terça-feira, 14 de junho de 2011

Caio Fernando Abreu, Caio Fernando Abreu, Caio F... (desculpe a postagem longa, mas tive que escrever)

Caio Fernando Abreu - Patrono Perpétuo da Casa do Poeta de Santiago

Tenho algumas coisas a dizer aos leitores e amigos. Para ser mais claro, resumirei em tópicos:

1. A escrita é livre. Não ultrapassando os direitos do outro, podemos escrever o que quisermos. 
2. A leitura é seletiva. Como leitor, também temos a liberdade de ler o que desejarmos.
3. Portanto - sugestão que fica se alguém ainda faz isso - não devemos "forçar" a leitura de ninguém. Quem adquiriu o hábito de ler, o fez por opção (escolha - seleção).
4. Ninguém; repito, ninguém em Santiago (no RS, Brasil ou Planeta Terra) tem o direito de dizer o que deve ou não ser lido. Podemos, sim, recomendar a leitura e tentar convencer pelas palavras.
5. Toda leitura é importante: Paulo Coelho, Martha Medeiros, Gibi, Machado de Assis, Sêneca, Sócrates, Harry Potter (etc.), pois ela serve de um degrau no caminho do bom hábito (leitura). A leitura do Século XXI é a do entretenimento (prazer). Com isso, conquiste-se o leitor pela própria vontade...
6. O Brasil é um país do futuro. Somos a 7ª economia do mundo e, em 2015, seremos o 5º país mais rico do mundo (talvez o quarto, passando o Japão). Essa mudança ocorreu nos últimos 15 anos. O mundo mudou e Santiago também. A nossa cidade é educadora e cultural. Serve de modelo para tantas outras e tem que ser orgulho local  (e ponto).
7. O Brasil não lê tanto quanto deveria, mas arrisco antecipar que a tendência é mudar. A mudança está ocorrendo e não percebemos. A cultura (material e imaterial) é transposta diariamente. Ela surge do hábito (conservação da herança social) e, também, uma ferramenta de mudança social. A educação modifica um povo e o reforço da cultura transforma a educação.
8. A Casa do Poeta de Santiago (escrevo como associado) surgiu como mais um entidade cultural que auxilia na difusão do epíteto de nossa terra. Da mesma forma faz o Centro Cultural, os CTGs, o Clube Amigos de Beethoven e tantas outras entidades sem fins lucrativos. Pelo que observei, ninguém quer competir, mas sim compartilhar. Tanto que tivemos a grata presença da Professora Enadir Vielmo, Presidente do Centro Cultural, que prestigiou a II Semana Literária. Todas as entidades fazem algo por nosso município - todas!
9. O Caio Fernando Abreu necessita ser prestigiado na cidade de Santiago. Sempre necessitará! A realização de palestras (a da Professora Zaira - Caio F. / e a da Fátima - Oracy) sobre nossos mestres devem ser feitas para divulgar ainda mais a maestria de nossa literatura. Aliás, essas duas palestras foram tão boas que serão repetidas no VI Encontro de Escritores do MERCOSUL (janeiro), em Santiago, para um público estrangeiro. Afirmação: ler, falar, dissertar, pesquisar - tudo isso - aumenta o conhecimento sobre Caio Fernando Abreu e Oracy Dornelles.
10. Temos que parar (alguns indivíduos) de querer criar conflitos sobre (e sob) a literatura e a cultura santiaguense. Vamos parar com isso - quer saber: TEMOS MUITO QUE APRENDER SOBRE INÚMERAS COISAS. Essa é a beleza da vida. Autores como Carlos Drummond, Caio Abreu, Oracy Dornelles construíram a sua obra na labuta diária. Por que não incentivar os novos escritores? (PS: eu sou um novo, ok? Tento aprender a escrever, todo santo segundo...)
11. A questão da homossexualidade do Caio sempre foi uma barreira, não adianta esconder isso. Julgo, na atualidade, que a melhor conduta é o respeito às opções. Só que a obra do Caio é superior a qualquer preconceito, pois a beleza dos seus textos é atemporal, onde reflete a individualidade e o anonimato (Porto Alegre, São Paulo, Paris etc.) de um humano isolado e, também, marginalizado (na sua época). A grandiosidade da evolução do Caio está nos conflitos interiores e nos questionamentos constantes, além da apresentação de estados emocionais (existenciais e psicológicos).
