terça-feira, 22 de março de 2011

Não acredito em ateu 100%...

A supracitada informação é radical.
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Contudo, penso que não existe ser humano que seja ateu 100% de sua vida.
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Santo Agostinho atestou que não existe passado e futuro, mas só o eterno presente. Portanto, o passado (quando existiu) era presente; o futuro existirá (quando for presente). No mundo, só existe o agora. Quando você recorda do passado, por exemplo, está fazendo com as experiências do presente.
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Entretanto, o ser humano - nos tempos mais remotos - aprendeu a visualizar o futuro (amanhã, final de semana, viagem etc.) e recordar o passado. Nós conseguimos imaginar o que existe depois da colina, após o muro. Com isso, houve o surgimento de uma das questões ontológicas: para onde vou?
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A partir desses questionamentos, surgiram os túmulos e cemitérios, que nos acompanham desde que somos sociedade.
O humano passou a sofrer com o falecimento do outro humano.
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A existência de algo após a morte se tornou uma condição "necessária" ao humano que não imagina um "hoje" sem o "amanhã".
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A partir daí houve a necessidade da justificação de um Deus. Outra questão ontológica: de onde viemos?
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Como existe o passado e futuro (em relação ao imaginário) - dentro de uma sociedade organizada em crenças nos deísmos e Teísmos - não acredito em ateu 100%.
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Volta e meia, observamos a contradição criada por possíveis ateus.
(Sei que o posicionamento é rígido - e quero dizer que respeito as opiniões - isto é apenas um debate de ideias.)
Isso é observado pela variação de opiniões e explicações.
O posicionamento "ateu" combate o próprio subconsciente do indivíduo que, ante qualquer dificuldade, busca por alguma ajuda superior.
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A posição racionalista mais adequada - penso eu - seria o Agnosticismo (A=negação / Gnose= sabedoria) que significa o "não saber" se Deus existe ou não. Afinal, não existe a comprovação para os dois lados. Apenas crenças e teorias inacabadas (como a Teoria da Evolução, de Darwin).
Onde está o elo perdido?
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Afinal, a ciência se aproximou da religião, por intermédio de alguns gênios como Einstein e Stephen Hawking. (Isso é para outro debate).
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O que devemos combater - filosoficamente falando - é o abuso de poder por intermédio da religião.
A ignorância religiosa (fanatismo pastoril) é que leva à prática da fé abusiva e abusada.
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Acreditar em Deus nunca foi sinônimo de ignorância, mas sim produto de uma sociedade organizada. Não seríamos nada, se não vivêssemos em grupos sociais. E a crença em Deus faz parte de nosso povo, sendo tão importante quanto qualquer valor moral e ético.
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Enfim, o cérebro de um ateu (respeito, mas nego) deve percorrer caminhos duros pela vida.
O seu pensamento se equivale a dieta para obesos: não come, mas vive pensando na comida. (A ideia é válida, pois estou de dieta)

PS: aceito comentários que discordem...(todo ponto de vista é a vista de um ponto - de Leonardo Boff)

2 comentários:

  1. Até acredito que alguém possa ser ateu a vida toda, mas não acredito naqueles que querem mostrar isso pra todo mundo.

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  2. Completanto o que a Tainã disse: eles existem, mas são justamente os que menos bradam sua forma de pensar, eles estão quietos e sorridentes dos cantos das salas.

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Agradeço o tempo investido nesta comunicação.

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