sábado, 25 de junho de 2011

Loucura, loucura, loucura...

Hoje, pensei em escrever no blog que não postaria mais nada, ao menos até dezembro. Estou "lotado" de coisas para fazer. Então, observei o comentário da Gis e algo me fez continuar. Dificuldades sempre teremos e a vida é agora. Portanto, ainda no final de semana farei mais duas postagens. A primeira, dedicada ao meu pai, companheiro de minhas loucuras. A segunda, vai para a mãe Gis, que acredita em Deus.

Essa é a primeira:

Um dos inúmeros defeitos que tenho é que não consigo guardar os nomes das pessoas. Algumas vezes, tenho que disfarçar quando alguém, muito próximo, chega para conversar e não lembro o seu nome. Dizem que isso é uma enorme falta de educação...
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Tentei utilizar aquelas dicas de identificar alguma característica da pessoa (nariz, olhos, cabelos etc.) e associar ao seu nome. Comigo não funcionou.
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Essa "loucura" de esquecer os nomes se estende para os objetos. Essa semana comprei um livro magnífico, de Humberto Maturana (Emoções e Linguagem na Educação...) . Quando cheguei em casa, vi que já possuía a mesma obra e que a outra já estava lida pela metade.
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A minha memória de citador é muito fraca. Guardo uma meia-dúzia de pensamentos que influenciam a minha vida, relacionando-os aos autores. Por isso que gosto dos "cafezinhos poéticos", pois levamos a obra propriamente dita.
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Na verdade, tento utilizar a minha mente como um "liquidificador de teorias", buscando o que o autor fala e "deglutindo antropofagicamente". Construindo, destruindo e / ou reconstruindo a minha personalidade. Nunca fiz o "plágio" - a fotocópia de outros autores. NUNCA!
Vivemos num dilema: pesquisar - pensar, que conduz a nossa existência. Tento aprender o máximo com os outros, mas busco formular as minhas convicções, no meu liquidificador cerebral. Por isso, várias vezes, sei o pensamento e não lembro o autor (digo que é de alguém que esqueci). Outra locurinha...
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A maior loucura que possuo é a fixação pela leitura. Quero, um dia, ser reconhecido pelo que escrevo, tão somente pelo motivo que adoro ler o que outros escreveram. Atualmente, debruço-me sobre uma pesquisa científica que engloba Paulo Freire, Humberto Maturana, Reinaldo Fleuri, Piaget, Perrenoud, Chalita, Rubem Alves etc.
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Parei, por enquanto, a leitura prazerosa e lúdica. A não ser quando participo da Hora do Conto, momento de parar com qualquer mesquinharia, pecado, egoísmo e entrar no mundo das crianças (ou das vovós-crianças).
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Comecei a escrever poesias (mesmo) com 12 ou 13 anos, em Porto Alegre, quando estudava no Colégio Militar. Eu chegava em casa, dormia um pouco e ia para a máquina de escrever (que o louco do meu pai me emprestava, pois ele teve a generosidade de me pagar o curso de datilografia do SENAC). Quando ouvia os barulhos das teclas, minha mãe trazia uma xícara de café quente. Eu morava no oitavo andar de um prédio, na Rua dos Andradas, em POA. Lá de cima, eu observava as pombas, sobre prédios velhos.
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Tudo o que lembro, realmente, gira no campo das emoções, mais do que na simples racionalidade (Maturana).
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Por enquanto, fico por aqui, nessas loucuras-sensatas.


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