12. O Caio é de Santiago, de Porto Alegre e do mundo. Particularmente, busco entender mais esse autor (como faço com Carlos Drummond, Cecília Meireles, Clarice Lispector, Oracy Dornelles etc.). Humberto Maturana escreve que só estamos humanos, pois vivemos em sociedade. Aprendo com eles... 
13. Penso que não falta leitura. O que falta são leitores de livros. Quem adquire o hábito de ler, nunca desiste. Atualmente, é o momento na história que mais se lê (sabiam disso?) - frutos da internet. Contudo, o que falta é a leitura lenta, profunda. A atual geração possui muitas informações, talvez o que dificulte é a internalização dessa informação (conhecimento).
14. Lembro que li o Caio (Ovo Apunhalado) em 1994 (na AMAN), achando que ele fosse de Porto Alegre. Em 2008, quando fui perguntar para a professora Rosane Vontobel quem ela achava que deveria ser o patrono da Casa do Poeta (que dá o nome à entidade), a professora disse: "o Caio Fernando Abreu!". Naquela oportunidade, teimei com ela que o Caio era de Porto Alegre. A professora me convenceu (santiaguense!) e a irmã do Caio autorizou a utilização do nome do autor para definir a Casa. Grata escolha, sobre a qual pesa a grande sapiência da professora Rosane (uma pessoa construtiva!).
15. O Caio Fernando Abreu merece uma estátua na entrada da cidade. Aliás, em todas as entradas da cidade. A sua obra é perene e reconhecida em inúmeros países. Deve ser mais conhecida na nossa cidade - por inúmeros fatores.
16. Vamos parar de dar rodopios? Vamos parar de atacar e defender? Vamos - braços dados ou não - difundir a literatura sem dizer (eu sei mais e tu menos; estudo antes e tu depois  etc.). A nossa cidade já não é mais uma colina interiorana, cheia de gados no pasto e somente isso. O mundo mudou, globalizou, cresceu. Os pastores não conduzem somente vacas - e a sabedoria universitária já não é mais somente a dádiva para alguns. Temos universidades na nossa cidade. Temos universitários na nossa localidade. E nem tudo é universidade. O conhecimento pode ser construído de qualquer forma. A liberdade de pensar e de escrever faz parte do diário. O céu é azul para todos. A vida é bela para todos. A natureza possui rios e pomares. Temos filhos e filhas, contas para pagar, presentes para comprar (aniversário ou dia dos namorados). Sou livre para comprar dois presentes para a minha esposa. Gosto dela - dona de meu amor. Os livros podem ser lidos, escritos (reescritos) e deu! 
17. Ah! A fase, agora, deveria ser: "cada um no seu quadrado". Sabe, caro leitor, o que é época eclética? Resume-se na diversidade. Somos diferentes; temos individualidade.
18. Enfim, teria mais coisas para escrever, mas tenho mais o que fazer. Ah! Busque a sua felicidade... (Brigar com os outros, te deixa feliz?)

4 comentários:

  1. sem duvidas, concordo com tudo que esta escrito acima.

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  2. Isso sempre me soou como a história dos caranguejos, comum na esfera cultural gaúcha: quando um deles consegue subir para sair do cesto, sempre tem algum pra puxar pra baixo de novo... e assim crescemos na nossa ignorância. Em outras culturas não é assim: vejam os baianos, por exemplo.

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  3. Isso mesmo ! Nós somos senhores de nós mesmos e vivemos num país democrático. Cada um lê o que quer, escreve o que quer, veste o que quer ! Só falta agora o respeito, que nem todos têm :/

    Tá com toda razão nesse post :)

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  4. Realmente é ridículo como algumas pessoas não tem respeito e querem mandar na vida dos outros, acham que são superiores e por isso não tem consideração com o trabalho dos outros. A ignorância e o desrespeito são a base disso.

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Agradeço o tempo investido nesta comunicação.

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