quinta-feira, 10 de março de 2011

Liberdade (Poema em homenagem a Caio F. Abreu)


Ofereço à minha alma

a liberdade de escapar

dos grilhões da apostasia

e da insensatez do julgamento.


Preciso transitar pela irreal

(realidade)

de um mundo

literário

(ideário)

e, talvez, ameno (?).


Tenho que sair em busca

da sapiência

não vaidosa

- porosa -

que transita

no etéreo,

por sobre o crânio

do escritor.


Quero esquivar

da falácia,

da ironia (não figurada)

e dos lapsos da inconsciência

perseguidora.


Ser livre,

da capturada falsidade

cínica

e, por vezes, política.


Para isso,

tenho que

liberar os inimigos externos

- distantes e tão perto -

para permanecer

no volumoso

combate

do autoconhecimento.


A verdadeira liberdade

consiste

numa pureza de ideias

sabendo que o laurel

- sempre será -

o sono tranquilo.


Com Drummond,

Pessoa, Dos Anjos,

Andrade(s),

Bandeira e Quintana;

com as letras

relaxo, novamente,

a minha pestana.

Um comentário:

  1. Esse é o Pasini, gostei muito, e vamu que vamu, tamo junto, bjãozãooooooo!!!

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