quarta-feira, 27 de julho de 2011

Artigo Expresso Ilustrado 22 de julho de 2011 - Educar é cultura e intercultura - Parte Final - por Giovani Pasini

A lógica da matemática é exata, na maioria das vezes. Os humanos são sempre inexatos. Não há fórmula de soma (ou multiplicação) para se construir um bom caráter. A educação e a cultura estão interligadas, uma transformando a outra. O indivíduo modifica o meio; o ambiente altera o sujeito. A troca ocorre diariamente, nas relações emocionais. Paulo Freire idealizava que o humano deve assumir-se como um ser social e histórico; alguém capaz de criar e realizar sonhos; que possui a raiva porque é capaz de amar. Todos nós somos capazes de interferir na história (local, regional, nacional e mundial). A conscientização surge com o entendimento disso, num "insight" libertador. Não somos passageiros de decisões alheias; intervimos na nossa vida e na dos outros. Tudo passa pela construção de um "olhar crítico" para o mundo. Entretanto, a criticidade é bem diferente da falta de educação. Ser verdadeiramente crítico é escolher o que deseja; entender o que aceitar; discordar sem opressão. A interculturalidade é fundamentada no respeito à cultura alheia, nunca na sua dominação. Ela deve iniciar na escola, berço das utopias possíveis. Os pais e os professores são os maestros da primeira cultura; os guias da primeira educação. Encerrar essa coluna é acabar o inacabado. Termino, contudo, informando que a maioria dos artigos que publiquei no Expresso (inclusive este), farão parte da minha próxima obra, de título "77". Um número que simboliza uma (des)construção.

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