quinta-feira, 14 de abril de 2011

É preciso confiar em Deus.... (Pensamentos da Madrugada)

A confiança em Deus é algo muito particular.
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Para alguns, a fé pode parecer hipocrisia.
Contudo, a verdade é que "nós vemos o mundo como nós somos e não como o mundo realmente é".
As coisas só possuem nomes, pois atribuímos nomes para as coisas (essa ideia não é minha, mas da filosofia).
Quero dizer, os pampas existiriam, mesmo se não fossem chamados de pampas. Eles, mesmo se "inominados", ainda permaneceriam lá.
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A capacidade criativa do homem é tão grande que ele pode construir deus.
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Da mesma forma que elaboramos textos, livros, filmes, cadeiras, mesas, fotos, prédios etc. Do mesmo modo podemos moldar o deus (Deus) de nossa existência.
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O meu deus (Deus) já está edificado, dentro de minha alma, no fundo do cérebro. Atesto ao leitor que esse deus (Deus) existe; e a palavra deve bastar.
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Para alguns, pode parecer besteira.
Entretanto, não estou interessado na opinião alheia e, também, não dou o direito de invadirem as muralhas da minha Divindade.
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A relação espiritual deve estar baseada na confiança; ela estabiliza a fé e combate a descrença.
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Justificar a inexistência de Deus, por pecados humanos, é a pura ignorância. Padres pecadores, wellington(s), assassinos, estupradores sempre existirão. Da mesma forma, usurpadores da materialidade alheia.
Só que Deus é muito mais que uma religião, ou um conjunto de pessoas religiosas.
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O Deus que acredito é parecido com o de Rubem Alves.
O Deus que está escondido - lá no fundo - debaixo das ofensas e dos ofendidos; Ele possui toda a temperança e a infinita bondade.
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O homem visualiza o amanhã. Imaginamos o que há detrás dos muros e o que ocorre, neste momento, no calçadão de Santiago.
A vida depois da vida é a continuação da própria inteligência humana.
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Humberto Maturana, biólogo e educador, escreveu que "(...) como seres humanos só temos o mundo que criamos com os outros" e o mais importante é o AMOR.


A esse ato de ampliar nosso domínio cognitivo reflexivo – que sempre implica uma experiência nova – podemos chegar pelo raciocínio ou, mais diretamente, porque alguma circunstância nos leva a ver o outro como um igual, um ato que habitualmente chamamos de amor. Além do mais, tudo isso nos permite perceber que o amor ou, se não quisermos usar uma palavra tão forte, a aceitação do outro junto a nós na convivência, é o fundamento biológico do fenômeno social. Sem amor, sem aceitação do outro junto a nós, não há socialização, e sem esta não há humanidade. Qualquer coisa que destrua ou limite a aceitação do outro, desde a competição até a posse de verdade, passando pela certeza ideológica, destrói ou limita o acontecimento do fenômeno social. Portanto, destrói também o ser humano, porque elimina o processo biológico que o gera. (MATURANA e VARELA, A Árvore do Conhecimento, 2001, p.268-269)

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Da mesma forma que o homem, DEUS nos AMA. Aceita-nos junto ao espírito e, de forma arraiga, esse sempre será o fenômeno social de Deus.
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O leitor pode perceber que nunca na história "inteligente" da humanidade, a sociedade ficou sem deus (Deus).
Essa é a maior prova da existência dos Desígnios de Deus.
A religião não prova nada. Ela pode até afastar a fé.
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A emoção - a própria catarse - as lágrimas nos olhos pela tristeza da partida, tudo isso nos remete a Deus.
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Desacreditar é nadar contra uma corrente interminável.
Até o bom nadador cansa e, no mínimo, diminui o ritmo de suas braçadas.
Os intolerantes conhecem e citam a Bíblia melhor que qualquer religioso. Por quê?
Pelo simples motivo que a alma se rebela contra a racionalidade inteligível. O maior vencedor é a própria dúvida que balança o espírito.
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Confiar em Deus não é ser enganado pelas religiões.
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A criticidade é elaborada a partir do momento que diversificamos a visão de mundo.
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Eu erro a gramática, apesar de todo esforço; já magoei pessoas (é da vida!); superei as mágoas que sofri, não tenho rancor; inventei de querer ser escritor; criei um blog; casei apaixonado; tive dois filhos; fiquei calado quando tinha que falar; gritei quando deveria silenciar; nunca tive medo da solidão; sempre dormi tranquilo; o meu pai era milico e por isso também sou; parte de mim ainda está perdida no tempo; outra parte é o agora; quero dar orgulho para o meu sobrenome; penso que o futebol é bem mais que técnica; jogo futebol todas as quintas, mas sem técnica; sou italiano e falo alto - sou italiano e grito baixo; tenho amor por todas as pessoas que estão na educação; adoro dar aulas de literatura; adoro assistir palestras; sou calado e antipático; gosto da minha careca; quero diminuir a barriga; não abandono um copo de vinho ou uma cerveja; vou na igreja por causa de Jesus; assisto o seriado House; gosto de noticiários e odeio novelas; sou um louco fingindo ser sensato; penso que a roda deveria ser reinventada; o futuro deve ser construído pelo livre-arbítrio; e, por arbítrio, somente a existência de deus.
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Gosto, realmente, de mim. Por isso durmo tranquilo, dentro de meu egocentrismo permitido. O meu espírito está junto de Deus.
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A alma é o sustento do corpo.
Deus é o alimento da alma.
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Chamo o escritor Carlos Drummond, que nos diz:
"Ser feliz sem motivo é a mais autêntica forma de felicidade"
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Encerro parafraseando:
Debater com a crença de Deus é a mais autêntica forma de Fé.
Lembre-se disso.
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E até a próxima madrugada...

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