sábado, 30 de abril de 2011

Santiago, saudade e sereno - por Giovani Pasini

Foto Mileni Amarante


Saudade do sereno 
da minha Santiago,
onde o sabor da alvorada
orvalha todos os sonhos.

Onde o sol
surge 
com o som 
da serenata
da vida.

Saudade do semblante
suave
da santa
da praça
e dos assentos
da rua dos poetas.

Onde sou 
inteiramente
- e não uma parte -
da alma que se reparte.

A Santiago das poesias
das sinfonias
e da eterna
melodia.

A Estação do Conhecimento
que percorre
o trem de minhas lembranças
e fica,
sempre,
como o ponto da parada
de meu coração.

Ah! Eu queria ser um poeta
para cantar-te, 
como Oracy;
mas, sou apenas um leitor seu.
Um só.
Só sem seu sol.
São sem seu céu.
Sereno,
num turbilhão de saudades
que todos os segundos
não poderão contar.

A distância é a depressora
do presente.
A memória é a motivadora
do futuro.

Permaneço, 
silente,
esperando o momento 
para tocar
todos os ímãs
de teu solo.

Santiago,
cidade dona do meu
passado,
presente
e dona do meu...

pó.

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