sexta-feira, 25 de março de 2011

Poema - Literatura

Eu sou a voz do silêncio,
o grito do olhar.

Possuo
a alma dos incautos

e a inocência do luar.

Tenho a raiva visceral,
a angústia sideral,
a metafísica linear
e o vaporoso: criar por criar.

Sou o presente
o passado
e o futuro.

(Me) intero com os erros pessoais
despercebidos
desapercebidos
- inodoros -
e ilegais.
Normais e anormais
- presentes -
(...)
um presente para qualquer cérebro.

Sou a arrogância
e o disparate
dos poderosos.

A fuga da realidade
dos perseguidos
e a liberdade
para os libertos.

Sou a eternidade
de cada momento,
grafada por códigos
emitidos
recebidos
- reelaborados (?)

Sou o plágio do etéreo.
Um vínculo social,
a releitura individual.

O meu surgimento está
ligado
ao máximo de imortalidade
do homem.

"Penso, logo existo?"
Existo, pois tu pensas.
Sou apenas eu-lírico.

Enfim,
sou o que permanecerá
da podridão da carne.


2 comentários:

  1. show de bola!!!! tuas palavras têm vida assim como a arte literária, nossa grande paixão.

    ResponderExcluir
  2. Profª Adriane - CMSM25 de março de 2011 09:42

    show de bola!!!! tuas palavras têm vida assim como a arte literária, nossa grande paixão.

    ResponderExcluir

Obrigado por deixar o seu comentário neste blog.
Agradeço o tempo investido nesta comunicação.

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...