.
Walter Benjamin complementa que “temos que ser defensores da liberdade de todas as vozes”. Em resumo, qualquer leitura se torna importante, pois nos ajuda a pensar e repensar; a construir e destruir; a fazer e desfazer: a sermos únicos, na nossa arte.
A cultura é medida, justamente, pela diversidade de costumes e valores. Quanto mais heterogênea for uma sociedade, melhor ela será. Portanto, ficar discutindo se o indivíduo pode ou não escrever (forma e conteúdo) sempre será um “redemoinho sem água”. Relembrando Descartes “Penso, logo existo”. Escrevo, então reflito. Vivo, é bom que aprendo - e não apreendo, nem domino. A dominância prevê a exclusão de algo, para alguém. As letras são do mundo e não de um homem.
Martha Medeiros, outra brasileira, afirma na sua coletânea de crônicas Coisas da Vida, que é “Impossível deter o desenvolvimento de lugares e pessoas”. A humanidade evoluiu, não adianta tentar impedir o tempo. Portanto, esqueça o “não escreve que você não tem capacidade!”; fato defendido por alguns críticos que se perdem no próprio racionalismo. Só aprende quem pratica - e muito. Alia-se, a isso, a inspiração e a conexão com a “essência”. Inicie agora, retire a sua obra de arte da gaveta e divulgue para todos! O que você tem a perder? As palavras escritas é que são imortais: nós passamos pela vida.
Certa vez, andando pelas ruas de Santiago, tive a felicidade de ouvir um ditado tradicionalista. Um senhor de idade, de mãos dadas com a esposa, falou a seguinte frase: “Cavalo velho ainda se assusta com galinha nova!”. Sem ouvir a sua explicação sobre a moral da história, tive a ousadia de fazer a minha dedução. “Uma pessoa experiente ainda se assusta com as peripécias da juventude”. Os jovens possuem a força do agir; a atuação impulsiva e o posterior pensamento. Algumas vezes assustam pelo temperamento. Já os idosos carregam a sabedoria da vida; a bagagem de uma existência; a serenidade da reflexão e os conselhos sensatos. O cavalo velho caminha tranquilo, enquanto a galinha nova dá vários pulos e sustos! A diferença incrível é que nós humanos transitamos entre as duas formas sem perceber. Se bem que todos nós conhecemos “alazões idosos”, que desmentem qualquer indicativo de idade.
Os anos deveriam ser medidos pelo olhar. Isso mesmo, os olhos é que teriam que marcar a velhice ou a juventude. Existe um ditado popular que define que “nada detém a inexorável marcha do tempo”. Contudo, nada segura a força inexorável de olhos sonhadores. A paixão criadora é que movimenta o mundo e alavanca os sonhos. Aquela magia que deixa o sorriso límpido, lindo e jovem. O entusiasmo que, independentemente da idade, nos transformam em “cavalos novos que assustam galinhas velhas”.
Senhoras e senhores: a literatura do século XXI, aquela das crianças e dos adolescentes, está baseada no entretenimento. Ler deve dar prazer. Para a juventude, a literatura deve passar pela esfera do fantástico. Para nós, participantes deste importante encontro, a literatura da América Latina tem de assumir um novo papel, que engloba o social e a filosofia humanizadora: deve ser de natureza intercultural.
Para o filósofo cubano Raul Fornet-Betancourt (2004), nós latinos temos que sair de nosso analfabetismo cultural, que é baseado em falsas seguranças teóricas e práticas. Temos que escapar do “colonialismo cultural” que foi feito e impregnado na nossa sociedade latina, principalmente no pós-guerra mundial (1945). Pensamos com as teorias dos outros; vivemos com o pensar dos outros. Continentes nórdicos engolem as nossas personalidades.
A antropofagia cultural (fagocitar as próprias certezas) deve estar presente na nossa literatura. Seremos grandes, somente quando escaparmos da dominação midiática da própria civilização opressora.
A opressão sugerida nessas linhas, não é feita com o uso de canhões, metralhadoras ou cassetetes. Pensa-se na infusão de hábitos castradores, por intermédio de costumes de entrelinhas, de indução à inércia educadora, cultural e filosófica da América Latina.
A cultura inglesa não é melhor que a portuguesa. A cultura portuguesa não é maior que a hispânica. A cultura ameríndia não é pior que a dos colonizadores de toda a América.  A interculturalidade não prevê a fagocitação  dos costumes alheios, mas o respeito às diferenças culturais do espaço e do tempo.
Voltando à Maturana (2009), é importante visualizarmos que existem dois tipos de debates entre as pessoas: as discussões lógicas e as ideológicas. Quando o desacordo é lógico (por exemplo: 2+ 2 = 5), isto é, quando ele ocorre de “um erro ao aplicar as coerências operacionais derivadas de premissas fundamentais aceitas” (2009, p. 17), quando a dúvida se encerra, a discussão acaba e, normalmente, se encerram as animosidades. Mas existem outras discussões – as ideológicas – nelas ocorre a possibilidade de negarmos “ao outro os fundamentos de seu pensar e a coerência racional de sua existência”. Por isso, que existem disputas que jamais serão resolvidas, no plano em que são propostas.
Um diálogo cultural deve ser feito de forma transversal e horizontal. Não posso olhá-los, de cima para baixo e vice-versa. A libertação ocorre com a universalização da arte; nunca com a proliferação de costumes do que apenas “eu” pratico. A nossa série de debates não deve ser uma apologia de nossa própria cultura, tentando demonstrar superioridade em relação ao outro país. Se isso ocorrer, nunca seremos integrados; nunca deixaremos de ser terceiro-mundistas.
Enfim, diz-se que os literatos são cansativos em suas palavras. O mundo da “carne” nos observa com estranheza e descrença. A chatice das dissertações, as diferenças de idiomas, podem levar a esvaziar auditórios ou, no mínimo, evacuar as nossas mentes. Peço aos ouvintes, nesta data tão bela, que se juntem a nós, na prática de emancipação e plurissignificação (vários significados) de nossas próprias palavras e letras. A ação libertadora de Paulo Freire, grande pensador brasileiro, deve ser expandida: vamos refletir, aprender e humanizar. Temos que nos reinventar!
Espero não ter sido um chato. Muito obrigado!

Referências Bibliográficas
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BACK, J.M; SILVA, N. V e. (Org.). Temas de Filosofia Intercultural. São Leopoldo: Nova Harmonia, 2004.

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ZIEGER, Lilian; SILVA, Teresinha C. Educação e o MERCOSUL: Desafio Político e Pedagógico. Porto Alegre: Alcance, 1995.


[1] Autor: Carlos Giovani Delevati Pasini, Mestre em Educação pela Universidade Vale do Rio Verde de Três Corações, MG (UNINCOR) e Mestre em Ciências Militares pela Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais, Rio de Janeiro, RJ (EsAO). Professor de Literatura e Redação do Colégio Militar de Santa Maria. Chefe da Seção de Ensino “A” (Língua Portuguesa, Literatura, Redação e Educação Artística do Colégio Militar de Santa Maria (CMSM). Vice-Presidente da Casa do Poeta de Santiago e Coordenador Cultural do Centro de Integração Latino-Americana (CILAM). E-mail: gpasini@ig.com.br

[2] Nesse momento a palavra “educar” deve ser entendida no sentido amplo, dos currículos formais até a educação não-formal, fora da escola.

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